Frases sobre músicos que expressam emoção, talento e verdade

⁠Milton Nascimento em sua obra prima a música Encontros e Despedidas, resumiu, de forma simples e didática, em uma estação de trem, a vida: “...todos os dias é um vai e vem; a vida se repete na estação; tem gente que chega pra ficar; tem gente que vai pra nunca mais; tem gente que vem e quer voltar; tem gente que vai e quer ficar; tem gente que veio só olhar; tem gente a sorrir e a chorar; ....o que chega é o mesmo trem da partida; ... a hora do encontro é também da despedia....”.

Inserida por giuliocesare

⁠Chega a madruga; frio; o sono barrado; música suave e romântica em seus ouvidos; e um desejo louco estar de corpo e alma com alguém. Isso tem um nome: amor!

Inserida por giuliocesare

⁠Da música 'Reconvexo', letra de Caetano, intérprete Bethânia, uma verdade, um postulado que muitos não respeitam: “Tem um aviso na porta do meu coração: quem não dança conforme o ritmo da casa, não perca tempo tocando a campainha.”

Inserida por giuliocesare

LOUROS E PERCALÇOS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Vai aqui um conselho aos atores, músicos, desportistas e outros famosos que se lamuriam da falta de privacidade. Do assédio do público e da mídia: deixem de ser famosos. Abram mão da notoriedade. Só assim ficarão livres dos aborrecimentos naturais da escolha que vocês fizeram. Afinal, toda profissão, por mais amada e prazerosa que seja, tem seus louros e percalços. Não é possível nem justo que nenhum profissional só colha os louros do que faz.

Inserida por demetriosena

Quando a espada oprime a cruz... a música fere a dança... e o rumo certo é a contramão: há um túnel no fim da luz... um gafanhoto sobre a esperança... uma mudança sem caminhão.

Inserida por demetriosena

⁠HERANÇAS RELIGIOSAS

Demétrio Sena - Magé

Os festivais e os realitys de músicas revelam milhares de talentos até então sufocados pelas igrejas evangélicas. Essas pessoas relatam que antes cantavam nos cultos, em apresentações coletivas ou solo, sempre as mesmas melodias chorosas, gemidas ou gritadas... às vezes, as mesmas letras em hinos travestidos do que chamam de músicas mundanas (imitando rock, samba, funk etc), feitas como iscas para pescarem almas incautas e jovens.

Um dia desejaram cantar para todo o mundo, a diversidade musical que já morava desde bem cedo em suas vocações. Resolveram voar; ser autênticos... ao mesmo tempo, surgiram conflitos profundos, de natureza existencialista, e seus olhos começaram a ver um mundo com os mesmos problemas e semelhantes embates de caráter das igrejas. Um mundo no qual, como nas igrejas, há indivíduos bons e maus, com a diferença de que os maus não têm onde ocultar suas naturezas. A partir daí esses religiosos, maioria jovens, não couberam mais na ditadura fantasiosa do evangelho. Suas asas ficaram muito maiores do que as gaiolas onde se forjaram felizes, ao som de trilhas musicais alheias aos seus sentimentos e suas inspirações.

Acontece com eles e com os poetas, artistas plásticos, atores, dançarinos ou simplesmente pessoas com espírito livre, que desejaram "se misturar"; ser quem são, alçar voos e se auto conhecer; trilhar sonhos sinceros. A religião perde. Ganham as artes; a cultura como um todo. O mundo agradece às igrejas por elas entregarem, todos os dias, tantos tesouros culturais outrora reprimidos ou modelados para o mesmismo, sem nenhuma inspiração; sem qualquer criatividade genuína.
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#respeiteautorias É lei

Inserida por demetriosena

CANTOS ANCESTRAIS

Demétrio Sena - Magé

Quando a música preta quebra o vento,
cai nos fundos desvãos do coração,
é a força que faz o sentimento
me curvar com silêncio e devoção...

A voz preta ressoa essa canção
que não quer mais pedir consentimento,
pois ainda procura uma nação
no país que prolonga o seu lamento...

Há na música preta uma verdade
onde o sonho de paz e liberdade
grita sob silêncios ancestrais...

