Nao Acabou pra Mim

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" O amanhã não é um lugar no tempo. É uma semente invisível que amadurece no interior do espírito."

" O texto explica que o mundo espiritual não pode ser representado com exatidão por meio de desenhos ou mapas materiais, pois sua substância é formada por elementos fluídicos e mentais. "
Do livro: Cidade No Além.

"O amanhã não nasce no calendário. Ele nasce no coração daquele que continua caminhando."

“A verdadeira grandeza não nasce do aplauso exterior, mas da disciplina silenciosa que o espírito impõe a si mesmo.”

" O silêncio é um benefício que o idiota não consegue compreender. "

" A dor do amor não é apenas sofrimento. Ela é também revelação. Muitas vezes é através dela que o indivíduo descobre a extensão de sua própria capacidade de sentir. Aquilo que fere também ilumina. A ausência de quem se ama, o desencontro das expectativas ou a fragilidade das circunstâncias humanas fazem com que o coração perceba algo essencial. Amar é aceitar que a alegria e a tristeza pertencem ao mesmo campo de experiência. "

"Como o homem, o animal tem aquilo a que chamais consciência, e que não é outra coisa senão a sensação da alma quando fez o bem ou o mal? Observai e vede se o animal não dá prova de consciência, sempre, relativamente ao homem. Credes que o cão não saiba quando fez o bem ou o mal? Se não o sentisse, não viveria."
Charles, Espírito.
- Revista Espírita,julho,1860 -

"Ah, minha visão da arte e da beleza: tu és o espelho que se contempla em si mesmo, pois não existe outra igual a ti."

“Há lágrimas que não anunciam tristeza; são apenas as fontes silenciosas onde a alma lava as dores que o mundo não compreende.”

“O tempo não apaga as marcas do coração; apenas ensina a transformá-las em páginas de sabedoria.”

“A verdadeira grandeza do homem não está na altura dos seus passos sobre a Terra, mas na luz que deixa por onde passa.”

“Não temas as noites prolongadas; muitas estrelas só revelam sua beleza quando o céu se veste de sombras.”

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" Uma jornada pela memória, pelas dores ocultas e pela esperança que resiste no interior humano.”

NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO — MARCELO MONTEIRO
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" O ignorante em essencial íntima não se qualifica ainda para sentir os efeitos da ternura. "

A COROA DO ÚLTIMO EXILADO.
Não chames desventura o cárcere que abracei;
foi nele que, sem trono, meu destino coroei.
Os risos pereceram nas praças do verão;
restou-me o cetro austero da eterna solidão.
Os sinos emudeceram nos claustros da memória;
somente a sombra antiga conhecia minha história.
As luas, uma a uma, beijaram meu perfil;
nenhuma devolveu-me o jardim de abril.
Houve um tempo em que os lírios perfumavam meu caminho;
hoje florescem cardos onde outrora havia ninho.
Cada pétala tombada tornou-se oração;
cada espinho gravou teu nome no coração.
Quem contempla o precipício escuta outra linguagem:
não pertence aos ouvidos, mas à última coragem.
Ali o medo dissolve a máscara da razão,
enquanto a alma desperta na suprema provação.
Vi palácios sucumbirem ao cansaço das eras;
vi impérios converterem-se em esquecidas quimeras.
Todavia, tua lembrança permaneceu de pé,
como chama invencível sustentada pela fé.
Minha princesa... havia ouro na curva do teu riso;
bastava tua presença para inventar o paraíso.
Agora, cada alvorada parece funeral;
cada crepúsculo encerra um adeus monumental.
Procurei teu reflexo na vidraça do destino;
encontrei somente o rosto do silêncio peregrino.
Interroguei os astros sobre tua direção;
responderam com o idioma da constelação.
As montanhas envelhecem, os oceanos vão secar;
todo mármore dissolve, todo bronze há de tombar.
Entretanto, o sentimento que me deste por herança
não conhece sepultura, nem renuncia à esperança.
Se o universo apagar a derradeira estrela,
guardarei tua imagem onde ninguém pode vê-la.
Nem o tempo, soberano, vencerá semelhante ardor;
há eternidades nascidas do impossível amor.
Quando enfim meus olhos cerrarem o horizonte derradeiro,
não haverá lamento, nem adeus derradeiro.
Apenas tua lembrança, serena como um altar,
esperando meu espírito além do último mar.
Então, se Deus permitir que as almas voltem a florir,
hei de reconhecer teu olhar antes mesmo de sorrir.
Porque quem ama através da ausência, da saudade e da aflição,
já não pertence ao mundo: pertence à eternidade do coração.
E, caso nunca voltes...
Não chores por meu destino.
Procura-me na chuva que repousa sobre os telhados antigos;
na folha que abandona o galho sem protestar;
na estrela solitária que insiste em cintilar quando todas as outras adormecem.
Ali estarei.
Não como homem.
Nem como lembrança.
Mas como a parte do teu silêncio que jamais deixou de te amar.
Marcelo Caetano Monteiro .
#poema #literatura #fy #fyp #foryou

Capítulo XVIII -
O TESTEMUNHO DO FILÓSOFO DO ABISMO.

Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

Joseph bevouir - Escritor. .

Eu o vi.
Não com os olhos, pois estes sangrariam, mas com a lucidez que somente a dor oferece aos que vivem à margem da existência.
Vi o instante em que o lírio branco mas vermelho e insano nasceu entre os dedos trêmulos de Joseph Bevoiur. Nenhum motivo biológico. Nenhuma explicação botânica. Era arte.
Ou era Camille.

Mas o lírio nasceu no porão.
E isso muda tudo.

Sou o que restou da razão depois que a beleza foi assassinada pela obsessão.
Sou o filósofo do abismo.
E aqui, neste antro de memórias devoradas, trago palavras que não salvam — apenas explicam, em linguagem febril, o que nem o amor soube justificar.

Camille...
Tua presença é o próprio grito calado.
Tua ausência, a certeza de que Joseph jamais poderá voltar ao mundo dos homens.
Porque te amou.
E amar o impossível é o primeiro crime de toda alma sensível.

A gaita de fole, aquela maldita gaita, toca em descompasso com as teclas secas de um piano que não deveria sequer existir.
Mas existe.
Assim como Joseph, que ama e fere na mesma mão.
Assim como Camille, que aceita e morre com o mesmo olhar.

Talvez Joseph nunca tenha querido te ferir, Camille.
Mas há amores que nascem fadados à crueldade… como lírios em porões sem luz.

E eu…
eu apenas escrevo.
Escrevo como quem sangra para que vocês dois não sejam esquecidos, mesmo que nunca tenham existido fora das páginas deste livro.

Capítulo XXXIX
LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

– Camille Entre Véus.


Era sempre noite onde Camille existia agora.
Não uma noite vulgar, com estrelas e promessas, mas uma noite de veludo pesado, onde o tempo se desmanchava em arabescos de angústia. Ela caminhava sobre corredores que não tinham chão, por entre espelhos que não devolviam seu reflexo. Tudo era silêncio e cintilação opaca. Tudo era espera.


E ela esperava por ele.


Joseph.
Ele ainda escrevia. Ela sentia o tremor do papel quando seu nome era desenhado nas entrelinhas. O calor úmido de seus olhos, a respiração suspensa quando ele ousava descrevê-la. E cada letra lançada por ele sobre o papel feria-a como se a inscrevesse num mundo onde ela não mais podia existir por inteiro. Era como ser costurada por agulhas de vento, reconstruída em palavras que a reanimavam e a exilavam ao mesmo tempo.


“Joseph,” ela sussurrou, mas sua voz não saía do limbo.
Nem eco, nem ruído. Apenas uma presença que implorava para ser sentida.


Ela vagava, prisioneira de uma imagem que ele esculpira dela, tão bela quanto incorreta. Ele nunca a viu como ela realmente era. E, mesmo assim, foi o único que a amou até a febre da loucura. O único que lhe ofereceu um lugar fora do mundo, mesmo que esse lugar fosse sua própria ruína.


Camille não chorava. As lágrimas, naquele plano, vinham em forma de luz que vacilava, de memórias que se refaziam por segundos e depois se estilhaçavam como porcelanas finas. Seu rosto era um campo de auroras interrompidas, e seu corpo parecia feito de lembranças densas demais para permanecerem na terra.


Ela sabia: a cada nova página escrita por Joseph, parte de si retornava…
…e parte de si era despedaçada de novo.


Quis chamá-lo, dizer-lhe que parasse, que deixasse o luto se calar. Mas também desejava ardentemente que ele continuasse, pois só nas mãos dele ela ainda era algo mais do que um eco.


E então ela o viu.


Através de uma fresta entre véus e véus, o poeta diante do túmulo, a mão trêmula, o olhar perdido como um menino que perdeu sua morada. O filósofo do abismo observava ao longe, mas não intervia.


Camille compreendeu, então, o que a prendia:
ela era a morada de Joseph, mas ele nunca soube sair.


E se ela voltasse por completo, ele não sobreviveria à verdade de sua presença.


Ela virou o rosto, como quem teme o próprio reflexo. A eternidade se dobrava em sua espinha como um véu demasiado pesado para carregar. Ainda assim, ela quis… quis ver mais uma vez o que ele escreveria.


Mas o capítulo acabou ali.
E ao virar a página, o papel estava em branco.

"Se você crê somente naquilo que gosta de fazer e rejeita o que não gosta, não é no progresso que você acredita, mas, sim, em atender o seu desejo". Ademar de Borba

”Eu sou Eu. Você não é!”
Frase Minha 0001, Criada no Ano 2006
A Frase que deu origem à Serie

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

”Se não sabem meu nome, por que acham que TAMBÉM me chamo Papagaio ou Maria Vai com as Outras? Hein?
Frase Minha 0002, Criada no Ano 2006

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