Nao Abra seu Coracao
Pra mim,
Parente não é necessariamente uma família;
família é um conjunto de pessoas com as quais me sinto bem.
Minha família pode estar espalhada por onde eu for, em qualquer lugar onde eu seja bem recebido.
Família está onde há pessoas de bom coração, onde há acolhimento, respeito e amor.
Costumamos eternizar
coisas que, na verdade,
não têm mérito algum
para serem eternas.
Amores que não se concluíram
ganham status de perfeitos
justamente porque ficaram pela metade.
Nessa ausência de fim,
mora uma pergunta insistente:
e se…?
O inacabado seduz.
Não foi testado pelo tempo,
não enfrentou a rotina,
não precisou permanecer.
Por isso parece grande,
quando na verdade
é apenas incompleto.
Talvez seja hora
de valorizar o que é real,
o que é existencial,
o que ficou
e escolheu ficar.
E, sobretudo,
parar de cultuar
aquilo que não teve coragem
de se tornar inteiro.
Nem tudo o que não acabou
merece ser eterno.
Algumas coisas
apenas ficaram pela metade porque era exatamente
até ali que podiam ir...
Me sinto importante quando ponho sigla nas coisas.
MSI, QPSC.
O outro não precisa entender,
sou dinâmico, tô por dentro, e VSFdê.
Se eu vir...?
"Se eu ver" não existe,
minha língua perde o afeto.
Não vou deixar minha palavra triste,
então assumo em me sumir por completo.
No fim, Deus não se engana; quem se engana é o homem que acha que a própria omissão não será cobrada.
cesta de frutas podres
nesta casa escura não há luz,
não há nada que faça ser menos tétrico,
nem aquela vela acessa
no altar parecendo um cemitério,
me peguei olhando seu retrato guardado no fundo da minha gaveta,
me peguei pensando em suas risadas e de como eram arteiras,
nesta casa não há luz,
não há nada que faça ser menos triste.
essa cesta de frutas podres chamam moscas,
me lembrando que estamos aqui mofando tem mais de um ontem.
muitos ontens se passaram me fazendo perder a cabeça,
a cabeça está perdida e minha fé está cegueta,
nenhum maço de cigarro inteiro reanima meus pulmões,
nenhuma vela acessa pode consertar esses corações,
não há luz,
não há fé,
não há mente e nem você.
já foram ontens desgastados, arrastados, cessados e enterrados,
a terra que os guarda é vermelha.
não tem casa nem cesta,
não tem fruta nem vela,
não tem nada que acenda a alegria que nos falta,
só ah melancolia
e uma cesta de frutas podres.
Existe o amor que não se rende.
Ele apanha da vida, sangra em silêncio, mas não recua.
É teimoso, firme, não por orgulho,
mas porque acredita que sentir vale mais que desistir.
Esse amor permanece quando tudo diz “chega”,
e resiste não por fraqueza,
mas por coragem.
Há também o amor que busca respostas.
Ele questiona, observa, sente dúvidas.
Não se contenta com migalhas nem com palavras vazias.
Quer entender gestos, silêncios e distâncias.
É um amor inquieto, porque sabe
que amar sem verdade é se perder de si mesmo.
E existe o amor indeciso na caminhada.
Caminha com o coração em conflito,
dando passos curtos, olhando para trás.
Não sabe se fica, se vai, se espera.
Não é falta de sentimento,
é medo de errar o caminho
e se machucar outra vez.
Amor que se diz amor
busca ser verdadeiro.
Não se esconde, não engana,
não vive de meio termo.
Amor de verdade pode até falhar,
mas nunca trai aquilo que sente.
... e o que
mais desejam os aduladores
da censura a não ser confiscar
da Verdade um de seus fundamentos
mais peculiares e incisivos:
sua veemência!
"Líderes maduros não constroem vantagem usando pessoas — constroem valor com integridade. Não transforme relações em campo de batalha."
inspirado em Provérbios 3:29-30
O barco tá furado, mas por alguma razão você não quer sair desse barco.
