Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
Quando a máquina acha que já escrevi demais, apresenta capchas cada vez mais complexos, com foto e tudo.
O Poeta Não É o Espelho, É a Ponte
Nem tudo que diz o poeta
sai do fundo da sua alma.
Às vezes, é a dor de um outro
que sua sensibilidade acalma.
Ele lê no olhar calado,
no gesto que ninguém viu,
o sentimento que grita mudo
e que no peito do outro explodiu.
Não é preciso ter vivido,
nem ter chorado aquela dor.
O poeta sente por dentro
o que pulsa no redor.
Às vezes, escreve um poema,
às vezes, vira canção.
E quem ouve logo pensa:
"esse verso é solidão..."
Mas engana-se quem julga
que é dele a emoção.
O poeta é tradutor da alma,
não precisa explicação.
É dom que poucos carregam:
dar forma ao que é invisível.
Ser a voz de quem se cala,
e fazer sentir o impossível.
Então, se um poema te toca,
ou uma música te faz chorar,
não pense no autor com pena —
agradeça por ele te revelar.
O Encontro no Ônibus
Estava eu, mais uma vez, indo para a casa de minha avó. Para tanto, preciso pegar dois ônibus ou ir a pé até o ponto do segundo. Com muita cautela, vou. Passo atenciosamente de rua em rua, esquivando-me das esquinas como quem evita lembranças indesejadas.
Decido ir a pé. Chego ao segundo ponto um pouco cansado, o corpo denunciando a caminhada, e logo vejo meu ônibus se aproximar. Entro, pago e me assento. Como em qualquer outro dia, encaro a janela como uma tela em branco, onde os cenários passam rápido demais para serem compreendidos. Imagino tudo, porém nada de importância.
Um bairro se passou quando sinto um toque no braço, leve como o roçar de um galho ao vento. Vinha de alguém que se assentava do meu lado direito. Penso que foi apenas um esbarro casual e volto ao meu devaneio, mas novamente sinto. Dessa vez, decido me virar e entender o que estava acontecendo.
Era uma senhora, pequena e franzina, de mãos trêmulas e olhar perdido. Tentava, com delicadeza, chamar minha atenção. Algo havia de diferente em seu olhar — um brilho úmido que parecia conter todo o peso do mundo. O marejar de seus olhos já me inundava, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela segurou minha mão com firmeza, como quem busca âncora na tempestade.
Sem dizer uma palavra, ela apenas suspirou fundo, como se aquele gesto contivesse anos de histórias acumuladas. Seus dedos enrugados e frágeis envolviam minha mão como se segurassem um último pedaço de esperança. Por um instante, o mundo se reduziu àquele toque, e o barulho do ônibus se tornou um murmúrio distante.
Aos poucos, seus lábios se abriram, e num sussurro quase inaudível, ela disse:
— Você se parece com meu filho...
Houve um silêncio denso, como se o universo contivesse o fôlego. Não sabia o que responder, e talvez ela nem esperasse uma resposta. Apenas segurava minha mão, fixando o olhar num ponto indefinido do corredor.
— Ele partiu faz tanto tempo... — murmurou, com a voz quebrada pela saudade.
Um nó se formou na minha garganta. Respirei fundo, sentindo o peso daquele instante. Então, num gesto instintivo, apertei a mão dela com carinho e disse:
— Eu estou aqui... Pode me contar sobre ele, se quiser.
Ela pareceu surpresa, como se aquela simples oferta fosse um presente inesperado. Seus olhos marejados se voltaram para mim, e um sorriso tímido despontou, como um raio de sol por entre nuvens carregadas.
— Ele tinha esse jeito quieto... sempre olhava pela janela, pensativo. Gostava de imaginar histórias. E quando eu estava triste, ele só segurava minha mão, como você está fazendo agora.
Senti meu coração pulsar mais forte. Eu não era apenas eu — naquele instante, eu era um fragmento de memória viva. Ela continuou falando, e a cada palavra seu rosto se iluminava, como se a lembrança trouxesse o calor de um reencontro.
— Ele dizia que as nuvens eram mapas de terras mágicas — disse ela, sorrindo leve.
— Sempre acreditava que, se prestássemos atenção, descobriríamos um caminho que só os sonhadores enxergam.
Sorri também, e sem perceber, comecei a compartilhar minhas próprias memórias de viagens e pensamentos perdidos olhando pela janela. Ela escutava atenta, como quem encontra companhia na dor e na saudade.
Quando o ônibus freou bruscamente, ela soltou minha mão com delicadeza, como se devolvesse à realidade o que fora apenas um breve consolo. Antes de descer, olhou para mim com um sorriso pequeno, mas sincero, carregado de um agradecimento mudo.
