Nao Acabou pra Mim
Viagem
Fazendo uma viagem dentro de mim.
Vejo tudo que tenho de melhor e pior.
Peguei uma carona na vida, estacionei
na obediência. Virei a esquina da rebeldia,
entrei na rua da Revolta, passei pela
Av. Mudanças e peguei outra estrada.
Nessa estrada havia um caminho
chamado Tranqüilidade, que por ele
passava o rio da Paciência, com um
cheirinho de calma.
Vi que tudo ali era belo, perfeito.
E como não existe perfeição, desviei
meu curso pisando fundo no Vale das
Aventuras que tinha uma passagem
secreta à cidade dos Perigos, que
tinha como capital: Confusão e um
interior chamado Ódio.
Consegui achar uma saída de emergência
que se chama arrependimento. Entrei
no ônibus da saudade e voltei dessa
maravilhosa viagem que tem por nome: reflexão.
Mulher fatal III
Queres coisar-me como amiga fatal,
o lindo coração sem rejeitares a mim
fica-me a cousa amada sem pejo;
um ser tão coisado em vosso coração.
Queres coisar-me a vossa amizade,
amo a tua amizade em vosso ser...
Que pelo mau gosto já vos perde;
fico a coisar-te como bom amigo!
Queres coisar-me como bela amiga,
dai-me o vosso lampejo tanto amor!
E cousas eternas sem ser perigosas.
Queres coisar-me como doce amiga,
dai-ma as cousas em vossa amizade
coisar-me de ti a vossa amizade.
O QUE PASSOU
Suspirei neste momento
e sorri de mim mesma.
Em um desses clássicos da comédia da vida,
lembrei de nós dois.
Antes te amava com ardor,
tinha toda e venerada paixão.
Hoje, não mais.
Não sinto nem amor,
nem rancor.
Hoje não sinto nada.
Quando você vem à mim,
nada mais gira ao teu redor,
a não ser as folhas de outono.
Penso, tento imaginar
como aquilo tudo
é um nada agora.
Parece até que nunca te vi,
que nunca sofri.
E parece que nada perdeu,
nada sofreu.
O que passou, passou...
E tua vida já não me importa.
Ontem é um passado esquecido;
hoje um presente vivido;
e amanhã um futuro compensador.
Hei, heróina, sim, heroína… eu sou fraca, mas guardo uma coisa tão forte dentro de mim. Parece absurdo, mas tente aceitar, tente enxergar… minha ultima queda me quebrou a cabeça. - Texto: Super-Heroina? -
Eu realmente preciso me mover. Tirar todo teu sangue esparramado em mim, após nossa guerra particular. Rasgar as roupas dadas por você e me vestir de mim. Eu quero o novo, mesmo sentindo o cheiro do velho para me lembrar, em meu café da manha, que o dia sem você não é fácil, mas, sim, melhor para minha sobrevivência.
A noite hoje está cansada. Tudo está cansado. Ou no mínimo sou eu que faço reflexo de mim em tudo o que vejo lá fora.
Me cansar já faz parte da minha rotina. E meu maior cansaço é de mim mesmo. E eu sou tudo. Quando canso-me de mim, canso-me de tudo também.
Desculpa ter largado você assim, mais eu queria experimentar algo que estava escondido dentro de mim, é que pela primeira vez eu resolvi gostar de quem gosta de mim!
Cada um tem seu jeito de ser, e o meu só diz respeito a mim. Aceita-lo é para poucos, que para mim já é muito.
Tento impor limites pré-estipulados, a mim mesma. Mas, algo me faz crer que os limites estão ali para serem ultrapassados, como se eu pudesse rascunhar fora da margem do papel. O que me instiga a tomar tais atitudes, é o desconhecido.
Eu corro, me escondo, eu fujo. De quê? De mim, de você, de nós dois. Por que? Tu corres, se esconde e fojes. De quê? De você, de mim, de nós dois, outra vez.
