Morreu e esta em um lugar Melhor

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Para saber se o que vivemos no mundo virtual é real, só há um jeito: o encontro pessoal. É no convívio que tudo fica claro. Um olhar confirma, um sorriso traz certeza, um carinho é verdadeiro. Ouvir ao vivo as palavras que antes só eram lidas, sentir o abraço e o tom da voz... É isso que transforma a ideia em algo concreto. A vida real dá o sentido verdadeiro para o que conhecemos pela tela.

Tem dias que tudo pesa. A mente não para, e a solidão aperta no meio da confusão. Todos querem um pedaço de você, mas ninguém parece enxergar a sua luta.


Para. Respira fundo. Você não é essa pressão toda. Você é mais forte. Cada pequena coisa que você faz é um passo importante para a sua vida. A paz que você precisa já está dentro de você.


E se alguém sumir? Se o silêncio machucar? A verdade é essa: sua força não pode depender de quem não está. A sua luz é sua...

Um beijo bom é certeiro, mesmo que escolha ser devagar. É generoso, úmido, uma entrega sem medo. É sem pressa, que ignora o tempo e se perde no escuro, já que os olhos estão fechados. É aquele que você não consegue parar. É o que prende a sua mente, sem deixá-la voar para outro lugar. E, no fim, é o beijo na pessoa que você ama de verdade.

Beijo ruim existe: sem sentimento, muito polido, cheio de cuidado, rápido, seco. Mas uma coisa é certa: são sempre duas pessoas que o deixam frio ou quente. Todo mundo pode beijar bem — é só encontrar a boca certa.

O tempo passou e muita coisa mudou. O coração muda, a mente muda. Um dia, tentei voltar ao passado, mas ele não me quis.
Do presente, recebi um convite novo. Aceitei. No meio dessa vida diferente, vi um sorriso novo — meu próprio sorriso, que eu não via há muito tempo. O tempo passou, mas agora ele me levou para um lugar melhor, mais calmo.
No futuro, um convite pra viver, pra começar outra vez. Aprendi que seguir em frente é o melhor caminho.
O tempo muda muita coisa...

Me colocaram nesse papel: o de quem sempre quer um pouco mais. É difícil e vergonhoso carregar esse personagem, que aparece machucado e frágil. Ele se torna meio bobo, teimoso, até chato às vezes. Eu nunca tive que incomodar ninguém antes, mas agora me vejo agindo sem pensar, e isso me cansa muito. Cansado de ser assim. Mas talvez essa necessidade de ir além seja apenas um traço humano, algo que todos sentimos. Coisa de gente comum. Gente que, ao tomar uma atitude, acaba se mostrando por inteiro, com todas as suas falhas e inseguranças... e mesmo assim segue em frente.

Eu sou impulsivo. Quando uma ideia ou um sentimento surge, eu quase sempre ajo na hora. Às vezes isso é um bom palpite, e acerto. Outras vezes me engano, e vejo que não foi intuição, mas sim uma atitude infantil.
A dúvida que me persegue é: devo seguir meus impulsos ou tentar controlá-los? Devo aceitar meus acertos e erros, como parte de um jogo, ou tentar amadurecer?
Confesso que tenho medo dessa maturidade. Tenho medo de perder a alegria simples e pura de quem age por impulso, ...
Penso sobre isso. Mas sei que alguns minutos... mais um impulso. Talvez eu não seja maduro ainda. Ou talvez nunca seja.

Uma mulher de amor tão grande que parece ter um pouco de D'us. Mesmo jovem, seu cuidado constante lhe dá a sabedoria calma dos mais velhos.




Na velhice, ela guarda a força da juventude. Se não estudou muito, entende a vida por um sentimento profundo; se é instruída, age com simplicidade de criança. Sendo pobre, sua riqueza é a alegria da família. Sendo rica, daria tudo para não sofrer ingratidão.




É forte, mas treme com o choro de um bebê. É frágil, mas pode lutar como um leão.




Em vida, muitas vezes não a valorizamos, pois perto dela a dor some. Quando parte, daríamos tudo para tê-la de volta, mesmo que por um instante.

