Motivação
O amor.
Houve uma época que eu acreditava no amor, eu sonhava com alguém vindo me buscar em uma tarde de domingo e ansiosa no portão, rezava para que chegasse logo. Era tão mágico o amor para mim, que não acredito que nada disso era real. Sonhar é a parte boa da história, acordar é o pesadelo. Ninguém entende o amor, mas o que é mesmo o amor? O início que ainda vamos conhecer, o meio que nos encanta ou fim que que nos tira a venda da realidade. Não dá para ter uma noção boa da realidade, tudo é tão exaustivo, tão incomodo, não acredito que pude me encontrar em magias e devaneios. Casar, encontrar alguém para dividir a magia do encontro e depois chorar amargamente a desilusão de não ser tão mágico quanto na imaginação. Ter 15, 20 anos ou um pouco mais, nos torna escravos de uma fantasia que acreditamos ser muito maior do que realmente é. A vida não nos ensina que cada pessoa é uma verdade e que ninguém nos completa, ao contrário, o tempo nos divide em comportamentos, ações e atitudes. Se pudesse escolher uma nova vida, escolheria eu.
A gritaria na minha cabeça, um silêncio na minha voz, todas essas notas musicais estão compondo uma melodia comprida na minha história. Não há culpa ou culpados, somente uma distorção da realidade que insiste em aparecer de repente. Quero uma oportunidade para eu poder viver uma vida mais minha, sem cobranças, silêncios, resmungos e falta de reciprocidade. Eu aprendi a resolver na minha cabeça os conflitos que eu mesmo faço e somente assim, posso ser um pouco feliz e seguir minha vida em harmonia com minhas escolhas.
Cida Vitório
“Pensamentos como: Vou reinar, Vou ganhar, Vou conquistar, são importantes para torná-lo um vencedor, mas só as atitudes irão balizar as suas ações, para transformá-lo em um gigante.”
“Com trabalho e esforço ganhamos dinheiro. Com usura e vaidade perdemos dinheiro. Com habilidade e perspicácia fazemos dinheiro. Com luxúria e megalomania destruímos dinheiro.”
“Uma mulher não precisa ser linda para conquistar. Uma mulher precisa ser elegante. Uma mulher não precisa ser escultural para conquistar. Uma mulher precisa ter classe. Uma mulher não precisa ser rica para conquistar. Uma mulher precisa ser de atitude.”
“Quando acreditávamos nas pessoas, éramos mais felizes. Vai-se longe esse tempo em que uma palavra empenhada valia mais que tudo.”
Acredita em tudo, sem desconfianças, é como caminhar no escuro, sem direção e sem um farol. Eventualmente acerta-se o caminho, mas as chances de errá-lo são bem grandes.
O trabalho pode ser uma terapia, desde que sejamos apaixonados pela nossa atividade. Caso contrário, o trabalho pode ser enfadonho e até capaz de adoecer.
“Todo aquele que tem saúde, trabalho, um teto e reclama absurdamente da vida, é um ingrato. A maioria não tem nada disso e muitas vezes nem a dignidade de uma vida razoável, nem por isso reclama tanto, ao contrário, agradece.”
Os desejos podem ser ilusórios, pois nos fazem amar aquilo que ainda não temos, acreditar que a conquista nos trará a felicidade definitiva e imaginar que, depois de alcançarmos o que tanto queremos, finalmente estaremos satisfeitos.
Entretanto, muitas vezes, mal conquistamos aquilo que desejávamos, já começamos a desejar algo novo. E, nessa busca incessante pelo que nos falta, corremos o risco de não valorizar aquilo que já faz parte da nossa vida.
Aprenda a apreciar o que você tem, a reconhecer o valor das pessoas que caminham ao seu lado e a encontrar beleza nas coisas simples que, tantas vezes, passam despercebidas.
Isso não significa abandonar seus sonhos ou deixar de buscar novas conquistas, mas compreender que a felicidade não precisa ser adiada até que você consiga tudo o que deseja.
Antes de desejar mais, aprenda a valorizar o que já tem. Talvez a leveza da vida não esteja em conquistar tudo o que queremos, mas em descobrir o quanto já temos para agradecer.
Ironicamente, Bebelle jamais fizera seu dinheiro trabalhar por ela. Talvez porque nunca tivesse compreendido que a riqueza verdadeira não está naquilo que se possui, mas naquilo que continua produzindo quando já não se está olhando. E, como acontece com todas as coisas que adiamos acreditando que o futuro nos pertencerá para sempre, o inverno chegou.
