Mulher Certa
Não tem essa de amar a pessoa certa ou errada, o objeto amado é sempre certo, nós que amamos de forma errada
A verdadeira função do filósofo é ser sensível ao máximo de indagações, para a certa altura, o suprassensível responder com o mínimo de dúvidas
Deus só será compreendido quando sua essência sublime for a fragrância certa extraída da videira da vida
A vida bem vivida assemelha-se a um bom perfume, inebria nossas ações com a fragrância certa para cada ocasião
A polidez fingida de uma certa minoria representa a verdadeira face oculta da violência sustentada pela voz da maioria
Acolher o irmão necessitado é fazer florescer o jardim interior ao exalar a fragrância certa de uma boa ação
Caos, é de certa maneira incompreensível de um ponto de vista tangível, sendo caos o vazio, o abismo, o ente, a não matéria, a inexistência de forma ou estruturas totalmente abstratas e intuitivas.
O louco encanto da amizade
O dia começou estranho, ela mal queria conversar, parecia sentir certamente, algo ruim junto ao caos iria manifestar.
Foi então bravamente sozinha seus deveres diarios cuidar, logo hoje em tempos modernos a princesa um dragão iria enfrentar. Sentiu medo é claro, mas nunca pensou em desistir, mesmo a chorar enfrentou o dragão e em minutos um alivio deveria surgir.
Se a batalha vencida foi, então onde estava o final feliz? Infelizmente ao avistar um sorriso falso vindo em sua direção lhe ferir, o verdadeiro inimigo estava ali bem embaixo do seu nariz.
Vestido de um sorriso falso e muitas palavras bonitas era ele sempre a lhe elogiar, apunhalada nas costas sem duas vezes pensar.Não a forças para reagir a princesa acabou por chorar. Ao cair ainda avistou o rosto do falso feliz, em queda vê-la despencar.
Sem força achou ser o fim e do alto abismo escuro a queda livre nunca iria terminar. Envolvida em uma tristeza profunda, chorava na queda sem imaginar, que algo ainda mais impossível logo iria se manifestar.
Um amigo louco, que vivia idéias a manifestar, vestiu uma capa invisível e no abismo se jogou sem pensar. Vou proteger a princesa hoje aprendo a voar.
Sua queda tomou a velocidade estranha mesmo depois dela pular, logo em sua frente se pós com seu sorriso de louco a falar, mesmo em momentos difíceis em meio a queda livre, meu abraço vai te acompanhar.
O medo deu espaço ao conforto em meio o carinho infinito algo magnífico aconteceu. Esse abraço trouxe um poder diferente que só o louco antes percebeu, viu que juntos conquistaram asas, a princesa sorrindo com encanto se surpreendeu. Viu com esse abraço verdadeiro, nenhum abismo novame será inimigo a lhe atormentar.
"Faço das minhas opiniões, imagens e atitudes postadas as melhores, a certa, as únicas e absolutas pra você influenciar-se, seguir, compartilhar, Likezar e imitar".
Não existe uma idade certa, tempo certo, local certo,
o que tem de existir é amor verdadeiro para não desistir
de quem você ama.
