Mulher de 50
I — Solitário Conhecido
Sou um romântico
no estilo dos anos 50…
preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.
Enquanto dizem que
viver
é diferente
de estar vivo…
eu sobrevivo.
Respiro…
sendo apenas mais um
solitário conhecido.
E me pergunto:
será que é isso?
Meu destino é este?
Porque ficar sozinho dói…
mas amar
consegue ser
ainda mais difícil.
Às vezes eu acho
que as pessoas se apaixonam por mim
antes mesmo
de me conhecerem.
Não se apaixonam
por quem eu sou.
Se apaixonam
pela versão silenciosa
que projetam em mim.
Mas não veem
a mente que não desacelera.
O cansaço de quem
organiza o caos
todos os dias.
E quando percebem
um pouco da tempestade
que mora aqui dentro…
vão embora.
Ou simplesmente
escolhem
não entender.
Mesmo assim
algo em mim
insiste em acreditar:
Em algum lugar
deste mundo imenso
alguém há de me encontrar.
Talvez ela esteja por aí…
tentando me encontrar
do mesmo jeito
que eu estou aqui
tentando encontrá-la.
Mas às vezes
o tempo pesa.
E eu temo
que quando nossos caminhos
finalmente se cruzarem…
eu já tenha aprendido
a viver
apenas na imaginação.
Mesmo sabendo
nome
e sobrenome…
o caminho até ela
ainda se perde
na névoa.
E foi na imaginação
que eu construí
minha casa.
Uma casa feita
de memórias
que nunca vivi.
E foi com muito custo
que eu entendi algo curioso:
o ápice da tristeza
é sorrir.
E o ápice da felicidade
é chorar.
Estranho, não é?
Um solitário conhecido
vivendo com um sorriso
no rosto…
e chorando apenas
quando volta
para a imaginação.
Às vezes me pergunto
se não é mais fácil
assim.
Porque a realidade
custa caro.
E talvez
seja melhor
ser feliz
na imaginação
do que triste
na realidade.
Porque talvez
eu seja apenas isso:
um romântico dos anos 50
preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.
E talvez seja assim
que tudo acabe:
um solitário conhecido
apaixonado por alguém
que talvez exista…
ou talvez
só exista
dentro de mim.
Os seus 20 anos passam, e ligeiro... espero que chegando aos 50 , você se orgulhe da menina dos 20 que ficou lá atrás! e da mulher madura que se tornou.
Escolha certo para não se arrepender depois!
A Morte e Eu
Rio de Janeiro — 23:50
EU
Morte, minh'amiga, escuta o meu clamor,
Leva esta alma que já se desfaz.
Para mim só resta a noite e a dor,
Na escuridão eu busco a minha paz.
Aos teus pés me ponho a caminhar,
Deste sofrimento quero me livrar!
MORTE
Quem roga forte pelo nome meu?
Chamaste até meu longo sobrenome...
Olha a beleza que o tempo me deu,
A minha imagem o teu medo consome.
Não trago a crueldade em minhas mãos de luto,
Eu fui o teu alívio em menos de um minuto.
Eu sou a punição que o traidor desaba,
E a certeza exata em que tudo desaba.
Eu sou o carrasco e a mão mais amiga,
Que no século passado já curará tua intriga.
23:53
EU
Espera... os olhos abro com espanto,
Vejo quão linda és, meu pálido anjo!
A cada passo sinto o teu confronto,
Olho o relógio e vejo que não estou pronto!
Não pode ser o fim do meu estado,
O velho tempo ainda não foi parado!
MORTE
Tu negavas agora o que pediu?
O tempo dos mortais é como um açoite.
Amanhã o meu manto um rei vestiu,
Mas escolhi ser bela na tua noite.
Não temas o fim, sou a certeza real,
E a minha beleza é sempre atemporal.
23:55
EU
Monstro maldito vestido de gala!
Que ostenta o fim como se fosse glória!
Rogo a pior praga da história,
Rasgando as páginas da minha memória!
Te dou meu ouro, as rimas, meu tesouro,
Mas não me leves para esse douro!
MORTE
Tuas moedas já envelheceram no ano que vem,
E os faraós me entregam esse ouro agora.
