Morreu e esta em um lugar Melhor
O mundo inventa tantas versões de si mesmo, mas basta um sorriso sincero teu para que a realidade volte a fazer sentido.
O mundo é feito de figurinos: cada indivíduo veste uma aparência, um comportamento e um discurso conforme o palco em que deseja ser aceito. Há quem se cubra de virtudes, quem exiba poder, quem finja indiferença e quem transforme a própria identidade em espetáculo. Poucos, porém, têm coragem de permanecer sem máscaras.
A sociedade frequentemente não pergunta quem você é, mas qual personagem você consegue sustentar?
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Qual é o seu limite: gastar para impressionar hoje ou construir um império que vai pagar o salário dos seus bisnetos?
Comprei tudo o que o dinheiro podia pagar, mas não consegui comprar de volta um único segundo do tempo que perdi.
Ter condições de ter acesso a um espaço físico, não quer dizer que você pertence a ele.
Inclusão é uma coisa, pertencimento é outra totalmente diferente.
Pense nisso.
ANJO DE DOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Sinopse.
Um romance sobre as marcas do passado, os reencontros da alma e os caminhos silenciosos da redenção.
Em Anjo de Dor, a existência humana é apresentada como uma grande jornada de aprendizado, onde lágrimas e esperanças se entrelaçam diante dos mistérios da vida. Através de personagens marcados por escolhas difíceis, sentimentos profundos e lembranças que atravessam o tempo, a narrativa revela que nenhuma experiência é perdida quando conduz ao crescimento interior.
Entre amores interrompidos, despedidas dolorosas e reencontros inesperados, surge a compreensão de que a renúncia pode ser uma das mais elevadas expressões do amor. A alma, em sua caminhada evolutiva, encontra nas provas e nos sacrifícios oportunidades de transformação, reparação e amadurecimento.
Inspirado na reflexão sobre a reencarnação e a continuidade da vida espiritual, o romance conduz o leitor a contemplar os vínculos que permanecem além da existência física, mostrando que antigos compromissos da alma podem ressurgir em novas experiências, convidando ao perdão, à humildade e à renovação.
Anjo de Dor é uma história sobre aqueles que carregam feridas invisíveis, mas descobrem que a dor, quando compreendida sob a luz do amor e da esperança, pode tornar-se uma ponte para a libertação e para a verdadeira paz interior.
08 de Outubro de 2024.
Manhumirim - MG
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Link do autor:
https://a.co/d/01DUdpML
Talvez seja assim mesmo que a coisa funciona. Não é uma porta que fecha de um dia pro outro, é mais um instante aqui, um minuto ali, se somando devagar, sem pedir licença…
Fiz a promessa de beber um copo d’água
toda vez que sentisse sua falta.
Agora,
me peguei
bebendo uma caixa d’água inteira,
e ainda assim
a sede não passa.
Fiquei com vergonha de ter ficado bem por um tempo. Como se esquecer, nem que por meia hora, fosse uma espécie de traição — traição à dor, que já virou quase uma companhia velha.
O luto da “Vida” — 200 dias
Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.
E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...
Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.
Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.
E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:
— Para que nasceu? Por que ainda vive?
Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.
Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.
Mas quem sou eu para falar?
Não tenho filhos assim.
A vida, porém, me deu essa oportunidade.
Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.
Para mim, era normal.
Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.
Até começarem os comentários.
Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.
Eu não entendia.
Por que desistir?
Por que aquela seria uma escolha ruim?
Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.
Era sábado.
De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.
Não quis acreditar.
Talvez fosse apenas uma lembrança.
Talvez fosse imaginação.
Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.
Na terça-feira, senti falta do outro.
Talvez eu ainda estivesse em negação.
Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.
Era algo que gritava.
Algo intenso demais para passar despercebido.
E, então, pronto.
Não podia mais negar.
Eu estava apaixonada por eles.
E, naquele instante, tudo mudou.
Eu iria cuidar.
Iria protegê-los como pudesse.
Faria o meu melhor.
Quis devolver.
Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.
Então, tive que usá-los.
Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...
200 dias tinham sido muito.
Para que tanto?
Hoje eu sei.
Não precisei de 200 dias para amá-los.
Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.
Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.
Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.
Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.
Queria ser amada,
sem saber que, um dia,
por ele seria condenada.
Buscava em seus braços a alegria,
mas, da noite para o dia,
não entendia
a sua covardia.
Achei que tinha encontrado
o meu príncipe encantado,
mas ele havia me matado.
