Muda que quando a Gente Muda
Sobre a morte: não tenho medo, tenho temor. Sabemos que todos têm sua hora, mas nunca se sabe quando é a "hora". A morte é a única certeza da vida, mas é tão incerta que nos surpreende. Morrer é uma palavra forte demais, para se usar quando alguém passa para o "outro plano", entendo que morrer é deixar de existir, e como se faz pra matar alguém dentro de nós? Como se faz pra matar o amor que fica, as lembranças, a poesia, o sorriso, o legado de alguém que amamos e que se foi? Por isso eu temo a morte, porque tenho medo de morrer para as pessoas que amo. Eu não quero "morrer", quero apenas que chegada a "minha hora" eu parta para um "plano melhor".
O cachorro, por não ter inteligência, quando quer se impor, late e morde. O homem, de quilate equivalente, grita e ataca.
Alguns preferem montar mil fórmulas para calcular quando ocorrerá o fim do nosso planeta, do que criar apenas uma, para perpetuá-lo.
Quando ouço dizer que “já existiu água” em algum astro distante, fico com a leve impressão de que o homem “já passou por lá”.
Incertezas podem até assombrá-lo, mas nada destrói a vontade de vencer, quando nos dispomos a encarar os desafios corajosamente.
Quando olho nos teus olhos
Vejo que neles
Não há mais aquele brilho sedutor
Que você tinha
Quando éramos próximos.
A confiança acabou com aquele brilho
Que era tudo entre nós
Alegria, amor, diálogo, paixão...
Quando penso no amor, não penso se estou ou não sendo igualmente retribuído. Se gênero e grau estão em equilíbrio. Apenas penso que, sem amor eu estaria perdido.
Há um sentimento exacerbado de solidão quando me vejo rodeado por pessoas. Olho assombrado para cada olhar e percebo que não faço parte deste mundo. Estou longe num mundo particular de sonhos e devaneios que me impedem de chegar onde estão. Logo, são inocentes vítimas do meu sarcástico medo de interagir. Não, não sou bonzinho, legal e gentil, sou antes um vampiro que suga as suas forças para saciar minha sede de afeto. Então se afaste de mim, não olhe nos meus olhos, não queira me entender, pois existe dentro de mim um demônio que não me deixa ver a quem ataco. Enxugo mais um lágrima que parte de meu coração em direção aos meus olhos. Amarga, dolorida e manchada da com as cores da decepção de ter um dia confiado em alguém. Palavras são armas, enganam o coração, dilaceram a alma e te jogam no mais profundo abismo. Negra, a noite vem despejar sobre meus ombros o peso de mais uma vez ter acreditado que haveria sinceridade nas palavras ternas e afetuosas de uma pessoa. Maldita solidão que me faz mendigar atenção, e acreditar que sou importante na vida de alguém. Sina amldiçoada lançada sobre a inocêcia de uma criança. E então sigo o meu caminho pela noite, sugando cada gota de afeto, magoando cada ser que ousa cruzar o meu caminho e deixando cada vez mais de acreditar nas palavras de alguém que um dia eu nem sei se eu magoei.
Nunca saberemos quando chegará nossa hora de partir, eu poderia estar escrevendo isso e que sabe não conseguise terminar..
Quando se tem a resposta de forma antecipada, chegou o momento de mudar o rumo e buscar o desconhecido.