Nenhum suborno me afasta de alguém,
Pois eu já terminei quando fores embora.
Compreendo o teu ódio, ele o meu peito adorna,
Mas sou o teu alívio, e a minha paz te torna.
23:57
EU
O chão sumiu, já não sinto o meu peso,
A escuridão engoliu o meu ser.
O mundo apaga o que tinha de aceso,
Resta-me apenas chorar e sofrer.
Se eu der um passo em tua direção,
Cessa o mistério e a dor do coração?
MORTE
O teu pranto antigo com o meu véu combinará,
Lágrimas frias que no passado eu sequei.
Tu já tocaste minha mão que virá,
E o frio que sentes foi o calor que eu deixei.
Eu não sou cruel, descanse em meu charme,
Eu gostava do instante em que tentas tocar-me.
23:59
EU
Olho teus olhos... aceito o destino.
Quero partir, dar o fim ao meu pranto,
Mas tremo ao ouvir este som repentino,
Pois temo o mistério além do teu manto.
O que há depois que você me levar?
Tenho medo do além onde vou acordar...
MORTE
Eu abriria o portal, mas não sigo contigo,
O meu papel é só dar a passagem.
O pós-fim é teu, meu assustado amigo,
E cada alma desenha a sua própria viagem.
O que hás de encontrar na eterna morada
Dependeu da expectativa em tua mente guardada.
Tua entrega assustada é a minha canção,
O quadro perfeito da tua transição.
00:00
MORTE
O tempo parou... ou a história começa?
Bati a meia-noite que ontem já deu.
Recolho o meu manto, não tenho mais pressa,
Pois o cortejo mais lindo da noite... foi meu.
Quando um comportamento não está totalmente certo, a probabilidade cai para 50%, e 50% de probabilidade é aposta.
O ser humano até os 30 anos aprende a dominar a ansiedade; dos 30 aos 50, o discernimento; e, após os 50, sua consciência.
14 de novembro de 2022
Às 11:50
"Bom, faz muito tempo que não escrevo meus sonhos, só relato em vídeos.
Mas, agora irei fazer um resumo de todos que lembro, desde a morte da minha avó paterna, em maio deste ano.
Uma semana antes dela morrer, eu havia sonhado que passava em frente ao cemitério do qual ela foi enterrada, após morrer, e estava acontecendo um cortejo e eu conhecia todas aquelas pessoas, eu olhei para a porta do cemitério, enquanto passava com meu marido e via 2 meninas e um rapaz entrando, e eu conhecia essas pessoas, mas não consegui ver quem elas eram.
Uma semana depois, recebo uma ligação da esposa do meu tio, irmão do meu pai, falando que minha vó havia morrido, era 9:40 da manhã.
Eu lembrei desse sonho, o que eu não sabia ainda é que iria ao velório dela.
Porque não gosto de velórios.
Tenho pavor!
Então, pela tarde eu e meu marido nos arrumamos para ir até lá.
Meu marido também havia sonhado dias antes, que carregava um caixão.
Chegamos até lá!
Às 6 da tarde, foi o sepultamento.
Eu ia atrás do pessoal filmando tudo, quando entrei na porta do cemitério, senti um frio estranho percorrendo todo o meu corpo.
Foi quando lembrei da parte do sonho, que eu via as 3 pessoas entrando...
Bem no momento que eu, a esposa do meu tio mais novo e ele entrava.
Me arrepiei toda! A mesma cena, as mesmas roupas, as mesmas pessoas que vi no sonho.
Então, observei meu marido levando o caixão e tive outro arrepio, quando percebi que a roupa dele e a minha, era exatamente aquela que nós usava no sonho de uma semana atrás, passando em frente ao cemitério.
Muito bizarro!
Foi onde deu lugar, a outra lembrança, que foi meu marido carregando o caixão, do qual ele havia sonhado.
Não tinha homens suficiente pra carregar, então, ele teve que ajudar, fazendo assim, o sonho dele e o meu, se tornar mais arrepiante ainda.
Eu não sei porque, mas tenho medo dos meus sonhos, porque eles acontecem na vida real, com detalhes.
14 de novembro de 2022
Às 11:50
Sonhei colhendo milho, mas as espigas estavam murchas e não havia caroços no sabugo.