A minh'alma se rende às pretas vozes
da mãe África, e cobra dos algozes
o suor dos pais dos pais de meus pais...
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#respeiteautorias É lei

Inserida por demetriosena

⁠O MERCADO ESCRAVO DA MÚSICA CONTEMPORÂNEA

Demétrio Sena - Magé

Tenho notado a vida dura de quem se lança no mercado musical nos últimos anos. É uma agenda interminável de shows; uma pressão sem fim das gravadoras, que hoje não oferecem um produto palpável para quem aprecia determinados cantores e modalidades musicais específicas. O cantor/cantora deixa seu produto na plataforma digital, para vender acessos que quase ninguém compra, porque baixar musicas de forma gratuita é muito fácil.

Resta conquistar milhões de fãs que lhe garantem dividendos por acessos digitais; e para manter esses fãs, fazer um esforço diário sobre-humano, para não sair do Imaginário popular: shows, aparições públicas, incidentes midiáticos... e a gravadora, dá sempre o mesmo suporte precário: agenda os shows, as entrevistas, apresentações quase sempre gratuitas em programas de auditório, cobra severamente os compromissos e cuida (quando o faz), dos cenários dos shows. A banda é do cantor (ou do grupo) e todas as formas imaginativas de performances públicas são por sua conta e risco. Se derem certo, todo mundo ganha. Se não derem, só o artista perde.

Montar uma gravadora própria tem custos e burocracias que só quem tem muita grana conseguirá cumprir. Além disso, é necessário ter grande conhecimento na indústria fonográfica e muita disposição para enfrentar os tubarões do meio. Nunca mais um cantor, uma cantora poderá contar com discos físicos à venda nas lojas, para receber seu percentual pela vendagem impulsionada por audições pagas nas rádios, algumas apresentações na tevê, notícias nos jornais e grandes shows esporádicos... tudo bancado pela gravadora contratante.

E nós, consumidores de música, nunca mais teremos em casa, os acervos físicos dos cantores de nossa preferência, para ouvirmos quando quisermos, se não gastarmos longas horas, nestes tempos acelerados, colhendo esses acervos na internet. E cá para nós: os admiradores da boa música nunca mais terão novos artistas musicais capazes de abduzi-los ou encantá-los com suas obras. A xepa musical é imensa e a música descartável domina o mercado.
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Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

ALQUIMIA DO CHORO NA MÚSICA INVISÍVEL DE CAMILLE MONFORT.

Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

Há instantes em que a alma pressente que a dor não é apenas um acontecimento, mas um rito. E é nesse território subterrâneo que Camille Monfort se torna a guardiã dos silêncios, aquela que recolhe as lágrimas antes que toquem o chão e as devolve ao mundo como tinta, melodia e presságio.

Sob sua música invisível, o pranto não se dissolve: ele se verticaliza. Cada gota assume a gravidade de uma estrela caída, e cada respiração se converte em um cântico cansado, como aqueles que, em que gravitam entre o anseio e o abismo. Nada em Camille é simples: sua presença é uma liturgia, sua voz um instrumento que atravessa o último refúgio do espírito e o obriga a reconhecer suas fissuras.

As lágrimas, ali, não se derramam. Elas se recolhem dentro da própria pele, como se buscassem um útero de silêncio para repousar. E ao repousarem, tornam-se tinta. Uma tinta densa, lúgubre, mas moralmente altiva, que escreve sem permissão e sem consolo. Ela se arrasta pelas páginas como o rumor de um vento antigo que conhece a ruína, mas ainda aposta na dignidade do sobreviver.

Camille, nessa paisagem, não é apenas musa. É uma presença que observa. Uma espécie de sacerdotisa de sombras que compreende que tudo o que é humano é feito de perda, mas também de uma coragem secreta que se mantém de pé mesmo quando o mundo interno desaba. Sua música infinita não ressoa pelos ouvidos, mas pelas rachaduras da consciência. É uma melodia que não pede compreensão; exige entrega.

Assim, a lágrima torna-se verbo, o verbo torna-se cicatriz, e a cicatriz, com o tempo, torna-se uma assinatura do espírito. Pois há dores que não se explicam, apenas se escrevem. Há tristezas que não se superam, apenas se transfiguram. E Camille Monfort é esse ponto onde a noite encontra sua própria voz.