— Mikayla
Bom dia, com muita alegria em seu coração! Que seja um dia muito abençoado. Que a paz esteja convosco.
Entre as montanhas da Serra do Espinhaço, Brejaúba repousa em um vale onde o frio e a brisa se encontram ao aconchego da névoa.
Te Dollu
Te Dollu...
Uma palavra simples,
mas com um significado que o coração jamais conseguiria traduzir por inteiro.
Passei por tempestades
que muitos sequer imaginariam existir.
Caí, chorei, recomecei,
e fiz das cicatrizes
o caminho que me trouxe até aqui.
Lutei tanto para ser quem sou,
que hoje sei:
ninguém é capaz de impedir
os passos de quem aprendeu
a caminhar sobre a própria dor.
Encontro abrigo
em um café quente,
na imensidão da praia,
no abraço do mar
e no silêncio dourado do sol
que me ensina, todos os dias,
que até o fim da tarde
pode ser belo.
Minhas filhas...
são o maior presente
que a vida depositou em minhas mãos.
Meu motivo,
meu orgulho,
meu amor sem medida.
Ensino com carinho,
porque acredito
que toda criança merece crescer
cercada de afeto.
E, no brilho de seus sorrisos,
também encontro paz.
Amo as corujas,
símbolos da sabedoria,
da calma
e da capacidade de enxergar
o que muitos não conseguem ver.
Minha paz,
meu sossego,
meu lar...
são lugares sagrados.
Ninguém os tira de mim.
E quando algo dentro da alma
sai do lugar,
não faço guerra.
Apenas me afasto.
Porque aprendi
que preservar a própria paz
também é uma forma de amar a si mesma.
Talvez seja isso
o significado de Te Dollu:
a força que resiste,
a ternura que permanece
e a paz que sempre encontra
o caminho de volta para casa.
E se um dia perguntarem
quem sou eu,
direi que sou feita
de recomeços silenciosos,
de cafés que aquecem a alma,
de mares que lavam o coração,
de crianças que me ensinaram
que o amor mora nos pequenos gestos,
e de filhas
que transformaram minha existência
no mais bonito dos propósitos.
Sou abrigo para quem amo,
mas também aprendi
a ser abrigo para mim.
Porque quem encontrou a própria paz
já não precisa provar força a ninguém.
Basta continuar caminhando.
E se, durante o caminho, eu precisar parar, que seja apenas para ouvir o barulho do mar, sentir o aroma do café, abraçar minhas filhas e lembrar que a vida sempre floresce outra vez.
No fim, talvez seja isso o verdadeiro significado de Te Dollu: um coração que resistiu às tempestades, sem deixar de acreditar na beleza das manhãs, na inocência das crianças, na sabedoria das corujas e no amor que faz da alma o lugar mais bonito para morar.
Antes do Abraço.
Engraçado, não é?
Tudo começou
com um simples aplicativo de mensagens.
Algumas palavras,
algumas risadas,
e, sem que percebêssemos,
uma amizade começou a criar raízes.
Hoje,
já não me vejo
sem você por perto,
mesmo que esse "perto"
caiba apenas na tela de um celular.
Foi o seu jeito.
Suas manias,
sua teimosia,
essa vontade bonita de viver
e a forma tão única
de enxergar o mundo
que me fizeram permanecer.
Dizem
que a distância afasta.
A nossa,
fez o contrário.
Transformou mensagens
em presença,
silêncios
em companhia,
e o tempo
na prova mais bonita
de que uma amizade verdadeira
não precisa dividir o mesmo lugar
para encontrar morada no coração.
Três anos...
e, ainda assim,
nunca dividimos
o mesmo abraço,
o mesmo caminho
ou o mesmo pôr do sol.
Mas dividimos
alegrias,
medos,
lágrimas,
conquistas,
esperas
e tantos dias,
que a distância
já não consegue medir
o tamanho do nosso laço.
Às vezes,
conto as horas
imaginando o momento
em que finalmente
vou te encontrar.
Não para descobrir
quem você é,
porque isso
eu já sei.
Mas para confirmar,
em um abraço,
tudo aquilo
que o coração
já conhece há muito tempo.
E, quando esse dia chegar,
não será o começo
da nossa amizade.
Será apenas
o encontro
de duas almas
que a vida apresentou
por uma tela,
mas que o coração
fez questão
de guardar para sempre.
Porque existem pessoas
que chegam por acaso,
outras pela tela.
