Muda que quando a Gente Muda
Percebi que não dava a mínima pra vida, quando sofri lesões no joelho e a medicina apontava que era possível perder os movimentos da perna. Conviver sabendo que poderia nunca mais por os pés no chão não me assustava. A minha alma estava corrompida por crises existenciais maiores.
Quando você quebra o joelho a dor é única. Quando você se queima no fogo a dor é única. Quando você quebra um braço a dor é única. Quando você se quebra emocionalmente a dor também é única. Cada dor é única a sua maneira. Não existe dores mais importantes e menos importantes. A dor é uma só, e cada pessoa se fere à sua maneira. A dor é inconsumível pra quem sente.
A distância é sólida e física, como uma pedra atirada de um abismo, corações quando se amam, ultrapassam a razão do real e surreal existencial, lembro-te, amo-te, quero-te, meio ao exausto de muitas barreiras o sujeito se pluraliza, dando existência e covalência onde nada existia. Lhe busquei de várias formas, na oposição insistente: "Te encontrei...
Quando o coração gela
E a alma se desfaz,
O espirito se apega
Àquilo que traz paz...
O corpo estremece
Em uma forma sem luz
Arrisca-se uma prece,
Um sonho que conduz...
Quando somos perfeccionistas, tendemos a desagradar muitas pessoas que não entendem a mentalidade dos perfeccionistas.
Quando for me falar da dureza do amor não me mostre as pedras no caminho nem me mostre os espinhos... mostre-me apenas as flores que brotam sufocadas pelas pedras que o amor encontrou na estrada.
Quando há apenas uma mísera gota de esperança, desenvolve no homem a perseverança necessária para prosseguir.
Tão bom quando a noite deitamos e ao dormir sonhamos com algo ou alguém que tanto pedimos para sonhar, parece ter sido real. Daí quando acordamos, mesmo vindo a certeza de que foi apenas um sonho, nos sentimos bem... E até o dia fica mais bonito!
Somos verdadeiramente felizes quando nos sentimos livres para viver apenas aquilo que nos interessa.
Um homem "ama" uma mulher quando não lhe amordaça as ideias, não anula sua identidade e não desintegra seus sonhos.
Um homem "ama" uma mulher quando a faz se sentir como tal, com todas as suas fragilidades, medos e certezas.
Um homem "ama" uma mulher quando os dois caminham e não há sombra, ambos são figuras.
É preciso ter muita personalidade...
Muito mais quando já não se é mais uma beldade,
mas não deixou-se declinar com a efemeridade,
essas coisas fugazes da vida que roubam a jovialidade da alma.
Bom quando levamos os olhos a passear e, pelo caminho, em cada canto se relembra um conto, muitos contos, mais que contos: uma história de vida!
O melhor de tudo é que não caminho sozinha, concluí que me faço boa companhia.
Solidão não é a minha opção. Por todos os cantos que eu vá sempre encontro um amigo. Se não é amigo há tempos, passa a sê-lo agora.
O mundo não se faz de fora pra dentro, mas de dentro pra fora!
O sábio deve pautar-se na razão e no bom senso, não somente para agir quando preciso, mas também para fazer desaparecer as iniquidades silenciosas.
Tornamo-nos verdadeiros mestres quando nos disponibilizamos a ser eternos aprendizes.
Jamais saberemos o suficiente.
A vida terrena é uma grande escola, uma etapa para a admissão de planos superiores.
Sábios seremos quando nos conscientizarmos de que não somos tão grandes como pensamos!
Na calada da noite é aquele momento em que podemos nos escutar, pra quando o dia amanhecer sabemos como nos comportar.
Fotógrafa por amor e profissão.
Amo a dualidade da criação fotográfica. Quando reproduz e eterniza o exato sentimento de alegria do sorriso captado entre os ínfimos segundos em que piscam minhas pálpebras, a imponência espantosa de uma grande cachoeira, a perfeição detalhista da mais minúscula obra da natureza, a força pulsando das veias do povo sertanejo, a contemplação do cotidiano, um menino correndo, uma lágrima, uma saudade, o resgate (por um triz) do que findou, a doçura de uma alma.
Testemunha do amor e da guerra, também é criação composta de mãos dadas com o sonho e a fantasia, ela é o sapatinho do bebê, a flor no cabelo, os cenários que acomodam os laços invisíveis e o beijo dos amantes, o nonsense, a cor e o tom, o monocromático, o roteiro da obra, o olhar ensaiado, o diálogo, a inspiração, a expressão.