Um dia ele chegaria. Bebelle sabia disso, embora saber que alguma coisa acontecerá seja muito diferente de compreender que ela acontecerá conosco. O inverno não veio como uma tragédia. Não trouxe trombetas, carrascos ou sentenças. Veio silenciosamente, como quase tudo aquilo que realmente importa. Sem anúncio, sem piedade, sem sequer a delicadeza de bater à porta.
Chegou frio, vazio, solitário e inóspito, trazendo consigo aquele silêncio peculiar que surge quando o mundo deixa de reconhecer a importância que alguém imaginava possuir.
Ao fim de seu infame reinado, Bebelle estava quebrada. Não apenas financeiramente. Estava quebrada na própria narrativa que havia construído sobre si mesma. O dinheiro desaparecera. O poder evaporara. A juventude, que durante algum tempo parecera uma propriedade particular do seu corpo, descobrira aquilo que todo corpo acaba descobrindo: que o tempo não reconhece proprietários. E a beleza, que ela havia tratado como um patrimônio, revelou-se aquilo que talvez sempre tivesse sido: uma hipótese sustentada pelo olhar dos outros.
Restava o tempo.
E o tempo é a forma mais absoluta de pobreza para quem acreditou possuir tudo.
Porque o dinheiro pode ser acumulado, multiplicado, escondido, investido e transmitido. O tempo não. O dinheiro admite cálculo; o tempo impõe existência. O dinheiro pode voltar; o tempo apenas passa.
Talvez seja esse o maior equívoco de quem confunde poder com permanência: imaginar que aquilo que se consegue controlar durante algum tempo continuará obedecendo para sempre.
Não continua.
Toda corte acaba. Todo aplauso encontra seu último eco. Toda beleza envelhece. Toda fortuna pode desaparecer. Toda autoridade, por maior que pareça, depende de circunstâncias que um dia deixarão de existir.
Quando as luzes finalmente se apagaram, quando os aplausos cessaram e quando o último vestígio de sua pequena corte se dissolveu no anonimato, Bebelle encontrou algo mais terrível do que a pobreza: encontrou a si mesma.
E talvez tenha sido essa a verdadeira queda.
Porque sob a coroa não havia uma rainha. Havia apenas uma mulher.
Uma mulher que, durante algum tempo, acreditara que aquilo que possuía definia aquilo que era. Que confundira reconhecimento com valor, aparência com identidade, poder com permanência e riqueza com segurança.
O inverno não a transformou.
Essa talvez seja a parte mais cruel.
O inverno apenas retirou as coisas que estavam entre Bebelle e o espelho.
E, quando já não havia dinheiro para sustentar a personagem, poder para sustentar a ilusão, juventude para sustentar a aparência ou aplausos para sustentar a narrativa, restou aquilo que sempre estivera ali, esperando silenciosamente pelo fim da representação.
Bebelle não se tornou outra pessoa.
Apenas deixou de conseguir parecer outra.
E então, finalmente, quando todas as máscaras haviam perdido sua utilidade, Bebelle voltou a ser aquilo que sempre fora.
Plebe.
Ironicamente, Bebelle jamais fizera seu dinheiro trabalhar por ela. E, como todas as coisas que são adiadas indefinidamente, o inverno chegou.
Um dia ele chegaria, ela sabia. Chegaria sem anúncio, sem piedade, sem a cortesia de bater à porta. Gelado e vazio. Solitário e inóspito, trazendo consigo aquela espécie de silêncio que só existe quando o mundo já não se impressiona com quem um dia acreditou dominá-lo.
Ao fim de seu infame reinado, Bebelle estava quebrada. Não apenas financeiramente, mas também daquilo que durante tanto tempo sustentara sua pequena mitologia pessoal: já não havia dinheiro, já não havia poder, já não havia a juventude que imaginara eterna, nem a beleza que, na verdade, jamais possuíra.
Restava apenas o tempo.
E o tempo, ao contrário do dinheiro, não negocia.
Quando as luzes se apagaram, quando os aplausos cessaram e quando o último vestígio de sua corte se dissolveu, Bebelle descobriu aquilo que talvez sempre tivesse temido: não havia uma rainha sob a coroa, apenas uma mulher que durante algum tempo acreditara sê-lo.
O inverno não a transformou.
Apenas retirou dela tudo aquilo que a fazia parecer diferente.
E então, finalmente, Bebelle voltou a ser o que sempre fora.
Plebe.
