Frases sobre músicos que expressam emoção, talento e verdade

Tantas estrelas no universo, e conseguimos ter uma preferida,
Quantas músicas cantadas, e uma sempre nos faz chorar,
Tantos caminhos percorridos, mas um sempre queremos voltar,
Uma imensidão de oceano, e escolhemos um mar,
Milhares de poesias, e um conto consegue nos emocionar,
Tantos sorrisos, mas o seu consegue me alegrar,
Tantos amores se passaram, mas o seu eu nunca conseguirei conquistar.

Todo escritor é poeta, e toda graça compõe a magia que é a música.

Parte da minha vida foi movida pela arte. Quadros, cartas, letras de músicas, livros, instrumentos, fotografias e desenhos por todos os lados formaram um universo afetivo, no qualuma famíliaprofundamenteligada ao artesanal me ensinou o valor da sensibilidade.

Crescer rodeada de livros, pinturas e liberdade criativa — ainda que levemente restringida por opiniões sociopolíticas distintas da minha visão — moldou a maneira como vejo o mundo.A arte me ensinou que, para ser compreendida,era preciso colocar-me no lugar do outro, observar o mundo por diferentes perspectivas.

Com o tempo, percebi que essaexperiência estética não era apenas expressão, mas sobrevivência. As cores, as melodias e as palavras foram, para mim, mais do que adornos: foram abrigos.Em meio a uma sociedade que frequentemente banaliza o sentir,encontrei na arte um espaço legítimo para existir. Este ensaio busca refletir sobre a arte como veículo de resistência e autoconhecimento, um meio de compreender a mim mesma e ao outro dentro de uma estrutura social que, por vezes, desumaniza as emoções.



Crescer entre livros e pinturas moldou minha forma de perceber o outro.Lev Vygotsky (2001)afirmava que“a arte é um meio de comunicação entre as pessoas através de emoções vividas”, e talvez por isso eu tenha aprendido, desde cedo, quecompreender o outro é também um gesto artístico. A empatia, nesse sentido, foi uma lição estética antes de ser moral.

Com o passar dos anos, a escrita tornou-se meu refúgio. Em cada palavra, havia o desejo de libertar o coração das correntes invisíveis que o mundo insiste em apertar.Clarice Lispector (1999)compreendia essa força da linguagem ao dizer que“a palavra é o meu domínio sobre o mundo”. Escrever, para mim, é transformar dor em criação, e criação em sentido.

Costumo pensar que sou muitas em uma só. Esse constante processo de (re)criação ecoa o pensamento deCarl Gustav Jung (2012), para quem o ato criativo está profundamente ligado à individuação, nessa a jornada de integrar as várias partes do ser.Em cada gesto criativo, há uma tentativa de reunir o que o mundo separa.

Friedrich Nietzsche (1992)afirmava que“temos a arte para não morrer da verdade”, reconhecendo o poder vital do ato criativo. A arte é mais do que estética: é um modo de permanecer humana diante da brutalidade do real.Ernst Fischer (1983)reforça essa ideia ao afirmar que“a arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo”.Transformar o que sinto em arte é, assim, um gesto político, como uma maneira de afirmar o valor do afeto em um mundo que o despreza.

A teóricabell hooks (2000)escreve que“o amor é definido como ‘a vontade de se doar com o propósito de nutrir o próprio crescimento espiritual ou o de outrem’. O amor se manifesta em suas ações. O amor é um ato de vontade — tanto uma intenção quanto uma ação”.Enxergo na arte esse mesmo gesto de amor: um compromisso com o sensível e o que ainda é humano.Quando a arte se torna linguagem de afeto, ela deixa de ser apenas individual e passa a ser uma força coletiva de resistência, capaz de restaurar o que a estrutura social insiste em ferir.



A arteme ensinou que sentiré um ato revolucionário.Num mundo em que a superficialidade se tornou norma e a emoção é vista como fraqueza,criar é resistir. Por meio da escrita, da música ou das imagens, encontrei não apenas expressão, mas também sentido.

Fischer (1983)nos lembra quea arte é necessária para transformar o mundo; eu acrescentaria que ela tambémé necessária para não nos perdermos dentro dele.Transformar o sentimento em arte é afirmar a vida, é insistir na beleza mesmo quando tudo parece tentar negá-la.