Um balde cheio de espigas e nenhuma prestava.
Um terreno onde havia espigas de milho, secas no pé, e eu andava por entre elas e até que encontrei as espigas que citei antes, todas murchas e vazias.
Não gosto de sonhar com milho, dá um significado de dificuldades na vida financeira, sempre que sonho.
10 de agosto 08:55 tive vários sonhos essa noite
Sonhei ganhando 50 reais de alguém, e essa pessoa dava um valor diferente para as outras, enquanto eu, recebia um valor mais alto.
Sonhei com uma rua cheia de pontos comerciais vazios, aqui em minha cidade e abandonados, por não terem ido adiante.
Sonhei roubando livros de uma escola para ler e eu quase fui presa e expulsa da escola, por uma senhora que era alguma coisa importante de lá.
Sonhei que havia esquecido a minha bolsa com dinheiro e tudo dentro dela, inclusive meu celular em um banco de praça, quando retornei para buscar a bolsa estava lá, com tudo dentro dela, só levaram o celular, nem o dinheiro que era 100,00 não levaram, apesar de terem visto.
Sonhei com um casal, arrumando o quintal da sua casa na lateral, para montar um negócio e o terreno deles, dava acesso de uma rua á outra, e eu mostrava eles para o meu marido, com uma sensação de querer fazer o mesmo.
Mulheres de 40, 50, 60...
São como vinho,
são raridades,
têm cores,
gostos e sabores...
Se tornam verdadeiras
Deusas da Inspiração
com o passar dos anos. 🌹
Depois dos 50, não sou mais vitrine… sou obra de arte...
quem entende, admira, quem não entende, passa batido.
No futebol brasileiro, um jogador meia-boca custa R$ 50 milhões. Como o clube não tem essa grana, prefere pagar multas aos técnicos demitidos: sai mais barato trocar de treinador do que admitir que o elenco é ruim. Afinal, enganar a torcida sempre sai mais barato.
Benê Morais
Nesses últimos bem dizer 50 dias tenho passado por tantas dores, tristezas, sofrimento, angústias que me fez rever meus conceitos e vejo que talvez eu nem exista nesse futuro ao qual eu me cobro tanto no hoje, e por me cobrar tanto desse futuro incerto, vejo que eu deixei de viver o hoje...
Perazza .'.
"Quantos anos eu tenho?
- Às vezes tenho 20, 30, 50.
- Às vezes tenho 2, 3 5.
Que me importa os números,
se eu vivo momentos?
- Viver não é tão somente uma contagem linear!"
Haredita Angel
29.04.25
Na década de 50, quando ainda eu era criança, quando eu saía na rua com meu pai que era deficiente auditivo me deixava muito triste ao ver os outros chamá-lo de SURDINHO, ele tinha um nome, chamava-se ANTONIO!
No dia 28/12/2025 morreu Brigitte Bardot, ícone do cinema na década 50 - 60.
Morreu sem deixar fortuna após destinar quase tudo o que ganhou à proteção de animais.
Certa vez comentou sobre a sua vida com pouco dinheiro:
“Eu vivo de uma forma extremamente simples, a riqueza me enoja".
Uma corrida, duas histórias
Eram exatamente 4h50 da manhã quando o motorista-peregrino ligou seu aplicativo de transporte. São Carlos ainda estava mergulhada na escuridão quando surgiu uma corrida para uma delegacia na Zona Norte. O passageiro estava a menos de um quilômetro de distância. Por ser madrugada, o motorista ficou um pouco ressabiado, mas aceitou a viagem.
Ao chegar ao endereço, percebeu que o passageiro era um policial militar. Assim que entrou no carro, o policial cumprimentou-o educadamente, e os dois seguiram viagem. Como sempre fazia, o motorista puxou conversa:
— Estou começando o dia com um passageiro que me dá segurança total!
O policial sorriu:
— E os demais passageiros não dão?
— Desculpe! O que quis dizer é que estou tentando tornar esta corrida agradável. Quem sabe o senhor não me conta alguma história interessante para o meu próximo livro?