"É verdade que muitos homens são oportunistas, mas saiba que o verdadeiro homem é um batalhador; a diferença está em que o primeiro aproveita as chances que aparecem, enquanto o segundo corre atrás da chance de ganhar o amor de uma mulher... Por mais que você goste de alguém, não deixe que as coisas aconteçam rápido ou de forma fácil, porque isso geralmente só leva à decepção; a verdade é que quanto mais difícil é a conquista, maior é o valor que se dá; não tenha medo de tornar as coisas um pouco mais desafiadoras. O homem que realmente gosta de você não vai desistir, pois não há nada mais recompensador do que conquistar o coração da mulher amada."

A mulher é toda carinho, finge fragilidade no meio da briga e da agitação. Elas não gostam de um ciumento que não amam, mas ficam bravas se o homem que amam não tiver ciúmes. É um sorriso quando tudo parece ruim. Ela é o amanhecer na grama verde e o anoitecer debaixo das estrelas. Ela é um cobertor quente. É vento forte, é furacão, quando ama então...
As paixões fazem a gente ficar maluco, fazem a gente dizer coisas das quais depois a gente se arrepende!

Em uma mesa de bar, um católico devoto debatia política com um amigo evangélico, enquanto uma senhora espírita ouvia atenta, ao lado de um praticante de religiões africanas, que exaltava a força de seus ancestrais. Um jovem budista tentava acalmar os ânimos. A discussão acirrou quando um empresário de direita defendeu reformas econômicas, sendo contestado por uma professora universitária de esquerda, que pedia mais investimentos sociais. No fim, todos concordaram: religião e política dividem opiniões, mas futebol e cerveja unem a torcida — principalmente na hora da saideira ou depois do apito final...
da vida!

Que esse seu sorriso tão bonito apareça muitas vezes pela vida. Que cada um deles deixe você maior por dentro, dando lugar para novos sentimentos e para que você se mostre mais para as coisas boas. Que cada um deles ajude a curar qualquer machucado que ainda exista, acalmando as lembranças tristes e trazendo paz ao coração. Que cada um deles traga uma luz que, mesmo que ninguém veja, tenha a força de deixar a vida mais leve, amolecendo os momentos difíceis e clareando os dias nublados. Que esse sorriso seja seu aconchego e também o seu jeito verdadeiro de cuidar do mundo.

Observe as coisas de um jeito novo: pense no que elas podem se tornar.
Uma grande causa do desânimo é achar, sem razão, que o futuro vai ser igual ao passado.
É mesmo difícil seguir em frente quando uma experiência anterior trouxe tanta decepção.
Mas a verdade é que a vida não precisa andar sempre em linha reta.
A qualquer momento, podemos mudar de direção.

"⁠Pra todo Alexandre de Moraes, existe sempre um Elon Musk."

Edson Ricardo Paiva.

Se Eu Soubesse Que a Vida

Se eu soubesse que a vida
Era um barco à deriva
Mas que nem sempre ela o era
Não ficava lá, parado na esquina que não se dobra
Nem perdia meu tempo a olhar horizonte

Não se deixe iludir pelo tempo, ele não é nosso amigo
Teria dormido menos, teria sonhado mais

Se soubesse que há fases na vida
Cujos sonhos quase sempre são verdade
E há verdades que são só palavras que vão no vento
Elas teriam sido o que são:
Só verdades de momento
Momentos importantes, de mudarem vidas.

Saía da esfera da dúvida
Fecharia as portas do meu coração
Para assim eu nunca sentir saudade

Pois saudade é uma semente
Que precisa antes madurar
Pra depois ser percebida

Eu não sei se é uma falha da vida
Que a espalha aos montes pelos caminhos
A teria sentido menos
E teria sido apenas
Se valesse a pena de ser sentida

Teria direcionado as velas do barco
E mirava um ponto no horizonte
Lhe teria dado outro rumo

Ah, se eu soubesse
Que de vez em quando há sonhos mais reais que a vida
E que há sonhos, de tão parecidos o são
Eles dão sentido às vidas, tão sincronizadas
Que nem as batidas das penas
Nas asas coloridas de um pequeno beija-flor
Me fartava todo dia, de tanta alegria

Se eu soubesse que todo tempo do mundo
Não era tanto tempo assim
Enfim, creio que nem tempo havia.

