Namoro
Um personagem que não sou eu vai usar a minha boca pra beijar um personagem que usa a sua boca mas não é você. Eu tenho que sentir o personagem aqui dentro, sentir o amor dele, ter vontade por ele, mas na horinha mesmo eu tenho que deixar de ser ele e voltar a ser eu pra poder me lembrar que esse é um beijo de novela e quem está beijando não sou eu, é ele,
Por que me negas o que peço
se nem é necessário permissão?
Por que me induzes a pensamentos
Se eles são apenas sobre ti
Busco as coisas simples e com paixão
Compartilhe comigo o que guarda em si.
Como dizer que quero intimidade
Ou uma porção de prazer
Se te ofendes e me afasta?
Não vêes que sinto falta
De tudo que costumávamos ser?
Pelo jeito não vê a distância que nos devasta.
O tempo não é problema
Nunca foi e nem será
O unico culpado sou eu
Sou prisioneiro do meu pensar
E fico preso no achar
que um dia verá, que seu pensamento será como o meu.
Eu não sei o que eles são chamados, os espaços entre segundos, mas eu penso em você sempre nos intervalos.
Ao amanhecer num sábado suave, deitado numa gostosa redinha de pano, regozijando o conforto da manhã, a saudade veio inesperadamente.
Ela foi trazida pelo sonho da noite, fazendo minar no canto do olho uma lágrima que feliz escorrera pelo rosto, carregada das lembranças de um tempo vivido, adormecido, nunca esquecido.
Um tempo vivo, tão vivo, que faz sentir no peito um aperto e na garganta um nó.
É o nó da vida feito pelo laço do encontro, laço que amarra na alma a memória de um sentimento.
Sentimento mágico, longe e ao mesmo tempo perto, salvo na cabeça e guardado no coração.
Você é a razão da minha alegria
e da minha tristeza.
É o que me faz querer chegar
e querer partir.
É o que me faz querer parar
e também prosseguir.
É o tudo e o nada em mim.
Metade do sim,
Metade do não.
É seguir
sem saber pra onde ir.
É tocar o céu e ver o inferno.
É ver a escuridão ao meio dia.
É ter um teto, mas não ter chão.
É cair no mar de ilusão.
Onírico. Surreal.
É a certeza do incerto.
Insanidade. Inquietação.
É a dor. É a paixão.
É o medo da desilusão.
Causa, efeito.
Ação, reação.
Da razão eu me esqueço,
e quem me denomina é a emoção.
A vida dá o preço,
a gente paga, ou não
Se entendeu,
beleza.
Se não,
bem-vindo
a minha confusão".
Hoje gasta-se muita energia com a conquista, para só então perceber que foi tudo em vão com a batalha errada.
A saudade tenta deixar opaco tudo o que é colorido em mim. A saudade coloca um véu nos meus olhos e uma distância, que impedem que eu te veja, te toque, te beije e te sinta. A saudade pode até fazer eu cair no choro. Mas não consegue tirar o sorriso do meu coração. Não consegue apagar os meus versos de paixão. Não consegue impedir que eu te ame. Não consegue apagar a minha estrela da manhã, da tarde e da noite. A cor mais linda que por um encanto surgiu na minha vida: você.
TECITURAS
Eva tecia em folhas de figueira
Penélope seu longo bordado
As vozinhas costuravam em máquinas onde brincávamos de dirigir
Época em que agulha e linha da vida faziam parte
As mãos teciam
Enquanto a gente fazia arte
Ah! Pena que quase tudo isso acabou
Deixe eu terminar de tecer essas palavras
Vou aliavar esse poema
Antes que nos roubem isso também.
MINHAS ESTAÇÕES
Que nem meus outonos
Quando caírem minhas folhas secas
Nem meus invernos
Quando eu precisar que me aqueça
Tirem de mim a beleza de um novo dia de sol
Nem a delícia de ser visitada pelo beija-flor
Quando eu voltar a florir.
Hoje
Abrigarei soluços no peito
Afogarei o travesseiro
Direi adeus sem palavras
Sem abraços
Sem seu reflexo em meus olhos
Hoje
Dividirei o copo com a tristeza
Tomarei um porre de saudade
Beberei do vazio que ficou
Só hoje
Amanhã passarei batom vermelho
Darei novos sorrisos
Se não der...
Viverei de improviso.
“O dia amanheceu
com ares de poesia...
O sol amarelo
coloriu as flores do jardim.
Uma saudade inquieta
trouxe lembranças tuas...
... misturadas aos restos de paixão.”
Como a música diz, você me desespera, você me mata e enlouquece, mas eu daria minha vida por te beijar mil vezes.
Rasga - me o peito porque é dor que se abunda
Em síntese a lua cheia me inunda
E perece meu peito feito noite escura
E como dura
Rasga meu peito porque fundo foi
E o inesperado a seda corrói
E um torpor dilacera as trevas
Já não aguento
E que me passe o tormento
Porque dilacerando de tanto tanto
Já não sei se levanto
É inundação meu pranto
E amanhã quando o dia levantar
Estaremos cheios de buracos
Fracos buracos a vagar
A procura sempre devagar
E assim serão muitos e corroi
Serão fontes inesgotáveis de lembranças
Saudades que trarão herancas
Traga ar meu peito dói
Mas depois saudades
E assim vazios e odores
Que serão preenchidos
Com perfumadas flores
16/01/18
Têm pessoas que precisam adoecer para se sentirem cuidadas,
Se embebedarem para se sentirem faladas,
Ricas para serem respeitadas e,
Traídas para serem endeuzadas dai ,acabam se matando para serem valorizadas.
