Motivação para uma Viagem
A vida é uma viagem curta
Enquanto há noite, dormimos
Enquanto há dor, sentimos
Enquanto há fé, oremos
Enquanto há amor, amamos
Enquanto há felicidades, sorrimos
Enquanto há tempo, vivemos.
Enquanto houver tudo isso, viaje sem olhar para trás e só descanse quando não mais existir algo para fazer, pois a vida é mais gostosa quando agimos, sentimos, oremos, vivemos, amamos.
A vida foi feita pra viver...
1. “Meus pensamentos tomam forma de viagem e vão para o além,assim é que costumo dar formas e vidas de meus sonhos”.
2. “Não costumo ver Deus, como muitos o julgam ser, apenas vivo e procuro compreende-lo em cada ser novo que passo a conhecer, de forma respeitosa e procurando tirar o máximo de lição desta nova descoberta”.
Viagem...
Vou atravessar essa estrada
Não importa a que horas chegarei
Nem mesmo onde é o destino
Importa somente o recomeço
A vitória da chegada
A alegria da conquista.
VIAGEM POÉTICA
Na simplicidade dos versos,
Ou complexidade das rimas,
Uma viagem sem igual,
Recheada de divina magia,
Que n"alma criptografa
Intensos tons e sobretons.
Mixing de música e poesia
Caminhos indescritíveis
Que aos sentidos extasia.
Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igual ou superior a sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo.
Aproveite essa viagem no trem bala que é a vida. E mesmo com a velocidade da máquina, ofuscando a paisagem , olhe pela janela, pois a qualquer momento o trem te deixará na estação eterna.
"Toda vez que abaixo a cabeça
os pensamentos me levam numa viagem até você.
um sonho daqueles que dura poucos segundos,
até novamente os olhos se abrirem
e tudo aquilo sumir num estante qualquer."
Temos que aprender a seguir nossa
viagem, mesmo que algumas coisas
fiquem pelo caminho.
Teremos que permitir o nosso recomeço
e evoluirmos com o que aprendemos
no passado,e seguir em frente.
Estamos em constante mudança e não
ficaremos desperdiçando o tempo da vida.
Se aprendemos com a dor ;então que
repassemos esse conhecimento a frente
pois de nada vale ter sabedoria e guardá-la
somente para nós..
Se aprendemos com a alegria que saibamos
nessa nova jornada demostrar a felicidade.
Temos que dar valor a cada segundo.
Espalhando gentileza ,nesse novo caminho
e que sejamos gratos à tudo que vivemos e
saibamos agradecer aqueles que nos ensinaram.
A vida é uma viagem para gente como eu e você: uma viagem da qual nós nunca sabemos para onde estamos indo. Você vê um novo destino no caminho, depois outro melhor e assim por diante, até o local que pretendia chegar inicialmente cair no esquecimento. Somos como alquimistas que começam buscando por ouro e, durante o processo, descobrem novos remédios, uma maneira lógica de ordenar as coisas e fogos de artifício: a única coisa que não descobrem é ouro!
Viver é como uma viagem
onde podemos escolher
lugares e paisagens...
Algumas vezes precisamos
mudar o itinerário
mas, é preciso retomar o caminho
apesar do tempo perdido
e da inconveniência...
Cika Parolin
Cada um de nós traz um tesouro imensurável dentro de sí. A maior viagem que podemos fazer na vida, é para dentro de nós mesmos. Não é tão difícil aprender o caminho. Basta fecharmos os olhos para a matéria, para as mágoas, ódios, invejas, nos despir dos pensamentos, e nos deixarmos invadir pelo silêncio interior, onde só a alma fala, inspirada pela paz do Espírito santo de Deus. E esse tesouro, dádiva divina, resplandecerá como ouro, iluminando o nosso caminho.
22 de Fevereiro de 2016
Vamos sair da linha e nos permitir agir mais naturalmente, pois nossa viagem é curta, e eu sei que você tem algo especial para mim. (em mente)
Viagem de um vencido
Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!
O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!
Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.
Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.
Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!
Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.
Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!
Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!
Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!
Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!
A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!
Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!
Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!
Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!
No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!
Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!
Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!
Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.
Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:
"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!
Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!
Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!
É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!
A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!
Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"
Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!
Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!
Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!
Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!
Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!
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