Assim, sigo usando a arte como veículo, não apenas para dizer o que penso, mas paraexistir com sentimento num mundo que tantas vezes tenta nos ensinar o contrário.

A musica é boa demais quando ela deixa você de boca aberta.

"Como Tudo Deve Ser" – Charlie Brown Jr.
Antes, essa era a minha música favorita . Eu ouvia e me sentia forte, confiante, com aquela sensação de que tudo ia se ajeitar, de que eu podia ser quem eu sou, sem medo. Era uma música que me fazia bem.
Mas aí… ela começou a me lembrar de você.
Cada verso, cada batida, começou a carregar o teu nome, teu jeito, nossas histórias, nossas conversas. De repente, ela deixou de ser só uma música pra mim. Virou lembrança. Virou saudade. Virou você.
Hoje eu escuto e não sei se sorrio ou se fico com o coração apertado. Porque ela me lembra de tudo… do começo, dos detalhes, da forma como você me fazia sentir. Me lembra o que a gente teve, o que ficou e até o que não deu certo.
Talvez ainda seja minha música favorita, mas agora por um motivo diferente. Porque, de alguma forma, você ficou gravado nela. E toda vez que ela toca, é como se você ainda estivesse aqui.

Um domingo de calmaria, cuidei das minhas plantas, limpei a piscina e enchi meu ser de música, música boa.

Uma delas “A voz” por Vander Lee, um mestre da música popular brasileira, um poeta que nos deixou em 1996, mas, que nos presenteou com um legado eterno.

(…) Saiam luas, desçam rios
Virem páginas dos pensamentos
Lanço estrelas do meu canto
Sobre as camas dos apartamentos
Virem mares todos os sertões
Que choram pedras aqui
Dentro

Pra esse fogo que queima tão lento
Vento, vento, vento
Aos cantores nos televisores
Flores, flores, flores
Para o povo la em bocaiúva
Chuva, chuva, chuva, chuva,chuva
Bate tambor de crioula
Sangra o dedo no tambor
Que as crianças ainda cantam
Numa orquestra de cavacos
E os velhos ainda choram seus bordões
Que palavras sejam gestos
Gestos sejam pensamentos
Da voz que move nossos corações.

Por que colocar pra fora é uma necessidade? Por que virar poema, desenho, música, por que externar arte? Por amor? Para ser amado? Por amor. Para ser amado!

Há músicas que
navegam em todas
as marés do peito.

Natal se aproxima e o coração aperta...
As luzes brilham, as músicas tocam, mas nada preenche o vazio de quem já se foi.
Falta o abraço, o sorriso, a presença que fazia tudo ter sentido.
Dizem que o tempo cura, mas a verdade é que a saudade só aprende a doer em silêncio.
Mais um Natal sem meu pai… e essa ausência continua gritando dentro de mim.


Feh Alvarenga

Caratinga se revela desejada… linda, delicada, gostosa de viver. A música, os ângulos, a atmosfera criada nesse "take" convida. É como se a cidade, pacata e quase tranquila, sussurrasse ao coração: vem viver em mim.

Sobre Música e Sonhos


A música é a única salvação para o que resta da minha alma, quando o que se tem, não basta, ou o que há de mais importante, é inalcansável. Só ela nos ajuda a jogar para fora o que queima, arde, cura ou fere.
Cante suas histórias, conte tuas memórias. Que cantemos a verdade com paixão, pois se não há outro caminho, é necessária uma solução. Faça o que faz por amor, e não por dinheiro, pois ele é só um bônus do esforço e trabalho bem feito. Do que adianta toda riqueza, vivendo uma vida de mentira, sem desejo, vontade ou um amar verdadeiro?
Busque teus sonhos, viva o teu destino. Jamais deixe alguém dizer que não pode qualquer coisa que queira. Viva para realizar seus sonhos, e não os de pessoas alheias, que jamais devolverão o tempo perdido, ou o momento onde ainda podia alcançar teus objetivos mais concretos, e vontades mais sinceras.
— Marcela Lobato

Ouvir música pelos fones de ouvido nos faz perder a noção deste mundo. Mas nos permite a percepção de outro.

Para hoje,
deixe a música mais alta que os problemas.
Não ligue para o que não interessa
e deixe que a alegria domine o seu dia.

