Morre Lentamente Marta Medeiros
ESPERANÇA & TORMENTO
Já ouviu aquele ditado popular de que a esperança é a última que morre? É com a ideia de esperança que o Mestre dos sonhos derrota Lúcifer em uma cena épica no episódio 4 de Sandman, depois de quase sucumbir.
A esperança, conhecida como a Deusa Élpis na mitologia grega, remonta suas origens ao famoso mito da caixa de pandora. Zeus, irritado com Prometeus (o deus que vê o futuro) por ter dado o fogo divino do Olimpo aos homens, manda como parte da vingança, Pandora, a deusa de todos os dons, para casar-se com o irmão de Prometeus, o Epimeteus (o deus que vê o passado).
Pandora leva consigo uma caixa da qual não sabe de seu conteúdo interno. Curiosa, ela abre a caixa e libera na terra todos os males da humanidade: pragas, guerras, doenças, ódio, vingança… Junto com os males veio a esperança, mas Pandora, com medo, fecha a caixa antes que a esperança se liberte, deixando aos humanos apenas a expectativa de que um dia ela se liberte e leve consigo o mal.
É baseado nesse mito que surgiu o tal ditado popular. Na vida real, temos esperança em várias coisas: Na religião, com uma promessa de paraíso, na política, com a esperança de que em 4 anos um país seja mudado, na justiça, com a esperança de que exerçamos todos os direitos que nos cabem.
Assim como no mito de Pandora, a esperança é o impulsionador da vida. Graças a ela, podemos viver diante do tormento, na esperança de que as coisas um dia darão certo no final. Em um país com tanta discrepância social e injustiça, a esperança é a última que morre.
Mas com esperança vem a ação. Segundo o mito, Prometeu viu no futuro o potencial da humanidade e resolveu dar a ela o fogo divino, como ferramenta de ação para exercer esse potencial. Uma fagulha desse potencial ficou contida na esperança, mesmo após a vingança de Zeus.
Estamos deixando o tormento nos consumir ou estamos nos utilizando da esperança como ferramenta para agir? Em uma dualidade antagônica, um lado só pode superar o outro exercendo ação de força maior sobre ele. Para libertarmos o potencial da esperança, temos que ter o arquétipo de Prometeu manifestado: o de ver e agir.
Olha bem pro seu nariz
Deixa a vida alheia
Quem conspira morre pela boca
Não vai se confundir com o canto da sereia
“A MORTE DA FELICIDADE”
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A felicidade morre
Tem casais que a matam
A felicidade sofre
Tem casais que a maltratam
A felicidade passa fome
Tem pessoas que não a ajudam
A felicidade fica nua
As maldosas continuam
Não a ajudam, até alguns simulam
Meu Deus!
Ao casarem gastam muito
Querem felicidades, mas estão distante
Preferem equidades e discotem constante
Nestas cidades, cometem Felicídios
Preferem comícios
Niguém se importa
Niguém se comporta
A felicidade é pra considerar
Esse, não é assunto para alterar
Haja corajosos isso é amistoso
Com a felicidade, seríamos bondosos
e apetitosos.
Entre gritos e suspiros,
O ceifeiro não se cala.
Casa-grande traz o vírus,
Mas quem mais morre é senzala.
Um vaqueiro nordestino, morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão seu cantar
Meu irmão
Sacudido numa cova
Desprezado do senhor
Só lembrado com o cachorro
Que ainda chora sua dor
Uma das coisas mais difíceis de aceitar quando alguém que você ama morre é que a vida continua. É como um rio que nunca para.
A ganância é uma faca de dois gumes. Um lado você mata por amor ou por amor você morre, tornando-se assim, imortal no coração da amada
Dizem que a esperança eh a última que morre. A minha morreu há dois mil anos atrás e ressuscitou no terceiro dia.
Você se apaixona, mágoa alguém, você morre por amor, é terrível e lindo, e você não consegue parar, não quer parar
Ninguém morre para si mesmo, são os outros que dizem que alguém morreu. Portanto a morte é uma ilusão.
