Mundo

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Sentir o mundo com as mãos abertas é aceitar que nada nos pertence e tudo nos toca.

O beijo inteiro é: as palavras molhadas que decidiram ser pele. É o instante que decide se o mundo interno continua igual ou começa de novo.

Esta insanidade
que se chama mundo:
e esta loucura que é viver.

O que há no mundo de que mais precisaríamos para que tudo faça sentido?


Dinheiro?
Dinheiro é importante para a sobrevivência econômica, sim, de fato.


Mas e os objetos? Casa, carros, utensílios?
Sim, também precisamos morar abrigados, o carro nos ajuda a nos locomover confortavelmente.
São úteis, de fato. Seria hipocrisia não admitir a importância destas coisas.


Mas existe coisa que nenhuma posse pode importar mais nesta vida:


Um pai, uma mãe, irmãos, amigos.
Um sorriso, um abraço.
E claro, o amor que vem e fica.


Por Marcio Melo

Buscarei uma direção
Pra muitos é incorreto
Faça o certo, seja certo
"Crises de um mundo moderno"
São incorretos pensamentos
Num instante
Que leva alguém pra longe
Se entregam sem revanche

O meu interior, meu mundo, minhas leis, o meu céu, minhas foices. Neste meu mundo eu mesmo é que não me esquivo do que pode se dizer "justo".
Eu mesma me condeno, eu mesma me liberto.

Escolher fazer o bem às pessoas é uma escolha e tanto.


Neste mundo de ruínas humanas, que possamos cultivar flores nas rachaduras do asfalto. Escolher não piorar as situações e tentar oferecer sorrisos leves. Sem julgamentos, sem pesos desnecessários.


Há pessoas cuja alma é delicada e forte, mas que, por não se sentirem seguras entre as ruínas, acabam se desumanizando a ponto de desistirem da própria vida. Que o amor ao próximo nos lembre da importância de olhar para o outro e abraçá-lo, independentemente de qualquer coisa.


Às vezes, o mundo de alguém somos nós. Por isso, devemos escolher nos tornar mundos melhores.


Que possamos educar a nós mesmos e aos nossos filhos para combater as dores que infligimos ao outro.


Pela preservação da vida.

Nasci no mundo, século, década, ano e vida errada!
Pois eu sempre amei e nunca tive reciprocidade para mim!
Adeus amor...
Adeus...

Tem gente que sente a dor do mundo antes mesmo de entender por que está chorando.




“Talvez o pior sofrimento não seja sentir a dor de alguém… mas perceber que ninguém mais parou para senti-la.”




- Anna Personagem




Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

QUEM AINDA SENTE NÃO VIROU PARTE DO CAOS




“Talvez este mundo tenha nos ensinado a desconfiar de todo mundo. Mas eu me recuso a acreditar que sobreviver significa deixar de sentir.”




— Sindy, personagem




Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré




@jonassaul.ofc

⁠É necessário e urgente ensinar a Serenidade em todas as Escolas Básicas do Mundo como Estratégia de prevenção e combate dos crescentes casos de Ansiedade e Depressão no Mundo!

O problema é que todo mundo tem um problema, todo mundo está em guerra com alguma coisa agora, tipo situações que faz você demorar pra dormir e até coisas que você quer guardar só pra você pra não parecer fraco perante as outras pessoas, isso tudo é só um processo, mas você tem duas opções; cair pra morrer ou levantar pra viver, tem algo melhor na frente, basta acreditar, nem que seja só por um instante

Todo mundo merece ser feliz, um dia todos irão encontrar a felicidade, seja conhecendo alguém, comprando algo ou ganhando alguma coisa, nenhuma infelicidade é eterna, o único caminho que vai te tirar da tristeza para a alegria é não desistir, seja acreditando ou lutando

⁠Dentro de nós bate um coração
Caminha entre sonho e razão
Vive neste mundo sempre a buscar
Algo que se perdeu
Ele quer ter, perto de si
Alguém que sempre amou


Sonha com esse dia que virá
Espera olhando tudo acontecer
Chora com as lembranças
Que a ele vem
Feliz será, o amor encontrará
Pra si mesmo prometeu


Esquece por momento sua dor
Fala em poesia sobre o amor
Em uma nova estação
Olha o voo de um beija-flor
Saúda a primavera que chegou,
Tudo está tão feliz, tudo belo está
Com as rosas no desabrochar...


Segue olhando tudo acontecer
Se derrama pra dentro si
Se transborda como quiser
Pois estará, nos seus dias à buscar,
Alguém que sempre amou...