Curioso, o policial perguntou se ele era escritor. O motorista explicou que era apenas um apaixonado pela escrita, autor de três livros, e que estava preparando outro, chamado “Entre Caminhos, Histórias e Aprendizados”, no qual pretendia reunir histórias vividas em suas caminhadas e aquelas que escutava dos passageiros.
O policial gostou da ideia e perguntou se poderia ganhar um dos livros. O motorista respondeu que sim, desde que ele lhe contasse algumas histórias marcantes de sua profissão.
— Então me conte duas: uma muito triste e outra engraçada.
O policial pensou por alguns segundos e começou pela mais difícil.
A história que nunca saiu da memória.
— Eu tinha pouco mais de um ano de profissão quando fazia uma ronda em São Paulo, pela Marginal do Tietê. De repente, vimos várias pessoas paradas às margens do rio, apontando para a água. Parecia que alguma coisa se mexia dentro de um saco.
Paramos a viatura, descemos e retiramos o saco da água. Quando o abrimos, descobrimos que havia um bebê recém-nascido lá dentro. Provavelmente tinha nascido poucas horas antes e fora jogado no rio pouco tempo depois.
Infelizmente, não havia mais nada a fazer. O coração daquela pequena criança já havia parado de bater.
O policial ficou alguns segundos em silêncio antes de continuar:
— Fizemos todos os procedimentos necessários, mas aquela cena nunca mais saiu da minha cabeça. Até hoje não consigo entender como alguém pode cometer uma crueldade dessas contra uma criança indefesa.
O motorista ficou profundamente tocado.
— Existem histórias que a gente ouve e nunca mais consegue esquecer — disse.
Depois de alguns instantes de silêncio, lembrou-se da segunda história.
— Agora quero ouvir aquela que o senhor disse que me faria rir.
O policial sorriu.
O amigo do presidente
— Essa aconteceu em Ribeirão Preto. Eu e minha equipe estávamos em frente ao Fórum Criminal quando um morador de rua, bastante alcoolizado, aproximou-se de nós. Começou a nos ameaçar e disse que iria falar com o presidente Lula se não fôssemos até o viaduto onde ele dormia.
O motorista já começou a sorrir.
— Ele dizia que só queria dormir, mas que uns “homenzinhos verdes” passavam a madrugada fazendo dancinha perto do barraco, puxando seu cobertor e não o deixavam em paz. Depois afirmou:
— “Vocês sabem com quem estão falando? Eu sou amigo íntimo do presidente da República! Um telefonema meu e ele manda o Exército confiscar suas fardas e prender esses marcianos!”
O policial contou que a equipe resolveu entrar na brincadeira.
Abriram a porta traseira da viatura e disseram:
— Entra aí. Vamos levá-lo até o presidente da República. Se estiver falando a verdade, deixamos você lá para tomar umas com ele. Se estiver mentindo, vamos prendê-lo.
Segundo o policial, o homem não pensou duas vezes. Saiu andando em zigue-zague e desapareceu pela rua. Não quis mais saber de presidente, Exército nem de marcianos.
Os dois caíram na risada.
A corrida, que começara às 4h50 da manhã, havia se transformado em algo muito maior do que uma simples viagem. Em poucos quilômetros, o motorista encontrara duas histórias completamente diferentes: uma que provocava tristeza e reflexão; outra que arrancava gargalhadas.
Ao chegarem ao destino, os dois se despediram. O motorista agradeceu pelas histórias, que certamente encontrariam espaço em seu próximo livro, e cada um seguiu sua jornada.
Enquanto dirigia de volta, o peregrino pensou em algo que aprendera em suas caminhadas: às vezes, aceitamos uma corrida pensando apenas no destino, mas descobrimos, no caminho, que a verdadeira viagem está na história que encontramos pelo percurso.
Peregrino Nino Carneiro
Não fui a única testemunha,
sob o sol e sob a chuva,
que vi os 50 gols do Vini JR.
Enquanto a vitória estava ali,
a um palmo, para se agarrar,
no primeiro tempo,
o pênalti foi espatifado no ar —
mas no final a honra foi salva
ao menos com um gol do Neymar.
As lições desejáveis que ficam
são que, além de aprender a remar,
é preciso aprender a domar
a atenção, para não se dispersar.
Quem persiste em se achar,
perderá, inevitavelmente na vida,
a oportunidade de golear.
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