Mudança de Cultura
As magoas se repetem, pois não conseguimos por infelicidade mudar nossa natural essência. Só aprendemos a sofrer menos, seguir em frente e perdoar quem nos magoa com mais facilidade.
O amor saudável e verdadeiro nunca retrocede. O que acontece, é que mudamos nossos interesses para uma convivência, mas uma vez amando, permanece, ama se para sempre.
Na pintura ao ar livre no impressionismo, o artista briga com as horas e o tempo, que muda toda a atmosfera, as cores e a luminosidade, antes iniciada e captada pelo pintor em momentos anteriores. Enfim a pintura tem que ser ágil, quase que como um forte e marcante esboço gestual do que viu pois o trabalho que era, vai se findar, propriamente dito, tempos depois nos retoques no atelier.
Só com a educação desde o período infantil que poderemos mudar o mundo no futuro e fortalecermos a justiça para todos na responsável liberdade.
No Brasil, mudam se os nomes, do Dia de Índio para o Dia dos Povos Indígenas mas o desrespeito não, triste sina dos povos nativos originais. Antes era por Deus e hoje pelo dinheiro que mesmo em grande quantidade não compra um minuto, de vida.
Não existe nada mais comum em nossa sociedade que adiarmos nosso auto-conhecimento e o crescimento pessoal.
Se cada um deixar sua casa limpa, todas as casas do mundo estarão limpas e não precisaremos ir limpar as dos demais.
Por respeito à "culturas", passamos a ter de aceitar atrocidades...
Penso que tudo na vida deve ser revisto de tempos em tempos, porque tudo se moderniza e se transforma.
A única cultura que não se pode mudar é a do amor, do restante (e daquilo que não se enquadrar no amor), necessita de mudança urgente.
Até para o respeito deve haver limite, pois eu não posso respeitar uma atitude criminosa, só porque é considerada "cultura".
Lobo Solitário
" A solidão é perigosa, depois de provar o gosto corre o risco de viciar ".
(Rafael Rankzz)
Escolher ficar sozinho é uma faca de dois gumes… é como uma rosa, linda e cheirosa, porém também tem seus espinhos.
Saber que não precisa discutir ou se explicar… Mas também não ter motivo para o novo explorar e se encantar.
É como se o quebra-cabeça estivesse sempre completo e não quisesse peça nova alguma para ter um novo desafio de uma nova obra montar.
Precisamos entrar em nossos casulos quando necessário, é preciso se fortalecer, se curar, chorar… E o simples ato de a natureza apreciar.
Porém a natureza também nos ensina que até mesmo a larva em seu casulo uma hora bate suas asas e revela-se uma linda borboleta.
A vida é e sempre será essa constante metamorfose… Cabe a nós lidar com essa mutação e ficar cada vez mais fortes.
O poder do ambiente define por exemplo se o som de helicóptero te causa medo e alerta por algum criminoso estar à solta, ou alívio porque seu táxi aéreo está prestes a te levar pontualmente para uma reunião.
Nas culturas que desvalorizam a mulher, muitos homens dominantes se vêem obrigados a reencarnar no mesmo local, mas no corpo feminino.
São esses movimentos invertidos que proporcionam o aprendizado forçado de sentir aquilo que proporcionou aos outros.
Com o passar do tempo e das trocas a situação se torna cansativa e um novo movimento para mudança da cultura, focado em igualdade, surge de dentro.Por isso, não é correto e efetivo forçar a mudança de cultura pela imposição de países estrangeiros.
Bem mais que ser diferente do que existe no Brasil de hoje, o mais importante é mostrar que é sim possível tudo mudar e com o coração puro sem nada barganhar, espalhar e semear mudanças.
O melhor conselho para um amadurecimento tranqüilo ainda é a renovada capacidade de desaceleração dos sonhos.
Mundo social interferente. Se nós nos perdoamos por completo quem tem por mérito e autoridade, nos condenar. Muitos acertos advém do erro.
Pelos mares e as marés todos os dias, das injustiças sociais, da miséria e da fome, temos alguns sonhos. Sonhos estes que são sonhados acordados, gerados pelo nosso inconformismo natural diante do que de fato acontece. Quero crer que alguns destes sonhos inspiradores, aos poucos tornem se projetos para equilíbrio, da vida digna e menos violenta, para um numero cada vez mais crescente de invisíveis.
A beleza da vida é receber com carinho o novo, amar todas novas cores e as novas formas, colorir e reformar mais um pouco nossa forma acomodada de ser e nossa possível monocromática persistência.
