Morrer sem ter Vivido
Cada pessoa que nos conhece, somos uma pessoa, quando morremos não morrer uma singularidade, morrer uma pluralidade...
Para compreender a mentalidade(cosmovisão) de qualquer pessoa, família, comunidade ou tradição, é preciso conhecer, mais que as condições externas que moldaram o cenário da sua existência, os atos e decisões livres que a distinguiram de todas as outras e fixaram o perfil da sua identidade, o padrão das suas reações mais típicas e duradouras,existe um grande pano de fundo, por trás de tudo isso.
Ela nascera para o essencial, para viver ou morrer. E o intermediário era-lhe o sofrimento.
Me acabo em medo de morrer e não degustar da verdadeira liberdade. E engana-se quem acredita ser livre. São raros os que conseguem realmente desfrutar da pura e verdadeira liberdade. A maioria de nós estão presos a lugares, pessoas, empregos, sentimentos, disputas, dividas e contas bancárias que quer queira ou não nos rouba o direito de viver os nossos dias, que aliás, é o bem mais precioso que temos: o tempo.
Falam-se tanto em Cristo,
mas esses mesmos estão no padrão,
de nascer, crescer, adoecer e morrer,
esquecendo que DEUS é Vida e
que sua glória está na Ressurreição
dos Mortos!
Dizem que, quando você está prestes a morrer, sua vida passa diante dos seus olhos como um filme. Ou um livro. Diante dos meus olhos, sempre estiveram os seus.
Caminhamos celeremente para a civilização do lazer. Uma parte da humanidade vai morrer de fome e outra parte vai morrer de depressão. Os sócios das indústrias de automação serão gratificados para dividir os seus ganhos e estipular o consumo e o lazer e assim procrastinar um pouco, tanto o sofrer quanto o morrer. Quem sobreviver verá!
A Vida no todo está muito atrelada à morte. Alguém ou algo precisa morrer para que outros possam viver. Já dizia Antoine Lavoisier: na natureza nada se perde, tudo se transforma. Somos em potência um instrumento de transformação, agora e sempre.
Eu não penso em morrer, porque para morrer não precisa pensar. Agora, para viver eu penso, porque para bem viver é preciso melhor pensar.
Morrer hoje, amanhã ou depois não causa grandes prejuízos para a humanidade, a menos que ela fosse dotada de clarividência, para poder avaliar que tipo de benefício ou malefício a morte causou…
Tenho duas certezas absolutas:
1) Estou vivo agora. 2) Vou morrer daqui a pouco. Mas, o absoluto do morrer pode deixar de ser, se o Cristo nas nuvens em glória aparecer, fazendo a fé vencer no - até o fim permanecer.
Cristo vive de fato. Se desejarmos segui-lo, devemos morrer em potência, negando a nós mesmos, para podermos experimentar uma gloriosa ressurreição Nele. Resultado: Nova Vida.
