Morreu e esta em um lugar Melhor
"A força que move montanhas é a mesma que move um coração cansado quando ele decide tentar outra vez."
Capítulo Quarto — Onde a Sombra Também Reza
Existe um tipo de noite que não aparece nas previsões do tempo. Uma noite que não vem do céu, mas da gente mesmo. Ela se aproxima devagar, como quem conhece o caminho da casa: primeiro um cansaço estranho, depois aquele aperto no meio do peito, e por fim a sensação de que o mundo ficou grande demais e o corpo pequeno demais pra carregar tudo.
Nessa noite, mora um personagem silencioso: o ser humano que luta com a própria mente. Às vezes é a ansiedade que dá ordens, às vezes é o pânico que chama pelo nome, e em outras a depressão se senta ao lado como um velho conhecido que nunca foi convidado. Ele olha o espelho e pergunta: “Por que eu sou assim?”
Mas a pergunta verdadeira deveria ser: “Por que eu acho que a culpa é minha?”
A culpa não é. Nunca foi.
Quando a alma dói, não é sinal de fraqueza — é sinal de que ela está viva demais, sentindo demais, absorvendo demais. É como um tecido delicado que se rasga fácil porque foi feito para perceber o mundo com profundidade.
Esse personagem, cansado e solitário, caminha por dentro do próprio labirinto. A mente vira um corredor estreito, cheio de ecos, e cada eco diz uma coisa diferente. Em certos dias, a luz da fé parece um fósforo; em outros, parece um farol. Mas ela sempre aparece — mesmo quando a pessoa acha que não merece.
Há um detalhe sagrado nesse capítulo: Deus não se preocupa com a roupa que usamos na vitória, mas com as cicatrizes que carregamos do combate.
Jesus, esse andarilho de almas cansadas, conhecia bem o peso das madrugadas que ninguém vê. Ele caminhava ao lado dos quebrados, dos tristes, dos esquecidos. E sempre repetia, de um jeito ou de outro:
“Você não é o que te feriu. Você é o que está tentando se levantar.”
É aí que entra a filosofia mística — aquela que olha para o invisível e entende que o sofrimento não é punição, mas passagem. O fogo que queima hoje pode virar clarão pra iluminar o caminho de outra pessoa amanhã.
Dor compartilhada vira mapa.
Dor transformada vira guia.
O personagem desse capítulo, mesmo tremendo, mesmo cansado, mesmo chorando com o rosto escondido na camisa, continua. Ele continua porque existe uma espécie de chamado. Não é voz de anjo, não é ordem divina, não é promessa de céu.
É só a vida sussurrando:
“Você ainda tem algo pra entregar.”
E ele tem.
Mesmo ferido, ele se torna farol para outros que estão na escuridão. Não porque é mais forte, mas porque conhece o caminho. Quem já visitou os próprios abismos sabe orientar quem está à beira deles.
No fim desse capítulo, a lição é simples e profunda:
a dor não diminui ninguém.
A tristeza não define ninguém.
A luta interna não anula a luz que carrega.
O perdão — inclusive o próprio — é um tipo de renascimento.
E cada crise superada é uma página virada dentro do livro sagrado que chamamos vida.
——————
A verdadeira riqueza trilionária reside na humildade de um coração honesto que ama o próximo, pois quem maltrata o outro está errado, independentemente de quanto dinheiro possua
O verdadeiro império
O maior tesouro que alguém pode acumular é um coração humilde e honesto que trata todos com respeito e amor, pois quem despreza o próximo perdeu tudo, ainda que possua trilhões.
Se a vida fosse
resultado de um desenho
Eu pensaria hoje
Que meu lápis estava assombrado
Mas como tudo termina
Num lugar aonde
Meus pés me levaram
Só posso concluir
Que eu não soube mesmo
caminhar
Mesmo assim
Não sei dizer
Se a caminhada foi perdida
Só sei dizer
Tenha sido com as mãos
Ou com os pés
Esta foi minha vida
Pés calejados
Mãos doloridas
Desenhos e caminhadas
Cujos resultados
Somente Deus conhece
Pensamos ver e saber
A vida é uma jornada
Vivida de olhos vendados.
Enquanto todo mundo quer mais
Meu coração deseja um pouco menos
Menos astúcia, menos desconfiança
e um pouco menos angústia
Meu coração de criança
deseja que não houvesse
este excesso de falsas promessas
Proferidas por tantas mãos
unidas em prece
Eu queria que no mundo houvesse
Menos dor, menos rancor e falsidade
Procedente deste excedente de má vontade
Queria viver, enquanto há vida
Uma vida que fosse, ao menos levemente
uma vida de verdade
Enquanto meu coração pede menos
Os meus olhos pedem mais
Mais abelhas entre as flores
Mais aviões no Céu
todos feitos de papel
Mais sapos a cantar na noite
Mais estrelas visíveis
No clarão da madrugada
Mais sonhos possíveis
Mais frutas nos pomares
Promessas verdadeiras
Agradecidas nos altares
Sorrisos costumeiros
e cumprimentos matinais
e poemas madrigais
e que houvesse lugar pra todos
O último e o antepenúltimo
O primeiro e o segundo
Meus olhos desejam ver
Um pouco mais de amor neste mundo.
