Mundo
Quando Deus criou o mundo
De certo estava inspirado,
Botou planta, bicho e gente
Montanha, rio e cerrado.
Fez tatu criar buraco
Deu sabencia ao macaco,
Que se entende com os rivais.
Sem doutor nem medicina
Sozinho come resina,
Pra dores estomacais.
Em um mundo de santos duvidosos
Tenho medo da força da verdade,
No discurso bandidos são bondosos
Não conseguem deixar a vaidade.
Em defesa do povo e do estado
O bem comum é todo expropriado,
Esquecendo o dever de dar suporte;
Não aceitam acordo nem pitaco
Quem defende bandeira do mais fraco
Não resiste ao suborno do mais forte.
Bom dia!
Simbora já é quinta-feira...
Sabe o mundo tenta ensinar que poder é dominar. E Jesus Cristo, no entanto, revela que a verdadeira grandeza está em amar.
Feliz e abençoado dia!
"Todos somos contadores de histórias — as que contamos ao mundo e as que sussurramos para nós mesmos"
"Pais que trocam autoridade por amizade criam filhos frágeis em um mundo implacável. Educar não é agradar, é forjar. Não se constrói caráter com mimos, mas com limites, princípios e exemplo. Mar calmo nunca formou bom marinheiro — e filho que nunca enfrenta resistência se afoga no primeiro naufrágio da vida. Amar é preparar, não proteger do mundo, mas ensinar a enfrentá-lo com coragem, respeito e mérito. O amor verdadeiro não teme desagradar, pois sabe que o fruto da disciplina de hoje é o sucesso de amanhã."
Dor do amor
Uma poesia singela e tímida,
Grita dentro de mim para espalhar ao mundo.
Aquele que ama demais os outros,
No fundo só quer sentir esse breve sentimento.
É uma busca incessante,
Não é mentira quando dizem que o amor nos cega.
Em tempo, hoje vejo o quanto queria ser amada,
Eu amava demais, era gentil excessivamente.
Porque nunca ninguém me disse?
Hoje, me farto do meu amor,
Mas deixo uma pontinha para o mundo,
Para não esquecer do poder de transformação que ele tem.
Desejo que ao pensar no amor, eu nunca mais esqueça de mim.
18/02/2025
A Cruz e o Silêncio
Na tarde que se deita sobre o mundo,
o silêncio pesa mais que a pedra do sepulcro.
Há um homem suspenso entre o céu e a terra,
e o seu corpo é a ponte entre o abismo e o eterno.
Sexta-feira, dia sem cor,
em que o sangue se torna verbo
e o madeiro, altar de um sacrifício antigo
como o tempo que nos escapa dos dedos.
Não é a dor que nos salva —
é o amor que aceita a dor
sem exigir resposta,
sem exigir justiça.
Cristo não grita contra os pregos,
não amaldiçoa os que o erguem ao vento:
olha-os como quem compreende
que só o amor cego pode ver o mundo claro.
E morre, não como quem perde,
mas como quem entrega.
Entrega-se ao Pai,
entrega-se ao silêncio,
entrega-se a nós.
A cruz, então, já não é castigo,
mas espelho:
e nele vemos o que somos
quando deixamos de fingir.
Na Sexta-feira Santa,
não se celebra a morte,
mas a entrega.
Não se chora o fim,
mas o princípio escondido na última palavra:
“Está consumado.”
E o mundo, suspenso com Ele,
aguarda o terceiro dia
em que a pedra será rolada
e o silêncio se fará luz.
Entre a desordem do mundo e a lucidez do delírio, habita-me uma inquietude serena — feita de silêncios abissais e epifanias tardias. Sou vestígio de estrela em queda, mas insisto em reacender o cosmo dentro do peito.
“A Hora do Espelho”
Sabe,
às vezes eu acho que me acho demais.
Penso que o mundo gira ao meu redor,
sou um pouco narcisista, confesso.
Me sinto especial,
não acima para humilhar,
mas como se houvesse algo em mim que ninguém mais tem.
Mas a vida,
ah, a vida se encarrega de mostrar
que não é bem assim.
Fui atrás de um alguém,
com a certeza tola de que ele me queria,
de que me olhava com desejo,
com verdade.
Mas vi o que eu queria ver,
não o que era.
A verdade é dura:
nem tudo é o que parece.
Fiquei decepcionado,
não com ele,
mas comigo.
Eu inventei uma história,
criei um personagem,
e me apeguei à ficção.
Agora eu sei quem ele é.
E sei também que é hora de parar.
Talvez essa decepção me cale no futuro.
Talvez eu perca pessoas
com medo de me enganar de novo.
Ou talvez,
seja só mais um aprendizado.
A solidão me assusta.
Ela me persegue,
me ronda todas as noites.
Finjo gostar dela,
mas é mentira.
Digo que a escolhi,
mas ela é quem me escolheu.
Nunca amei alguém que me amasse de volta.
Nunca senti um amor verdadeiro,
um toque cheio de sentido.
Tenho trinta anos
minto minha idade,
porque tenho medo dela.
Medo do tempo,
medo de ficar velho e sozinho.
Às vezes, penso besteira.
Penso em me casar com alguém só por medo.
Alguém que também está só.
Dois desesperos podem formar um laço?
Ou seriam duas metades em falso?
Ah, tudo é tão confuso.
Queria dormir.
Queria parar de pensar.
Mas antes…
Preciso dizer: estou lendo Clarice.
“A Hora da Estrela.”
Ela me entende.
Ela me lê por dentro.
Depois conto o que aprendi.
Por agora… vou tentar dormir de novamente.
Em cada amanhecer é um novo começo;
Cada raio é uma nova batalha. Tornando assim dia a dia o mundo novo!
Não é possível que meio mundo esteja surtando ao mesmo tempo por uma simples questão psicológica.
Deve ter alguma coisa na água que andam distribuindo por aí.
Teus olhos, meu abrigo
Teus olhos são meu mundo, meu sossego,
me perco neles sem querer voltar.
É só olhar e já me desintegro,
num fogo manso, só pra te amar.
Têm cor de café forte, madrugada,
quentinhos como abraço em dia frio.
Me olham e eu esqueço da estrada,
só quero o teu olhar como meu guia.
Tu nem precisa dizer uma palavra,
teu jeito de me ver já me desfaz.
Acende em mim a chama mais suave.
Se eu pudesse, amor, sem mais demora,
vivia em teu olhar, ficava em paz...
Perdido ali, pra sempre, sem ter hora.
O filho vem.
O tempo passa.
Ele nasceu pro mundo —
do ventre pra fora,
de dentro do peito.
A vida pulsa na rua.
Preparar, educar,
deixar voar,
ensinando a abrir as asas
e a entender a direção do vento.
Todo filhote tem seu próprio destino.
Todo pai tem seus dias contados —
na vida e na tutela.
É tempo de deixar crescer.
É tempo de deixar que ele
faça seu próprio caminho.
No mundo que eu vivo também vive minha alma
Ela chora, ri e exala
Exausta ela disfarça
Calada ela ezala
Não é flor mas ezala
Não é visível mas tem uma cara
Um rosto
Sofre porque ama
Acredita porque vê
Sente porque têm sentimento
Se alguns pedaços já não lhe são tão bons
Realizo a poda
Se pétalas estão caindo outras novas estão nascendo
Minha alma vive
Minha alma respira.
Quem trilha o óbvio caminha entre sombras, só quem ousa o improvável acende luzes no olhar do mundo.
