Motivação
Quem não se conhece acredita no olhar do outro.
A alma fala — mas é preciso silenciar para escutá-la.
A Onça Parda Campeira
Na fazenda, acho que o único que trabalhava era eu. A propriedade pertencia ao cunhado do meu cunhado, e fiquei com a incumbência de cuidar dos porcos. Coisa simples: dar comida, tratar os que tinham alguma ferida, passar remédio nos recém-castrados, separar os leitões maiores dos menores, ajudar as porcas a parirem e mais uma infinidade de tarefas. Nessas lidas ia a manhã inteira.
O local onde ficavam os porcos distava uns três quilômetros da sede da fazenda. Logo no segundo dia, fui presenteado com uma égua enorme, branca e muito arisca. Mas, como diz o ditado, cavalo dado não se olha os dentes. Agradeci o presente e comecei a colecionar os tombos que ela me proporcionava.
Com o passar do tempo, ficamos parceiros.
Todas as manhãs eu ia até o pasto onde ela ficava, passava uma corda em seu pescoço e procurava algum lugar mais alto para conseguir montá-la. Voltávamos então para onde ficavam os arreios. Primeiro eu a escovava enquanto ela mastigava algumas espigas de milho. Escovar o animal e alimentá-lo faz parte do relacionamento entre cavalo e cavaleiro. Depois eu a arreava, montava usando os estribos e seguíamos viagem.
Eu tinha também outro amigo de quatro patas: um cachorro chamado Dourado, meu companheiro inseparável de aventuras.
No caminho até os chiqueiros havia alguns moradores antigos da fazenda que já nos conheciam. Tinha um tamanduá-bandeira já velhinho, mas que ainda insistia em nos ameaçar. Ficava em pé e abria as garras numa pose de combate impressionante. O Dourado adorava provocá-lo.
Mais adiante vinham as emas com seus filhotes. Já estavam acostumadas com nossa passagem diária, mas nunca deixavam de defender suas crias.
Nossos dias eram cheios de aventuras. Vez ou outra o Dourado encontrava algum outro bicho e lá ia ele infernizar o coitado, principalmente se fosse um tatu, sua maior diversão. Não queria machucá-lo; só brincar. Ficava fuçando o buraco até o tatu desaparecer lá no fundo.
Certa manhã, por volta das oito horas, quando chegamos ao criadouro dos porcos, avistei um animal amarelado próximo aos chiqueiros.
Na noite anterior, durante o jantar iluminado por lampiões e embalado por muita conversa — a maior parte delas mentira — o irmão do meu cunhado comentou que tinha ouvido falar de uma onça-parda que andava pelos lados da taboca, lugar onde ficavam os porcos. Segundo ele, a danada estava de olho em algum leitão.
Pronto.
Na minha cabeça, aquele bicho amarelado só podia ser a famosa onça comedora de porcos.
Virei a égua na mesma hora e fizemos o caminho de volta em metade do tempo habitual.
Cheguei à sede esbaforido:
— A onça está lá no chiqueiro!
Contei que era amarela, enorme e do tamanho de um bezerro.
A reação foi imediata. Pegaram o jeep, colocaram os cachorros caçadores — conhecidos como americanos — na carroceria, apanharam a espingarda cartucheira e partiram para a caçada. O Dourado foi junto, afinal era testemunha ocular do ocorrido.
No dia anterior, uma porca que estava parindo havia me mordido e arrancado um bom pedaço do cano da minha bota. Por isso, naquela manhã eu estava usando chinelos. Achei até melhor, porque não precisaria me aproximar muito da fera.
Ao chegarmos à taboca, meu cunhado e os cachorros, exceto o Dourado, entraram no meio dos bambuzais.
E então começou o espetáculo.
Latidos.
Gritos.
Correria.
Um tiro.
Depois... silêncio.
Alguns instantes mais tarde veio o chamado:
— Pode vir! A onça está morta!
Considerando que eu estava de chinelos e morrendo de medo, avancei devagar, muito devagar.
Foi quando ouvi um grito:
— A onça está viva! Corre!
Ao mesmo tempo, escutei um barulho infernal de bambus quebrando, como se o animal estivesse vindo direto na minha direção.
Eu simplesmente voei.
Perdi os chinelos.
Corri como nunca tinha corrido na vida.
Cheguei em segundo lugar.
O Dourado chegou em primeiro.
Minutos depois apareceu meu cunhado, rindo tanto que mal conseguia falar. Acho que até os cachorros americanos estavam rindo.
Finalmente ele conseguiu explicar:
— Sua onça era um veadinho-campeiro!
O bicho era extremamente comum naquela região do Mato Grosso. Eu mesmo já tinha visto dezenas deles por ali. Mas naquela manhã, por algum motivo, ele havia se transformado numa onça-parda enorme, do tamanho de um bezerro.
No jantar daquela noite ninguém falou de outra coisa.
A famosa onça-parda campeira virou assunto obrigatório da mesa.
E nós rimos muito.
A única coisa que eu sei é que tudo acontece como eu acredito. Se eu deixasse de acreditar e começasse a perceber, o mundo dos fatos se revelaria. Isto é a Verdade, o que há de mais abrangente.
A premissa da realidade: o que acreditas, é, seja mentira ou verdade.
O que é a realidade? Aquilo que não podes negar.
O que é acreditar? É o que tu és, o te eu que se expande.
Assim, a realidade é uma ficção, um exercício de imaginação de alguém. Alguém que está oculto. Cabe a nós conhecê-lo. É a nossa função aqui
A genialidade: trabalho, persistência, intuição, inteligência, criatividade, adaptação, memória, coração, sorte.
Eu sou um escritor, tenho uma imaginação fértil e acredito no que digo. Isso é muito raro. Eu sou apenas o escritor talentoso que a chefia contratou para escrever esta história.
Você pode discordar das escolhas de alguém, pode não entender seus caminhos e até acreditar que ela está cometendo um erro. Ainda assim, a vida é dela. Respeitar também é aprender a ficar em silêncio quando ninguém pediu sua opinião.
Trabalhar com confiança, respeito e empatia faz diferença em qualquer profissão.
Você não precisa gostar de todo mundo ou concordar com todas as pessoas. Mas pode escolher ser educado, ajudar quando puder e tratar o próximo com respeito.
Às vezes, uma simples atitude de gentileza pode aliviar a pressão de alguém, evitar um erro ou devolver a confiança que estava faltando.
No trabalho em equipe, não precisamos ser melhores que os outros. Precisamos ser melhores juntos.
Confiança fortalece. Respeito aproxima. Empatia transforma.
@Gmajordeus
A Beleza da Conquista pelo Mérito
Existe uma satisfação indescritível na alma quando alcançamos uma vitória que exigiu de nós suor, paciência e noites de oração em silêncio. A caminhada facilitada não fortalece as pernas do espírito, mas a persistência diante das tempestades cria em nós uma dignidade que nada pode apagar. Não tenha pressa e não se encante com atalhos que prometem conquistas sem esforço. Cada gota de dedicação colocada no seu trabalho, nos seus estudos e no cuidado com o próximo está edificando o seu verdadeiro merecimento diante das leis da vida.
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