Eu nunca quero retratar a fraqueza em minhas músicas. Mesmo que às vezes a tristeza e a vulnerabilidade sejam realmente fortes, eu queria que parecesse que eu tinha a vantagem no relacionamento.

Acorde a hora que desejar, saia pra onde quiser e puder, com pessoas ou sozinho, dance uma música que você escolha ou não dance, faça e assuma as consequências ou não faça. Aprenda, ninguém vai viver sua vida por você, ela é única, é um único disparo com várias possibilidades.

Música em notas timbres viciosos, notas mescladas aos céus, borrifadas de estrelas dos sonhares.
E, na manhã, cavalgando nas notas musicais como arco-íris entre nuvens e sóis dourados.
Ela, de olhos solares na escada,
como se se alimentasse do sol da manhã…
Te vejo nela… a dor do fim de ano.
Em outros olhos vejo os teus,
como nas noites da virada, como fazem falta…
Lembro-me dos reflexos dos fogos de artifício
dançando nos teus olhos na virada do ano.
As sombras da tarde vão se arrastando pelas calçadas,
e eu, imóvel, esperando você voltar…
Outra noite se aproxima, lenta sufocante... a canção já ressoa como punhal entre cordas, o silêncio se quebra como meu coração.
O violoncelo todos distorcendo minha alma agora... que vibra frágil, se contorce, se destorce na envergadura da noite.
E sigo, tropeçando em melodias quebradas, em ritmos que sabem teu nome, em harmonias que te procuram nos espaços vazios para soprar com voz aguda agulhas...
Há uma partitura rasgada no chão cada linha é um caminho que não percorremos, cada pausa é um suspiro que te chama
O vento sopra acordes menores, sussurrando teus gestos, teus ecos, tuas sombras.
E eu componho no escuro, tentando decifrar o que sobra de mim
depois que tua ausência se torna a afinação da madrugada.
As estrelas afinam o céu num tom quase sem esperança,
mas a música insiste, teimosa, ferida, viva repete teu nome nas teclas, nas palhetadas trêmulas, nas notas que sobem e caem
como a saudade caindo no meu peito.
E quando a noite enfim se instala tudo vira concerto de melancolia
a rua, o céu, o vento, o relógio, tudo canta em mim a tua falta.
A melodia me atravessa como lâmina, mas ainda assim a toco…
porque essa música, mesmo torta, triste e eterna poesia é o último lugar onde neste espaço ainda posso te encontrar?

A música espanta a solidão
Sete são as notas musicais
Felicidade é o meu refrão

No compasso da melodia
Dançar uma bela canção
Alegrar o enredo da vida
Cantar floresce o coração

A SOMA DE TUDO O QUE HÁ DE MAIS BELO NAS CANÇÕES.

Há músicas que são analgésicos: serenam os músculos, acariciam os ouvidos, massageiam a alma, dissolvem a dor.

São como bonecas de pelúcia, ternas e macias, tão fofas quanto a suavidade do teu toque.

Há um tipo de canção que transcende letra, género ou idioma, cuja melodia traduz a tua paz num cosmos minimalista de notas de amor, eternizando o teu sereno olhar.

Alcanço-te involuntariamente ao escutar Semba, Fado, MPB, Jazz, Blues, Pop Contemporâneo ou Bachata.

És uma playlist escolhida pela própria contingência, um rumor nos fones de ouvido que inspira o melhor texto, induzindo a poética numa prosa prodigiosa como esta.

Este texto é a voz enrouquecida, emergindo do fundo da garganta já cansada, de um poeta embriagado não apenas de afeto, mas da consciência de que amar é reconhecer a precariedade da vida.

E, mesmo assim, proclamar com a lucidez de quem sabe que tudo é transitório, e com o fervor de um fanático imprudente, que és a soma de tudo o que há de mais belo nas canções, e aceitar o facto de que és igualmente o eco daquilo que jamais será plenamente cantado.

Descubra
o motivo que lhe motiva,
o milagre que lhe converte,
a música que lhe toca,
o beijo que lhe sacia,
a imagem que lhe comove,
a palavra que lhe decifra
e a alma que lhe cabe!
Você terá se descoberto
e se vestido de Amor!

01/12/2015

Imagina que loucura, eu, você, você, eu, nós, e uma sintonia mais sincronizada que acorde musical.