Morrer
Se eu morrer na primavera,
Não chore, antes bendiz
A morte, esta quimera,
Foi do jeito que Deus quis!
O céu tem flores belas
Em caminhos por onde irei
Nas estrelas se pode vê-las
E é nelas que viverei.
Num jardim de rosas e heras
- Meu anjo assim o diz
Onde é eterna a primavera,
Serei de novo feliz!
(Lori Damm, 26/08/2020)
EU SERIA MAIS FELIZ
"Se tu não existisse"
"Se não houvesse você"
Se nada do que és
Me fizesse padecer
Arre!
Tua presença é martírio
Tua existência é doer!
Saber-te me dói inteira
Melhor te é morrer
Então morra
Eu quero mais é viver!
(Lori Damm "Quintaneando"
Começamos a morrer quando já poucos sentem a nossa falta, porque os que nos amavam já partiram, levando com eles um pedaço de nós.
Começamos a morrer quando nos olhamos no espelho e já não nos reconhecemos mais, mas sobretudo quando deixamos de nos sentir amados, quando se riem dos nossos sonhos mais básicos, inclusive banais, e tudo à nossa volta se torna imenso, vazio, denso e insignificante.
Eu lutei, eu tentei mesmo sabendo que a guerra estava perdida, não poderia permitir que matassem você dentro de mim, mas você se matou.
Morrer não é problema para a terra; mas, viver sem Cristo nos Céus é um problema para o resto da eternidade.
Vou morrer a qualquer momento: pouco me importa, uma vez que a minha vida está cumprindo os propósitos de Deus.
A gente morre quando deixa de sonhar,
quando o coração perde a vontade de acreditar.
Morremos para a vida, para a esperança de ser quem sentimos que nascemos para ser.
Não espere a pessoa que você ama morrer para dá um buquê de flores, dê total atenção em quanto é tempo.
Viver a rotina do dia-a-dia
é confirmar a singularidade do ser,
o qual difere dos demais na natureza,
não pela sua racionalidade, mas pela
sua capacidade de criar as suas ilusões, as quais são responsáveis
pelas frustações que o conduz
a concepção de que a vida é apenas um ciclo do processo nascer e morrer.
Não perca tempo querendo entender o que vem depois,
pois o que chamamos de vida,
pode ser apenas um processo
que não não há para lém dele,
apenas um nascer e morrer posterior.
Ardem as Entranhas
Algo ou alguém morre em mim...
Talvez eu mesmo...
Sinto o gelo da morte de algo que pensei ter vivido...
Sensação de que tudo que fiz, foi em vão...
Nada pior que sentir a dor do arrependimento...
Nunca a havia sentido...
Dói...
Queima...
Ardem as entranhas...
Tolo, eu fui...
Somos todos iguais...
Previsíveis...
Tudo se repete...
Pessoas...
Tudo...
E ainda me surpreendo...
Algo ou alguém, morre em mim...
Morre na carne...
Morre no espírito...
Morre a esperança
De que tudo poderia ter sido diferente...
O pequeno rio não tem medo de entrar no mar por que ele sabe muito alem de sua vontade terrena, que o mar é uma parte do grande oceano que desde sempre surgiu e continuará a se preservar vivo pela entrada de todos os rios do mundo.
Nunca celebro a morte matada reconforto me mesmo a contra gosto perante toda morte naturalmente morrida.
No dia em que você se for, será um dia como outro qualquer. A padaria da esquina vai vender pães; o atendente da farmácia vai vender remédios; o feirante vai montar sua velha barraca e atender seus clientes...
Alguém vai nascer; outro vai chorar; e alguém estará sorrindo.
O doente precisará de cuidados; e alguém estará se alegrando pela notícia da cura...
A vida vai continuar no dia em que a gente se for. Sabe porque? Porque no fundo, a morte faz parte da nossa vida.
A questão é o que estamos fazendo aqui, enquanto a morte não chega.
Para onde estamos caminhando, afinal?
E que lugar Deus ocupa em nossas vidas, em meio a tudo isso?
(Fabi Braga, 15/11/2024)
Às vezes é preciso morrer para renascer. Às vezes é preciso que o mundo desabe sobre nós para que começemos uma nova etapa sem medos e sem receios. Às vezes é preciso perder para ganhar. Às vezes é preciso morrer e nascer diariamente para evoluirmos. Portanto, que a morte venha logo e leve o que restou, para que a vida tome o seu lugar e brote novamente as sementes de um novo ciclo.