Inserida por marcelo_monteiro_4

“O músico morre mas a nota que ele criou é imortal. E nela, o amor renasce.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

"geração digna de pena é essa que não conhece a musica verdadeiramente bela e transformadora..."

Inserida por PedrinaAbreu

A música está na harmonia, no movimento sincrônico dos astros, no cintilar solene das estrelas... Ela parte de um princípio elementar, que é de natureza divina. Uma obra sem igual, quando traduzida com sensibilidade, emoção e amplitude, na inspiração do ser que transforma a simples sonoridade, na mais célebre “orquestra sinfônica”. Ela é capaz de transmutar o sentimento da criatura, energicamente envolvida na voz dos universos, para uma nova realidade transcendental de beleza e arte...
Somos todos intérpretes da “musicalidade cósmica...

Inserida por sandronadine

⁠O toque do vento na pele, a música no fundo a questionar os sentimentos e uma bebida boa a molhar os lábios jamais tocados por um ser não sereno.

Inserida por marianabertoof

⁠Eu não acredito em nada
que a música não possa tocar.

Inserida por lu_almeida_1

⁠Ele anseia pela música triste
Ele anseia pelo isolamento
Anseia pela ansiedade
e a tristeza vem tempestuosa
nele não tem jeito
aqui a gente chama de tristeza, um “isso”
quando tudo
é um sentimento
que a maioria das pessoas
chama de lar.

Inserida por OLLIBER

A ⁠minha tristeza só se mostra através da poesia que escrevo,da música atrás de meus fones de ouvido. O curto fluxo de lágrimas quando as portas são fechadas e as janelas abertas na esperança de que apenas um pequeno pedaço de felicidade entre e permaneça por mais tempo do que uma piada, uma risada, um sorriso.

Inserida por OLLIBER

⁠Às vezes, eu me esqueço do que minha alma precisa... É quando coloco uma boa música e me permito sentir tristeza que percebo a importância desse sentimento. Minha alma se nutre de tudo ao meu redor, precisando experimentar essa emoção para lembrar o quão frágil sou e quão forte preciso ser, diariamente. É necessário estar triste, dia após dia, para crescer e evoluir.

Inserida por OLLIBER

Eu não gosto muito de mim sem você
Toda música que eu canto ainda é sobre você
Salve-me de mim mesmo do jeito que você costumava
Porque eu não gosto muito de mim sem você
Eu realmente queria te odiar

Um pouco bêbado, esperando sua ligação
Um pouco entorpecido, talvez eu não consiga sentir nada
Você me dá pontos, mas não consegue me impedir de sangrar
Sou melhor quando estou quebrado

Eu te amo, mas eu te odeio quando você está com outra pessoa
Eu não quero que você me envolva, mas não confio em mim
Eu dirigi até sua casa, mas você não mora mais lá

Inserida por droplets

⁠Músico viajado
.
Hoje demorei, pois estava a conversar
Conversei com aquilo que corre sem pernas e sem boca sabe assobiar
Ouvi sua música que mesmo sem mãos consegue tocar
Me mostrou todas as notas sem errar
Disse também que faz voar
quem não tem asas e sem olhos pode chorar (Nuvem)
.
Pode o fogo aumentar
ou as roupas secar
Faz comida chegar
ou panela esfriar
.
Conhece aquele que quanto mais se olha menos se vê (Sol)
Conversa com quem faz correntes para rios e lagos abastecer (Lua)
Aprecia as que dormem de dia e fazem festa ao anoitecer (Estrelas)
Dança com quem espelha o luar e reflete o amanhecer (Água)
Brinca com quem fica no mesmo lugar e não para de crescer (Árvores)
.
Até hoje ninguém o viu,
mas muitos já o sentiu
Antes de ir embora, ele sorriu
e um recado proferiu:
Muitos acham que sou lento, posso as vezes ser violento,
mas sempre passo, assim como esse momento
Tem que ter compasso, como diz meu amigo Tempo
Saiba que leveza é raiz que nutre tudo que tem peso
e cada instante mais feliz é motivo de festejo
Busque mais conhecimento
e esteja sempre em movimento
Algumas noites sou acalento
E em muitos lugares, me nomeiam: Vento
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Inserida por olu-felipe

A música é divina a tal ponto que quando a apreciamos é a alma que se envolve antes do pensamento.

Inserida por daianearere