Mas há aquelas,
raras,
que atravessam qualquer distância
e fazem do afeto
o lugar mais bonito
para chamar de lar.
Para: Larissa 💌
Minha Cachinhos Dourados.
Minha cachinhos dourados...
Você é tão doce quanto um pedaço de algodão-doce, daquelas doçuras que encantam sem fazer esforço.
Sua alegria contagia, sua imaginação não conhece limites e seu jeito de enxergar o mundo colore até os dias mais comuns.
Ver você brilhando nos palcos do balé ou nas apresentações da escola faz meu coração acreditar que os anjos realmente caminham entre nós.
Você é tão pequena, mas carrega uma presença imensa, capaz de iluminar qualquer lugar por onde passa.
Amo sua sinceridade, sua leveza, seu sorriso e a pureza que existe em cada gesto seu. Amo tudo aquilo que faz de você a menina tão especial que é, minha princesa.
O destino uniu vocês a nós, e nós a vocês. Desde então, construímos um laço que o tempo apenas fortaleceu: uma ligação de almas, de carinho, de anos compartilhados e de um amor que escolheu permanecer.
E se um dia o tempo tentar levar as lembranças, que ele saiba que algumas delas foram feitas para permanecer.
Porque existem pessoas que passam pela nossa vida, e existem aquelas que se tornam parte da nossa própria história.
Você é uma delas, minha cachinhos dourados.
Que seus passos continuem leves, que seus sonhos nunca deixem de dançar e que a luz que existe em você jamais se apague.
Enquanto houver amor, sempre haverá um lugar onde o seu sorriso será lembrado com a mesma doçura com que um dia iluminou o meu coração.
A Coragem de Dizer Adeus
Eu deixei você partir.
Deixei.
E não houve um único instante
em que essa escolha
não atravessasse meu peito
como uma despedida sem fim.
Doeu ver suas lágrimas,
doeu perceber seu coração se partir,
mas doeu ainda mais compreender
que permanecer
seria continuar ferindo
quem eu mais queria proteger.
Então fui embora.
Não porque deixei de amar,
mas porque precisava aprender
a caminhar sem o abrigo da sua presença,
a enfrentar meus próprios medos,
a sobreviver às minhas tempestades
e a compreender as minhas próprias loucuras.
Você foi o sonho
do qual eu nunca quis despertar.
Um daqueles encontros
que fazem a vida parecer mais leve,
mais bonita,
mais cheia de esperança.
Mas até os sonhos mais belos
acabam encontrando o amanhecer.
Eu lutei contra mim mesma.
Tentei não manchar
o amor tão puro que você me ofereceu.
Tentei preservar o brilho
que existia nos seus olhos quando me olhava.
Mas foi inevitável.
Foi inevitável decepcionar você.
Foi inevitável descobrir
que o amor, às vezes,
também precisa ir embora
para não se transformar em sofrimento.
Não sei quanto tempo
você levará para se curar de mim.
Talvez hoje exista raiva.
Talvez amanhã você deseje
que eu nunca tenha cruzado o seu caminho.
E eu entenderei.
Porque algumas feridas
precisam sangrar
antes de aprenderem a cicatrizar.
Tive que deixar você ir,
para aprender, enfim,
a viver por mim.
E espero que, quando o tempo
silenciar toda essa dor,
você consiga enxergar
que minha partida
nunca foi ausência de amor.
Foi, talvez,
a forma mais difícil de amar alguém:
abrir mão da própria felicidade
para que a outra pessoa
voltasse a encontrar a sua.
Se um dia lembrar de mim,
não guarde apenas a dor do adeus.
Lembre-se também
de que houve alguém
que amou você com toda a intensidade que podia,
mas que precisou partir
porque, às vezes,
o amor também se revela
na coragem de dizer adeus.
Se você quiser...
Se você quiser, podemos fugir para um chalé, ver o sol se despedir no mar e assistir à lua começar a brilhar.
Se você quiser, podemos fugir para qualquer lugar. Basta você aceitar.
Eu sei que é fácil falar. Eu sei que é fácil prometer. Mas, se você aceitar, nem que seja por um único dia, eu faço você esquecer os problemas que insistem em morar perto de você.
Nem que seja por apenas uma noite, vamos fugir para bem longe de tudo o que pesa. Deixar o tempo correr sem pressa, ouvir o silêncio, sentir a brisa e lembrar que a vida também sabe ser leve.
Porque, às vezes, tudo o que a gente precisa não é de um lugar diferente, mas de um instante onde o coração consiga descansar.
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