NOSSA FINITUDE


O mundo já não basta em si, ele quer me devorar.
Ele, o mundo, comporta-se como um bicho feroz,
Sedento e faminto...
Eu já não basto em mim e tento devorá-lo, também.
Mas sou tragado, como a parreira lambida pelo fogo.
Assim, deixo-me ser consumido, pois não há porque lutar,
Pois tudo, é o que é! Já percebeu que a força
Do destino que pensamos estar em nossas mãos
É um pêndulo, como uma mão que balança o berço?
Já percebeu que precisamos de fatores externos
Para cumprirmos algo, e que existe em nós
Uma força interna e o desejo de cumprir algo?
Já parou para pensar por que as coisas acontecem?
E como surgem as boas e más ideias e as situações?
De certa forma, muitos pensam que dominam a própria vida,
Sendo que há fatores que sempre nos desapontam
Em todo momento e que somos devorados
Todos os dias por uma grande força motriz
Invisível, sem nos darmos conta da finitude
Que existe de tudo que pensamos entender...
Em algum lugar no espaço-tempo, onde o tempo se dobra,
Na sua infinitude, pode ser que exista
Um eu, um você, tentando alinhar a cronologia do tempo,
Para que as coisas por aqui progridam da melhor maneira possível,
E que o destino realmente faça jus ao seu ofício
E que tenhamos a benção dos deuses como sorte...
⁠

DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO




Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...

Quando o Mundo Perde a Graça


Há dias em que o mundo se cala por dentro.
Não é ausência de som, é ausência de eco.
O céu continua azul, mas é um azul sem memória,
como se nunca tivesse guardado um grito de criança ou um beijo roubado.
O vento passa, mas não traz cheiro de terra molhada;
traz apenas a notícia de que está passando.
E a gente sente, no peito, um silêncio que não explica.


A graça se perde devagarinho, quase com educação.
Primeiro a gente para de correr atrás do caminhão de gás só para ouvir a musiquinha.
Depois deixa de desenhar corações no vapor do vidro do banheiro.
Um dia olha para o mar e pensa em conta de luz.
No outro, vê uma pipa rasgada no céu e calcula o tempo que falta para a reunião das três.
Crescer, descobrimos, é aprender a traduzir encantamento em utilidade.


A gente vai trocando os olhos de vidro por olhos de adulto,
e o vidro, coitado, não reflete mais arco-íris.
A gente aprende que rir alto é exagero,
que chorar é fraqueza disfarçada,
que dançar sozinho na cozinha é loucura que não se assume.
E assim, com jeitinho, vamos nos tornando pessoas sérias,
pessoas que precisam de motivo monumental para se permitir um sorriso sem destino.


Quando foi que desaprendemos de nos espantar com quase nada?
Quando foi que um passarinho pousado no fio virou mero pássaro,
uma criança fazendo bolha de sabão virou estorvo,
um velho segurando a mão da mulher depois de meio século virou apenas “casal de idosos”?
A gente troca a capacidade de ver milagre pela habilidade de ver problema.
E chama isso de maturidade.


Mas há instantes, raros, em que a cortina se abre sozinha.
Um homem entra no vagão tocando violão desafinado,
cantando com a voz rachada de quem já perdeu muito.
Todo mundo finge que não é com ele.
Até que uma senhora de coque branco e rugas profundas
começa a bater palma fora do tempo,
e canta junto, tão baixo que quase é prece.
De repente o vagão inteiro se lembra de que tem coração.
Alguém sorri sem permissão.
Outro deixa cair uma lágrima que não explica.
E por trinta segundos o mundo volta a ter graça,
como quem volta para casa depois de anos sem endereço.


Nessas horas eu entendo:
o mundo nunca perdeu a graça.
Ele apenas se cansou de oferecê-la a quem já não sabe receber.
A graça continua ali, inteirinha,
escondida no jeito que a luz atravessa a folha da árvore,
no som do portão rangendo como se dissesse “bem-vindo de novo”,
no cheiro de bolo que vem da casa de alguém que a gente nem conhece.


Ela espera apenas um olhar que ainda tenha coragem de ser criança,
um coração que aceite se surpreender sem pedir certidão de utilidade.
Porque a graça não mora nas coisas grandiosas.
Mora exatamente onde a gente desaprendeu a olhar.


E talvez a única revolução possível
seja voltar a se espantar com quase nada,
voltar a correr atrás do caminhão de gás,
voltar a desenhar no vapor,
voltar a dançar na cozinha sem plateia.


Talvez o mundo só volte a ter graça
no dia em que a gente parar de ter vergonha
de ter alma.