MILÊNIOS
Neblina... é uma neblina muito fina apesar de uma certa constância, como para aliviar os que jazem sob este solo árido, como para acalentar os fantasmas que se encresparam nessas caatingas; ah, os valentes jamais desistiram desse solo, eles ainda apascentam suas criações e alimentam suas lembranças; aprenderam com seus antepassados que estas terras são ricas e que as águas do Jaguaribe... as águas do Jaguaribe também são inconstantes. Aqueles heróis que ouviram o crepitar dessa vegetação no calor do meio dia se deslumbraram com os corpos celestes no silencio da noite e viajaram fugazes na opala ilusão lunar ambiciosos pelos brilhantes de uma pétala estelar. Sonhar não custa nada, mas pela manhã Serafim perceberia o gado em busca de toda espécie de cactus para sobreviverem mais alguns dias na estação de estio. A casa acanhada comportava alguns pés de goiaba, mangueiras, castanholeiras,cajueiros e um pequeno milharal já devastado por cabras e carneiros. Ali tinha vivido a sua infância disciplinada pela figura rígida do pai, Januário e compartilhada por dois irmãos mais velhos: jonas e Hernesto, que partiram na sua maior idade para o sudeste. Neblinava... a tênue luz fugidia d'alguma estrela parecia salpicar diamantes naquele solo árido premiando os que se embrenharam na caatinga; agora com frequência as noites eram assim, aquietando os fantasmas que padeceram na luta contra o estio, afugentando as carcaças que não resistiram a sede e a fome; era só uma promessa mas os telhados e as árvores chichiavam com os pingos e a brisa, e os bichos nos currais ruminavam ruidosamente numa espécie de comemoração. Era um grande momento, mas sua fascinação era o pai, Januário vestido de vaqueiro nas brenhas da caatinga em busca de algum animal desgarrado; ninguém saia daquilo sem um ou outro arranhão, mas o pai sempre voltava com o animal perdido. Aquela vida dura também tinha seus encantos, como pela manhã despertar com o canto de uma sabiá, um corrupião, um galo de campina; tinha a vila da Matilde, de belas moças acima de qualquer suspeita, e tinha as moças que envelheciam a espera de príncipes que não chegaram; mas o que seria a solidão se o universo se expunha explicitamente todas as noites e quem não teria uma história ou uma fantasia que não preenchesse qualquer vazio; aquele quê inconfessável,que parecia o pior dos pecados. quem saberia tudo sobre as caatingas, milênios jaziam sob aquele solo arenoso e os espíritos de nossos ancestrais gritavam seus segredos; nalguma pedra uma gravura delatava suas descobertas, suas caças, suas aventuras. Chovia... os deuses sopravam misericórdia e esperança sobre olhares acostumados com horizontes devastados. pela manhã perceberíamos mandacarus orvalhados, a terra ligeiramente úmida e sob a relva queimada e inerte uma semente qualquer germinava mostrando o milagre da vida e sua persistência. Histórias mais trágicas ficaram muito para trás, ali surgiram nossos maiores heróis, nossos anjos e santos, a fé se fortaleceu, pois a fé se alimenta da fome, da sede e de todas as dificuldades que debilitam o corpo. Templos foram erguidos; esta nação tem agora a referência de um povo incansável e combativo e de uma fé inabalável. Então quem viaja por estes sertões, perceberá ao longe, na janela de uma casinha de taipa, alguém que o tempo descoloriu suas cãs e curvou sua espinha; um sentinela que vigia. Vigia o tempo, o vento a eternidade... todas essas coisas inconstantes que um dia possam fazer sentido, assim como procurar pela janela um sentido para a solidão.
Todo seu esforço na hora certa vai ser recomendado, porque de uma coisa eu tenho certeza, quem age certo sem prejudicar ninguém a vitória é
uma questão de tempo ⭐
A FÁBULA DO GUANDU E O PÉ DE BOLDO
Até uma certa altura eles cresceram próximos, bem juntos e mantiveram o mesmo tamanho, o Guandu e o pé de Boldo, mas como as espécies possuem naturezas diferentes, o Guandu precisava crescer e se tornar árvore, mas veio o impasse, se a planta crescesse na mesma posição vertical a qual se encontrava, naturalmente que seu largo caule engoliria e mataria o pé de Boldo pois os mesmos estavam muito próximos, portanto a partir de uma certa altura equidistantes o Guandu despediu-se do pé de Boldo, inclinou-se cuidadosamente num ângulo próximo de 45° tomando o cuidado de não tombar e ao mesmo tempo poupar e salvar seu amigo pé de Boldo e o Guandu tornou-se uma árvore explendorosa com suas maravilhas de flores, mas em sua memória seu amigo pé de Boldo jamais será esquecido.
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