Ironicamente, Bebelle não fez seu dinheiro trabalhar por ela e o inverno chegou. Um dia ele chegaria, ela sabia. Gelado e vazio. Solitário e inóspito. Bebelle estava quebrada ao fim de seu infame reinado, sem a juventude, sem a beleza que jamais teve. Bebelle voltou a ser o que sempre foi. Plebe.
"O homem comum passa uma noite com uma mulher e acredita conhecê-la integralmente. Já o poeta, basta-lhe um breve olhar nos olhos para desvendar-lhe, enfim, a alma."
Traduzo o mundo em versos.
Vivo a minha vida assim.
Não tenho tudo o que quero,
mas tô trabalhando, sim
pra ver se o sol da fama
um dia vai brilhar pra mim.
"O verdadeiro compromisso democrático não está apenas em conquistar o poder, mas em exercê-lo sem transformar divergências em divisões, reconhecendo que governar é servir a toda a nação, e não apenas aos vencedores."
A maturidade emocional é uma das conquistas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais revolucionárias da vida. Não se trata de apagar sentimentos ou fingir indiferença diante do caos, mas de aprender a conviver com eles sem se perder. É como caminhar por uma cidade barulhenta e, ainda assim, manter dentro de si um espaço de calma, onde o ruído não alcança.
Ela nasce quando entendemos que não temos controle sobre o comportamento dos outros, mas temos controle sobre nossas respostas. É nesse intervalo entre o estímulo e a reação que mora a liberdade. Quando alguém nos critica, provoca ou decepciona, podemos escolher se vamos entregar nossa paz ao impulso ou se vamos respirar fundo e responder com consciência. Essa escolha, repetida dia após dia, é o que nos fortalece.
Ser emocionalmente maduro é aceitar que a vida não se curva às nossas expectativas. É perceber que insistir em ter sempre razão, em esperar que os outros ajam como nós agiríamos, é uma prisão invisível. A maturidade nos convida a soltar esse peso, a abandonar o rancor e a transformar a raiva em aprendizado. Não significa tolerar injustiças ou se calar diante do que fere nossos valores, mas sim escolher batalhas com sabedoria, preservando aquilo que é mais precioso: a paz interior.
Na prática, maturidade emocional é pausar antes de responder, é nomear o que sentimos para não sermos reféns da emoção, é enxergar na crítica uma oportunidade de crescimento, é usar o silêncio como escudo quando a provocação não merece resposta. É agradecer pelo que temos mesmo nos dias difíceis, porque a gratidão dissolve a raiva e abre espaço para a serenidade.
No fundo, maturidade emocional é a arte de viver com leveza em meio ao peso do mundo. É a coragem de olhar para dentro e reconhecer que a verdadeira força não está em controlar os outros, mas em dominar a si mesmo. E quando aprendemos isso, descobrimos que a paz não é um acaso, mas uma escolha diária — uma escolha que nos liberta.
Tatianne Ernesto S. Passaes
“Envelhecer é destino; amadurecer, conquista. Há pessoas que atravessam meio século de existência sem jamais alcançar o limiar da consciência. Permanecem presas a jogos de vaidade, disputas mesquinhas e gestos que revelam mais capricho do que lucidez. A infantilidade, nesse estágio, já não é inocência: é recusa deliberada. Recusa em assumir o peso das próprias escolhas, em reconhecer que o tempo exige profundidade, em aceitar que a vida não se sustenta em provocações rasas. O corpo carrega cinquenta anos, mas o espírito permanece raso, buscando o deleite de aborrecer ao invés da sabedoria de compreender. É o retrato de quem envelhece sem se tornar inteiro.”
Vivemos projetando felicidade no futuro, como se a vida estivesse sempre na próxima conquista, no próximo objetivo ou na próxima oportunidade. Nessa busca constante, corremos o risco de transformar a existência em uma eterna espera, esquecendo que a vida acontece no presente.
A mente ansiosa habita aquilo que ainda não existe; a mente sábia reconhece a riqueza do que já foi construído. O ser humano frequentemente sofre não apenas pela falta de algo, mas pela incapacidade de perceber o valor do que já possui.
Gratidão não é conformismo, nem renúncia ao crescimento. Pelo contrário, é a capacidade de reconhecer significado antes de exigir mais da vida. Quem aprende a enxergar a abundância do presente deixa de ser refém da escassez imaginária do futuro.
A verdadeira prosperidade começa quando a consciência alcança aquilo que os olhos, acostumados à ausência, insistem em ignorar. Afinal, a vida não é feita apenas do que ainda queremos conquistar, mas também de tudo aquilo que já nos foi dado, construído e vivido. O futuro inspira, mas é o presente que sustenta a existência.
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