"Muitas vezes, os maiores monstros que enfrentamos não estão no mundo físico, mas nos rincões da nossa própria mente. Nascemos na complexidade e, por algum motivo enraizado em nós, a plenitude nos soa artificial. Escrevi sobre essa nossa tendência à autossabotagem e como o ruído interno acaba sendo o que nos faz sentir vivos. Convido você a essa reflexão:

O ENTRAVE: POR QUE SABOTAMOS O SOSSEGO?"

Por tantas vezes, abri mão de coisas difíceis para encontrar em situações fáceis o prazer de alimentar meu ego; em outras vezes, nas coisas fáceis, encontrei a robustez para alcançar algo difícil. Aqui, deixo um pouquinho de tudo quanto mostra que o entrave, as lutas diárias e o embate de pensamento e no pensamento, altera a lucidez ou o devaneio no caminhar.

Solucionar questões criadas por monstros invisíveis na alma é bem mais difícil do que no campo físico. Toda nossa realidade, por incrível que pareça, começa na mente, nas categorias e nas camadas que nem mesmo nós, sendo nosso protagonista fiel, conseguimos mensurar. Dito isto, partimos para um lugar que todos desconhecem, mas suspeitamos que existe — bem lá nas profundezas e rincões da mente humana. Não existe o vazio, nem o vácuo, mas sim um ser que nos move, que chamamos de motivação, fé ou esperança, todos fortemente preparados para nos iludir e nos persuadir de forma que sabotemos nossos caminhos.

A chamada mente, dizem, nos distrai e nos sabota o tempo inteiro; é como se víssemos verde e falássemos azul. Hipoteticamente, a maioria das vezes que nos vemos em situações calmas ou de desespero, entramos neste entrave: é verde ou azul? Os fundamentos da alma são um engajamento contínuo de eras ancestrais, uma forma da mente proteger o corpo físico dos atritos reais enquanto a mesma nos adoece por dentro. O caminho para o paraíso pode ser convertido em nuances trazidas e fragmentadas por caixinhas, como: moral, ética, ego, temperança, certo e errado. Vemos a fragmentação e nossa angústia em saber qual caminho trilhar. Não nos deram um roteiro de como sustentar a vida e suas probabilidades, nem uma bússola para navegar em águas calmas ou em mar turbulento.

O interessante é que, quando a vida está calma, chamamos pela turbulência. A impressão é que nascemos para a luta e que viver no sossego é só uma palavra de companhia para o desprezo da nossa inquietude. Algo intrínseco em nós revelou-se nas entrelinhas sem qualquer disfarce: a monotonia nos assusta. Parece que a tempestade é o que nos guia e o conflito é nossa arma mais eficaz quando a felicidade bate à porta.

Nascemos na complexidade e vivemos dela. Nossa arquitetura interna é um labirinto: fomos feitos para o movimento de buscar a saída, não para o repouso de encontrá-la. A plenitude exigiria uma quietude que a nossa mente — ocupada em criar camadas e conflitos — não sabe processar. Viver dessa complexidade significa que o ruído interno é o que nos faz sentir vivos. Por causas profundas e enraizadas, a plenitude nos soa estranha ou artificial; nunca a alcançaremos plenamente porque o ser humano é dotado para se autossabotar, preferindo o embate que conhece ao silêncio que ignora.

O entrave busca estancar situações, paralisar de forma a mostrar caminhos que devemos escolher. Nisto cabe o ajustamento de forças, ideias e ações, que digladiam-se entre si como em uma eterna brincadeira de braço de ferro.

PROPUS-ME


Propus-me a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida
sem olhar o mundo ao redor.
Esse mundo balbucia perto de mim
e transforma cada passo
num fardo que não carregarei.


Não me atiro a esmo
num mundo que já cambaleia
na sua própria estrada.
Estou confinado no agora.
O futuro não me diz respeito.
Faço em mim morada
e sigo a estrada onde fui colocado.


Ando sem receio, sem bagagem.
Do hoje, levo só o que restou.
Talvez no meio do caminho
haja um novo despertar.
Observo o que vem
e me vejo espectador
das escolhas que fiz.


A vida anuncia início, meio e fim.
Ficar à espera do fim
só traz pressa inútil.
Então vou sem pressa.
Pressa para quê,
se morremos no presente
e quem nasce ainda sonha com o futuro?


Um ciclo que não acaba.
Um agora que poucos vivem.


Eu me acomodo no sofá
e me proponho a sonhar.
Deixo tudo como está.
Sou o contraponto
da vida, do mundo
e do eu que vive aqui.

Encontrar alguém tão intenso quanto eu, neste mundo com tantas pessoas superficiais, está cada vez mais difícil.


Priscila De Araújo