Edson Ricardo Paiva

Ah, coração
Quisera fosses apenas
Um pedaço assim
De pedra, giz ou carvão
Este, que bate em mim
Nada sente
O da alma é diferente
Esse me diz, todo dia
Meu poeta, eu não queria
Viver outra coisa além
Dessa singela poesia que fazemos
Nela, a vida pode não ser bela
Seguramente não é
Mas a gente bota o pé
Quase que seguro de onde pisa
E não precisa mais ninguém
Além de tu e de mim
Pois o mundo não é assim
Que nem a gente
Felizes, interagindo
Buscando um desfecho
Que não se arvore a ser perfeito
Também não precisa ser lindo
Desde que tenha alguma graça
E que faça algum sentido
Pra tu e pra mim
Pois o mundo não pensa assim
O avião que passa lá no céu, só voa
O trovão da tempestade é barulhento
A chuva molha e a vida é boa
Contigo aqui comigo, coração
A chuva é maravilhosa
O trovão da tempestade, ecoa
A vida, flutuante, pega carona
Numa corrente de vento
O avião que voa, sobrevoa um mar de rosas
Mas não vimos nada disso
Porque estivemos desatentos
Tentando enxergar poesia
Onde a luz do dia iluminava
Uma parede de concreto
Uma cidade reta
A flora de ervas daninhas que aflora
Pra glória de quem deseja
Que tu e eu também vejamos
O quanto este mundo seria bom
Se todos os corações apenas
Se comportassem
Como pequenos pedaços
De pedra, giz ou carvão.


Edson Ricardo Paiva

"Intervalo de vida é um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear."

A compensação emocional compõe uma província ilusória em nossa geografia íntima, um território cujas fronteiras desenhamos usando a argila pesada do pertencimento. Muitas vezes, erguemos essa topografia movidos pela urgência da aceitação ou por um senso mecânico de crescimento, preenchendo o papel com rotas que são, na verdade, decalques exatos dos sonhos alheios.


Contudo, reconhecer a existência desse continente de expectativas herdadas — e tateá-lo com a lucidez de uma vulnerabilidade consciente — é um ato de profunda integridade íntima. É essa clareza nua que nos devolve a pena e o compasso, concedendo-nos a permissão vital para adentrar o espaço virgem do nosso próprio mapa, onde as coordenadas finalmente obedecem ao silêncio e à nossa verdadeira razão de existir.

Queria viver um sorriso tão lindo quanto aquele que inventei nas memórias da minha mãe.


Um sorriso que talvez nem tenha acontecido exatamente assim, mas que minha alma precisou criar para continuar acreditando na ternura.


Queria sentir algo tão glorioso quanto o abraço que imaginei ganhar do meu pai no dia da minha formatura. Um abraço inteiro, sem pressa, sem dívida, sem ausência. Um daqueles abraços que dizem, sem dizer: “eu vi você chegar até aqui”.


Queria um colo com gosto de lar.


Um lar com aroma de lavanda, janelas abertas para a paz, silêncio criativo repousando no canto da sala e uma playlist que parece não ter fim, como se o tempo tivesse decidido parar só para me deixar respirar.


Talvez eu não queira luxo.


Talvez eu só queira presença.


Um lugar onde a alma não precise se explicar tanto. Onde o coração possa tirar os sapatos, pousar suas guerras no chão e existir sem pedir licença.


Talvez eu só queira, por um instante, viver dentro da beleza que um dia precisei imaginar para sobreviver.

O primeiro som que sucede o silêncio não deve ser um estrondo, mas uma pulsação. A verdadeira paz não exige a imobilidade de quem respira; ela apenas pede que o movimento não seja uma fuga, mas um ancorar contínuo. Ao atravessar as cortinas recém-abertas, o cenário que se revela não nos apressa. Ele exige presença. É na cadência minuciosa dos passos, no atrito suave da sola contra o cascalho da própria jornada, que a identidade deixa de ser uma ideia no espelho e passa a ser o chão que pisamos. O silêncio nos ensinou a olhar para o centro; agora, o ritmo nos ensinará a caminhar a partir dele.

Um dia comum pode parecer vazio externamente, mas carregar uma guerra inteira por dentro.