Depois de vários anos
o universo finalmente nos colocou
diante um do outro.
Nós estávamos no alto da cidade,
onde os prédios pareciam pequenos
e o horizonte parecia não ter fim,
mas naquela tarde
eu não queria contemplar a cidade,
eu só queria contemplar você.
O verde de teus olhos enchia meu coração de poesia,
então eu te abracei
e cantei baixinho ao teu ouvido
que eu não conseguia deixar de me apaixonar por você.
Quando a música terminou,
meus lábios encontraram os teus
e São Paulo inteira desapareceu.
Depois disso nós fizemos amor
com a ternura de quem se conhece há muitos anos
e com a paixão de quem se encontra pela primeira vez.
E se eu pudesse escolher de minha vida um único momento
para levar comigo eternamente,
eu levaria nosso momento naquele terraço,
eu levaria o instante daquele beijo,
naquela tarde em que finalmente você foi minha,
e em que finalmente eu tornei-me teu.
Dizem que existe um fio vermelho
amarrado ao dedo de cada pessoa,
invisível aos olhos,
mas impossível de romper.
Ele atravessa distâncias,
cruza caminhos,
se perde entre despedidas
e, ainda assim,
sempre encontra o seu destino.
Talvez o meu esteja preso ao seu.
Talvez todas as pessoas que encontrei
tenham sido apenas nós pelo caminho,
e você,
o outro lado do fio
que eu ainda não sabia procurar.
Não sei se é destino,
coincidência ou apenas desejo.
Mas quando falo com você,
mesmo de longe,
sinto algo puxar dentro de mim.
E, pela primeira vez,
não quero cortar o fio.
Quero apenas descobrir
onde ele termina.
Há um garoto que me fascina,
talvez pelos olhos que não sei decifrar,
talvez pelas palavras gentis
que ainda tenho medo de acreditar.
Sempre o achei bonito,
distante demais para mim.
Até que seus lábios tocaram os meus
e o impossível chegou ao fim.
No começo, temi ser uma mentira,
uma brincadeira disfarçada.
Mas encontrei ternura em seus olhos
e uma timidez inesperada.
Desde então, carrego uma dúvida:
se aquele beijo foi só um instante,
ou se, em algum canto de nós,
nasceu algo pequeno e hesitante.
Outra vez é noite alta
é madrugada
Eu acordo do nada
ou de um sonho ruim
Eu procuro
com os olhos no escuro
O meu velho fantasma
que em criança me fazia medo
Num tempo em que sonho
era sempre algo bom
e que eu tinha tanta vontade
de sair pra rua e viver a tudo que eu vivi
Eu queria tanto acordar
quando já fosse dia
Perguntar pra minha velha assombração
aquele medo bobo, que me protegia
De criança que chora por alguma falta
Não sentia essa falta de ar, que eu sinto agora
Qual era a tua sensação
Por que foi que sumiu
Que segredo guardava sobre mim
e de onde vinha o cheiro de hortelã
Combinado à brancura das vestes
Só restaram perguntas
A fazer pra quem me guardava
e nunca mais voltou
Num tempo em que eu me deitava
E, sem medo nenhum dessa vida
Eu dormia até a próxima manhã.
Edson Ricardo Paiva.
Brasil, um país tão gostoso de morar,
mas ruim para ter celular,
a cada ligação recebida,
sei lá quem liga,
o dia inteiro,
me causa até medo,
mas apenas eles vivem a ligar...
Não quero mais meu celular!
Ela tem rosto de menina, mas um encanto que não cabe na idade. O sorriso chega primeiro, depois o olhar faz o resto: bagunça a calma de quem encontra o dela. É daquelas belezas leves, que não precisam chamar atenção — porque naturalmente iluminam tudo ao redor.
Mais Que um Acaso
Não conheço o seu abraço,
mas conheço o conforto
que existe quando você fala.
Não conheço seus passos,
mas já reconheço o jeito como você chega.
Não sei ainda
todas as suas histórias,
seus medos,
suas manias,
as coisas que o tempo
ainda vai me revelar.
Isso também já me fez perguntar:
Como pode nascer tanto Amor
em tão pouco tempo?
Como pode alguém
que ainda não esteve diante de mim
conseguir estar tão presente
em pensamentos que antes eram só meus?
Não sei explicar.
Só sei que,
entre uma conversa e outra,
alguma coisa foi acontecendo.
Sem promessa,
sem planejamento,
sem que nenhum de nós
precisasse procurar.
E agora existe você
em um lugar que eu não esperava
que alguém pudesse ocupar em tão pouco tempo.
Algumas coisas, de fato, eu não sei:
Mas não quero diminuir o que sinto
só porque ainda não tivemos tempo suficiente para entender.
Porque, se isso for loucura, como você disse,
que seja uma daquelas loucuras
que a vida nos concede uma única vez.
E não preciso conhecer ainda o seu abraço
para saber que quero um dia estar dentro dele.
Nem conhecer todos os seus caminhos
para desejar caminhar ao seu lado.
Porque, mesmo sem nunca ter tocado você,
alguma coisa em mim já tocou alguma coisa em você.
E isso, meu amor,
é bonito demais para chamarmos apenas de acaso.
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