Todo mundo consegue ver que ele está afundando, mas você se recusa a enxergar o óbvio. Se não sair dele, afundará com ele.
A nossa vida muitas vezes é como esse barco, muitas vezes esse barco é um relacionamento que não tá mais funcionando, o carinho se esvaiu, o outro não te enxerga mais como antes. Esfriou, acabou a troca de afeto. Mas por que seguimos resistindo? Por que não aceitamos o fim?
Que mania é essa de querer salvar o que já está morto?
É tempo de levantar a cabeça, enxugar as lágrimas e pular do barco.
A garganta da alma
Deus,
Não Te escrevo com mãos erguidas, te escrevo com o peito no chão, minha alma não sussurra ("quando irei descansar"?).
E ela grita, grita num lugar onde respostas não chegam, onde o silêncio parece mais rápido que a Tua voz.
Silêncio que não conseguem calar os barulhos da tempestade que a em mim
E me vejo que caminhando contigo não tem sido abrigo, pois as vozes da diversidade ecoam mais alto que sua voz, e por longos dias as portas do céu estão sendo de bronze e vendo que o horizonte nunca converge e cada passo parece confirmar que eu estou fora de rota.
Não é que não seja grata, eu só estou ferida, feridas essas que pessoas fizeram
Há uma diferença brutal entre fé e permanência forçada, e me perdoa, mas eu não tenho mais forças para prosseguir e quero insistentemente desistir.
Existe em mim uma dor que não encontra nome, um desespero que não se sacia com oração repetida, orações onde parece que não são ouvidas, lidas por Ti, vivo em uma espera que não amadurece, e apenas me cansa.
O peso de uma promessa e o preço da espera que para obter eu tenho que renunciar a tudo o que gosto e somente por AMOR.
É como ter sede diante de um poço cheio de água que não precisa baixar o balde para pegar
É como um banquete oferecido depois de dias sem comer, tudo isso como se estivesse em um deserto ( onde vira miragem em meus olhos)
Eu me vejo tentando justificar a minha ausência, ausência essa sabendo que sou falha e fica comparando feridas, diminuindo o que sinto como se a dor precisasse de permissão para existir. Querendo muitas vezes que existisse um botão de emoções pra desligar tudo.
Diz-me, Deus:
por que o Teu caminho, que promete paz, e exige que eu caminhe em estado de ruptura constante? Por que tudo em mim precisa sangrar por dentro antes de merecer descanso?
Minha alma está em colapso por causa de um silêncio ensurdecedor
E não explode — afunda.
E o pior afogamento é aquele
em que ninguém vê água.
Me lembro que andou sob as águas, será que nesse mar de águas salgadas ( sem água ) pode me resgatar?
Não sei mais se perseverar é virtude ou apenas medo de admitir que estou exausta demais para continuar fingindo força
Se Te seguir é isso — esse nó permanente no peito, essa divergência entre promessa e realidade — então me explica por que minha alma não encontra repouso nem mesmo quando pronuncia Teu nome.
Eu não estou desistindo em voz alta
Já cair de joelhos e gritei, era só isso o que conseguia dizer.
Deus? E se alguém ler esta carta?
Será que vai ler como um grito que também está saindo da alma ? Porque não quero que leiam como uma teologia.
Que leia como se fosse a própria ferida, que sinta o peso, que chore, que reconheça o grito que a alma deles não tem coragem de dizer em voz alta.
Muitos dizem que nós, seres humanos avançados, somos loucos. Mas não somos loucos; somos cuidados por Deus. A ciência pode não comprovar, mas, assim como precisamos de oxigênio para sobreviver, precisamos de Deus. Ele cuida, salva e opera milagres onde a ciência já colocou um fim. Não conseguimos ver o vento, mas sabemos que ele existe; a mesma coisa acontece com Deus. Não conseguimos provar Sua presença fisicamente, mas muitos de nós chegamos perto o suficiente para ouvir o Seu chamado.
Não preciso de ansiedade, portanto ajudarei os ventos a levá-la para umlugar que não possa mais encontrar, trancada num baú e lançado no maisprofundo mar.
💚
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