— Obrigada... Você me fez lembrar que o amor não morre... Só se transforma em saudade.
Olhei para ela e, com um sorriso sincero, respondi:
— Talvez ele ainda segure sua mão... de algum jeito, através de quem traz um pouco dele no olhar.
Ela desviou o olhar por um momento, tentando conter as lágrimas. Mas quando voltou a me encarar, havia uma serenidade nova ali, como se minhas palavras tivessem encontrado um canto acolhedor dentro dela.
Fiquei observando-a partir, pequena e delicada, desaparecendo na multidão. O ônibus seguiu viagem, mas aquela sensação permaneceu em mim — uma mistura de melancolia e gratidão por ter sido, ainda que por poucos minutos, um porto seguro para alguém que precisava ancorar suas lembranças.
No caminho até a casa de minha avó, pensei sobre a força que existe em simplesmente estar ali para alguém. Às vezes, somos chamados a ser companhia em meio ao tumulto da cidade, como se a vida nos empurrasse para encontros que não esperávamos, mas que, de alguma forma, precisávamos viver.
E ali, entre a dor e o alívio, aprendi que às vezes somos porto, outras vezes somos naufrágio — e, no intervalo entre os dois, a vida nos permite tocar o coração de um desconhecido, deixando nele um pouco de calma, e levando conosco a certeza de que a humanidade sobrevive nos detalhes.
Se o fogo da sua existência alguma vez se apagasse desta terra, eu queimaria tudo à vista apenas para trazer seu brilho de volta a este mundo.
Só é interessante uma coisa pior que a morte, a maldade
A morte aconte uma vez
A maldade acontece enquanto se vive...
Te ver hoje, após 7 anos juntos, é bem diferente de quando nos desejamos pela primeira vez; a eloquência das vontades são mordas, porém mais intensas, o carinho é acolhedor. E por mais que meu dia tenha sido sofrido, ou forçado, saber que você está ali, me esperando, juntinho dela, a nossa pequerrucha, faz tudo se tornar mais leve e confortável.
Toda vez que meu filho sorri, eu interpreto: Obrigado por não desistir de mim. Então, no silêncio, eu respondo: Obrigado por me reinventar!
Triunfar na vida não é ganhar, é se levantar e começar de novo cada vez que cai.
Em vez de contratar chefs profissionais, contratei nonnas pra cozinhar. Queria que as pessoas se sentissem como quando eram mais jovens e comiam a comida dessa pessoa amada.
Há quem escolha duvidar do caráter e do poder de Deus, fixando os olhos nas dificuldades em vez de confiar nas novas intervenções divinas que Ele pode realizar.
Gosto de presenciar o fim das distinções entre raças, E percebo, cada vez mais, a falta de autenticidade em muitos.
Quem de fato segue Jesus, caminha para plena luz, distanciando cada vez mais da escuridão outrora mergulhado.
"O verdadeiro evangelho sempre será aquele que te aproxima de Cristo cada vez mais, e não apenas daquilo que Ele pode fazer e nos dar."
Talvez eu nem saiba mais por que ainda escrevo... Mas aqui estou, mais uma vez, recomeçando. Mais uma vez com o coração pesado, tentando organizar o que nem sei mais se faz sentido.
Eu tô cansado. De verdade.
Tô naquele ponto onde tudo em mim pede pra desistir, mas, por algum motivo que nem eu entendo, eu ainda não consigo colocar um fim em tudo. Parece que mesmo quando já acabou, tem algo dentro de mim que insiste em ficar... como se o sentimento pedisse mais um pouco de tempo, só pra ter certeza, só pra tentar mais uma vez... mesmo sabendo que não vai mudar.
Todo dia eu recomeço muito perto do fim.
E não é bonito, não é poético... é só doloroso.
É o tipo de insistência que machuca.
Mas eu ainda não consegui ir embora por completo. Ainda tem pedaços meus tentando te alcançar, mesmo quando já não tem mais ninguém do outro lado.
Talvez um dia eu tenha coragem de soltar de vez.
Mas hoje, tudo o que consigo fazer é isso: recomeçar mais uma vez, mesmo quando tudo em mim já grita por fim.
Com carinho,
de alguém que ainda sente, mesmo cansado.
"Toda vez que o Homem me vê Sorrindo, Deus me vê chorando, e toda vez que Deus me vê Feliz, o homem me vê Chorando"
A felicidade depende do lazer, uma vez que trabalhamos para poder ter momentos de ócio, e fazemos guerra para que possamos viver em paz.
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