Na Sombra de uma Árvore
Uma árvore sem raízes profundas não oferece sombra ao viajante cansado. Alimente sua própria terra primeiro, ou você será apenas folha seca levada pelo vento na vida de alguém.
A mesma árvore que fornece a sombra
Para lhe proteger do calor
ao meio dia, é a mesma que lhe tira a luz do sol, numa manhã bem fria. Assim é a humanidade, não existe perfeição! Em nenhum quesito...nenhum mesmo.
170914
"É melhor ser um pé de madacaru, do que uma árvore que dá sombra . Sabe por quê? Porque sendo um mandacaru, ninguém ousará a mexer contigo e muito menos aproveitar-se de você. Mas,se preferir ser uma árvore que dá sombra,fique na certeza, de que todos a sua volta,irão aproveitar-se de você e de sua boa vontade,como se não houvesse amanhã."
---Olívia Profeta---
Quer ouro mas entrega bronze,
Quer sombra mas não planta uma árvore,
Quer estar aquecido mas ignora o frio dos outros,
Quer receber aquilo que não oferece!
Quer sombra? Plante árvore.
Sombra não nasce em estação de pressa.
Ela vem do tempo, do cuidado, da constância.
Quem planta hoje, descansa amanhã, e ainda abriga outros. miriamleal
O Processo Seletivo do Progresso
No desfrute da árvore, sua sombra reluzindo sobre a terra emana vida — e isso é bom.
No calor sufocante, a água congelada dos Alpes da montanha refresca o corpo.
Os peixes nadam, parecendo flutuar nos céus; isso é maravilhoso.
As frutas da árvore caem, mostrando que a gravidade está longe da nossa compreensão. Como as folhas secas, o fruto se decompõe ou gera outra árvore; e isso foi bom de se ver.
O vento surge juntamente com as nuvens carregadas de chuva. Mas o calor escaldante afasta as águas... Vejo o sopro levar as nuvens para as camadas superiores. É lindo ver a natureza. Os pássaros dançam nos céus, desenhando um novo início.
O calor aperta. Um sorvete é bom, delicioso, mas o vento frio denuncia o que vem adiante.
Nas fronteiras dos sonhos, reside a devastação humana e o descaso com o lixo. O desrespeito à vida.
Os desejos de futuro tornam-se profundos demais enquanto os animais somem e os pássaros abandonam os céus.
O denso ar poluído ganha contorno: carros barulhentos, pessoas sem noção... Música alta que se autointitula arte. Até os ratos correm por onde antes voavam pássaros. Agora, voam apenas moscas e baratas.
Nesse caos ambiental, bolsões de vida resistem, mas cobra-se entrada — pois tornaram-se parques do Estado, reservas nacionais, praças e corredores controlados. As árvores carregam poeira nas folhas; os pássaros estão restritos a um meio ambiente sitiado. Onde antes caminhávamos sobre águas límpidas e reluzentes, agora impera o mau cheiro.
Modinhas são desenvolvidas e resumidas nos likes do algoritmo: alienação intelectual pura.
Dizem que a vida tem urgência, mas tudo passa rápido demais. A alienação faz todos engolirem o processo seletivo do progresso, enquanto as infames manobras políticas revelam-se máquinas de enriquecimento ilícito.
A legalidade tornou-se peça de museu, como bichos empalhados. É pão e circo que o povo quer? Pois que venham com a palhaçada. Enquanto isso, animais marcham pelas estradas vazias, pedindo carona.
As aves observam o horizonte sob luzes de um céu anômalo, enquanto a maré vermelha bate à porta. Os reservatórios pluviais secam; suas nascentes foram destruídas pela indústria que busca espaço onde outrora era mata.
As folhas secas dão origem ao deserto árido. O sopro do vento leva embalagens plásticas de refrigerante, como em um velho oeste americano feito de lixo. A água que caía dos céus, limpa e cristalina, agora cai ácida, negra de fuligem.
Inundações e secas extremas ditam o novo cenário ambiental. O fogo que sai da terra demonstra que o mundo, finalmente, acompanha a natureza autodestrutiva do ser humano.
"Quando uma árvore quer crescer mais que as outras para ter mais sol e deixar sombra para as outras, a natureza se encarregará de fazê-la apodrecer."
A paciência que plantei deu árvore forte, ela abriga-me e dá sombra a quem chega, sementes de calma rendem frutos sólidos.
O afeto verdadeiro não se pauta por retorno imediato. Ele planta árvores que só darão sombra para outros. Quem ama assim não contabiliza juros ou notas. Ama porque o mundo precisa de sombra e de fruta. E espera, paciente, que alguém sente a semente.
Tenho Fé
Por entre as árvores e seus galhos secos, a sombra da sua presença é sentida;
No caminhar, a sensação de que algo está para acontecer a qualquer momento é percebido;
Mais alguns passos mata á dentro sozinho e trêmulo, o desespero toma conta do meu ser;
O medo do inevitável ganha força quando o que era dúvida se torna realidade, o que se apresentava como vulto sai das sombras das árvores e da dois passos lentos com olhar firme e poderoso;
Não adianta correr, gritar, chorar ou reagir, o pesadelo á frente é mais forte, ágil e veloz, o medo é percebido com o bater descontrolado dos dentes e as travas repentinas das pernas;
O dia de sol quente propício para um gostoso piquenique a beira do rio com alguns amigos e familiares parecia chegar ao fim;
O mundo parou naquele momento, as batidas do meu coração faziam barulhos semelhantes a uma bateria de escola de samba, o meu sangue acho que evaporou de tão suado e pálido que fiquei;
Comecei á rezar e implorar a Deus por misericórdia, por um milagre, porque á minha frente estava nada mais, nada menos, que uma onça vigorosa e cheia de maldade no olhar;
Ela ficou parada me olhando por um longo e duradouro minuto, então; respirou forte e sumiu no meio da mata densa;
Acredito que a fé em Deus move montanhas, assim como nos protege e nos da fôlego de vida para continuarmos seguindo em frente...
Na sombra...
Sol escaldante, ventos uivantes,
na sombra da árvore gotas de paz caem juntamente com as folhas secas,
um pensamento empoderado controla a respiração deixando a vista turva e os lábios secos,
no açoite da paixão o orgulho foi ferido, mas na lapidação das decisões sobre o valor do caráter o sofrimento torna o homem sábio,
na sombra da árvore gotas de paz caem dando sentido e direção ao novo rio que nasce.
As arvores cobrem o céu nublado
Folhas caiem sobre o chão molhado
Eu sou como uma sombra que caminha pela rua
E se penso, logo escrevo, na noite escura
Na sombra de uma linda árvore, Sr. Gilson acompanhava a cunhada costurando, estrala os olhos espantado e assustado na cunhada que estava com o óculos ao contrário! -E agora será que falo? Pensou, pensou! -Acho melhor ficar queto, senão essa minha cunhada vai falar que é eu que estou louco!
Não quero apenas aproveitar a sombra fornecida pela árvore, saborear a sua fruta ou extrair dela a madeira, obter a lenha ou o carvão, quero também plantar tantas outras.
