Morto Vivo
Ainda que morto por dentro estivesse, por fora me manteria vivo, era o que eu chamava de força sobrenatural. E assim enquanto próximo de você estivesse, eu sorriria, mesmo que por dentro em prantos me visse. Não era o mais certo, mas com toda certeza era o modo mais fácil e assim eu ainda sobreviveria enquanto pudesse.
A distância da vida e a morte é algo interessante, pois mesmo vivo podemos estar morto, e quando mortos, vivemos
Morto-vivo: mente num corpo que desconhece o Amor.
Cuidado! É possível que seja imprevisívelmente contagioso!
Viciado em seja lá o que for, não é vivo, é morto; buscar a libertação que procede do Altíssimo Deus é a única solução para viver!
" Mesmo meu pai estando morto no meu coração sempre continuará vivo, não importa o que ele éra jamais mudarei minha opinão foda-se as boca que fala sempre guardei as coisas boas no coração, obrigado coroa por fazer diferente não foi um exemplo pra mim mas fez eu mudar minha mente. Sei que hoje estaria feliz por ver seus filhos seguir um caminho que você deixou de seguir, te levo sempre no coração porque minha mente anda aberta pra tudo vou mudar as pessoas igual o rap vai mudar o mundo. Fé! "
Sentir-se vivo...é sentir-se amando-se,caso o contrário é sentir-se um morto vivo que vive por viver.
O VALOR É PERCEBIDO DEPOIS DA PERDA,DEFEITO HUMANO
Vivo era perseguido
Morto. Remorsados, ovacionam
Do paraiso, querem me vivo
BEM OU MAL
Não sei se sou bom ou mal...
Vivo ou morto
Se aporto ou voo
Se desejo ou renego
Se desato ou fico
Se bom, inexisto
Quando não tô presente
Na presença do bem e do mal
Será que o bem não é vil?
Ou, o mal infinitamente são?
No túmulo frio do meu peito errante,
Sou zumbi que vagueia sem rumo certo.
Não sou vivo, nem morto, apenas distante,
Entre sombras escuras e lembranças de deserto.
Meus passos arrastados ecoam na solidão,
Entre ruas de concreto e almas sem cor.
Alimento-me de memórias, na escuridão,
De um passado que se desfez como pó.
Oh, como é amargo o sabor deste viver sem vida,
Onde meus olhos não veem, apenas fitam o vazio.
Meus dias são espinhos cravados na ferida,
De um coração que já não pulsa, apenas desafio.
À luz da lua, busco o alento dos sonhos perdidos,
Mas só encontro a névoa densa da desilusão.
Neste corpo frio e dormente, escondo meus gemidos,
De um tempo que se esvaiu na maré da ilusão.
Sou zumbi de mim mesmo, espectro de um naufrágio,
Afogado nas águas turvas da desesperança.
Onde tudo que resta é o eco do meu presságio,
De um destino traçado com tinta de lembrança.
Não me chame de vivo, pois sou apenas um eco,
De quem um dia respirou, mas perdeu a razão.
Zumbi de sentimentos, de amor desfeito em tropeço,
Sou o que restou de uma vida, perdida na escuridão.
Como os versos que escrevo, na penumbra do meu ser,
Sou a sombra que dança no muro do esquecimento.
Triste zumbi de mim, naufragado no meu próprio querer,
Busco em cada passo um alívio, um alento, um alimento.
Mas só encontro desespero, desamparo, solidão,
Neste mundo onde ser zumbi é a sina que me coube.
E assim sigo, sem vida, sem morte, sem redenção,
No labirinto sem fim de uma existência que me dobrou.
Ah, Menina, se soubesses do peso desta condição,
Da alma que vagueia sem destino, sem direção.
Talvez me entenderias, entre linhas de ilusão,
Como um zumbi que lê, que escreve, que clama por perdão.
Nas madrugadas frias, nos dias de inverno , como um morto vivo, vaguei. Vaguei por caminhos solitários, ladeado de vozes, de sorrisos , de sons, de sussurros vazios, buscando em meio ao alarido, um único som. O som que meus ouvidos é ardentemente a minha alma almejava ouvir. A sua voz.
Vaguei, e em todos os lados, procurei. Cansado de vagar, procurei descanso em meio às rochas, num vale de terra seca e sem cor. Abatido, ferido, com a alma dilacerada, ali descansei .
Um breve sono se apoderou, e me entreguei ao cansaço.
Cansaço, dor, frio! Acordei e em meio ao esgotamento, ouço o som, que me vez vagar pela vida.
Sua voz.
MORTO(,) VIVO! ("Finados é o dia dos mortos. Os dias seguintes, são dos mortos-vivos." — Ediel)
Hoje, apesar do recesso no trabalho, as circunstâncias me seguraram em meus aposentos, choveu persistentemente lá fora, e aqui dentro, o telhado úmido chorava para dentro, estabelecendo o ritmo com o som das goteiras pingando na bacia. É como disse Renilmar Fernandes: "Igualmente chora meu coração nessa triste chuva de finados." Ninguém interrompeu os meus assuntos, nem bateram no portão; todavia não fluíram o bastante, estou meio sonolento, quase morto! Na manhã toda, estive escrevendo esta crônica de um parágrafo só. Então, lembrei-me sobre o feriado dos finados, eles sim estão descansando de verdade. Preciso descansar, não o descanso dos mortos; mas, talvez visitá-los, tentando ganhar tempo, agora vamos parar por aqui: "Deixe os mortos enterrar os mortos". Amanhã preocupar-me-ei com o que realmente importa: a morte. Sairei do meu cemitério, para estar totalmente focado nos assuntos sobre o estado dos defuntos. Por isso, só amanhã, irei ao cemitério deles buscar a companhia de bons amigos, procurando familiaridade com o tal "campo santo". Com certeza, vou ter mais um dia para viver, e menos um em minha existência. Meu corpo já pode sinalizar alguns desconfortos com esta vida; sobretudo, eu nunca vou me esconder da realidade, pelo contrário, já estou pronto. E quando meu dia chegar, não se esqueçam do meu epitáfio: — Não fui eu quem morreu, pois existo em tudo que restou de mim, e tu me percebes, mas, foste sim tu quem morreu para mim, não posso te perceber.
