Morre Lentamente Marta Medeiros

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Nosso porto inseguro

Morre um pouco de vida no sonho frustrado,
mas o sonho dá muda e renova o caminho,
revisita o passado em razão do futuro
que se rende às verdades de boa raiz...
Vivo desse voltar das entranhas do fim;
desse fundo que o poço no fundo não tem,
quando quem o conhece não quer prosseguir
pela sombra do nada e sua desistência...
Os que nascem das mortes vivem como nunca,
têm o sempre nas margens do seu nunca mais
lá na praia e no cais do seu porto inseguro...
Há um tempo a ganhar onde o tempo perdido
reconhece o sentido de voltar ao sonho,
recompor a vontade que se decompôs...

Os artistas têm alma de pássaro
Quando o seu corpo morre
Eles continuam a voar no tempo

Quem divide conhecimento nunca morre na imensidão da estupidez. Dinheiro você perde, mas conhecimento ninguém tira de você.

O rico nunca morre quieto, porque sua riqueza o importuna.

A lealdade nunca se quebra e muito menos morre, pois aquele que a tem constrói fortalezas e honras memoráveis.

O amor nunca morre, o que morre é não lutar por ele.

⁠⁠Não morre quem não viaja, morre a cada dia um pouco quem não ama o lugar que está.

“A bajulação medra onde morre o direito de criticar.”

o apressado morre na areia

Naturalmente as tempestades do mar da vida induzem-nos a fazer grandes petições. Quem não reza morre pecador, quem reza se transforma num grande pescador.

Quem não morre para o pecado já se matriculou na Escola do Sofrimento, onde o inimigo dita lições e oferece falsas promessas de cura.⁠

⁠O poeta nasce, vive e morre sozinho!

Um Mestre para a Eternidade.


Morre o Homem; nasce a Lenda.
Minas Gerais amanhece mais silenciosa. A ciência penal brasileira perde uma de suas mais elevadas consciências, e o Direito, órfão, curva-se em reverência. Parte um mestre; permanece um legado. O professor Geraldo Barbosa do Nascimento atravessa agora o limiar do tempo humano para habitar a eternidade dos justos — daqueles que ensinaram não apenas normas, mas valores; não apenas leis, mas humanidade.
Foi no alvorecer da década de 1990, em Teófilo Otoni, quando ingressei na Faculdade de Direito, que tive o privilégio raro de conhecer aquele que se revelou o mais completo professor de Direito Penal que Minas Gerais já produziu. O Dr. Geraldo Barbosa não ensinava códigos: formava consciências. Sua sala de aula era um espaço de reflexão ética, de densidade filosófica e de profundo compromisso social.
Com sabedoria incomum, ensinava a ciência penal brasileira dialogando com o Direito Comparado, trazendo à vida autores clássicos e modernos, como o mestre espanhol Sebastián Soler, e tantos outros que encontravam, em sua voz serena, tradução viva e atual. O “Dr. Geraldinho”, como era carinhosamente chamado, possuía a rara virtude de tornar o complexo compreensível sem jamais empobrecer o conteúdo — sinal inequívoco dos grandes mestres.
Sua atuação profissional foi marcada por ética inabalável, zelo acadêmico e distinção intelectual. Em tempos de superficialidade e pragmatismo raso, o professor Geraldo Barbosa era resistência: acreditava na função civilizatória do Direito Penal, na dignidade da pessoa humana e no papel do jurista como guardião da justiça e da razão.
Hoje, o Direito brasileiro perde uma de suas maiores autoridades. A academia perde um farol. A sociedade perde um intérprete sensível da dor humana. Mas o céu — se houver salas de aula na eternidade — ganha um professor completo, incumbido de ensinar princípios éticos, valores morais e o verdadeiro sentido da justiça.
Aos familiares, amigos, alunos e admiradores, ficam as mais profundas condolências e o abraço solidário diante dessa perda irreparável. Que encontrem conforto na certeza de que o professor Geraldo Barbosa do Nascimento não partiu: foi eternizado na memória jurídica, moral e humana de todos que tiveram o privilégio de aprender com ele.
O mestre se vai.
O legado permanece.
E a ciência penal agradece, em silêncio reverente.

⁠Deus é eterno. O homem foi criado. Não existia. O homem morre. Não é infinito. O homem perante Deus é e será sempre finito. Deus é infinito. O homem tem vida eterna, mas não é eterno no sentido da eternidade de DEUS.

O codependente morre de medo de magoar alguém, por isso está sempre magoado.

⁠Malandro de verdade, não morre de velhice...

⁠O amor não morre, ele se contenta.

Por amor:
Se mata.
Se morre.
Se afasta.
Se isolamos
Se sofre.
Se enlouquece.
Qual a origem e a função dessa gosma chamada amor?

Saudade é um amor que não morre por ser muito puro e verdadeiro.

Na vida, só ficamos bons mesmo quando estamos no final.
É por isso que elogia-se tanto a quem morre, porque torna-se perfeito. Perfeito quer dizer "feito por completo". Enquanto estamos vivos, estamos nos fazendo e refazendo.
É ruim ver que o ano passou rápido, mas ao mesmo tempo é muito interessante olhar para trás e ver o quanto crescemos, o quanto foi feito e refeito enquanto os ponteiros do relógio giravam.
E assim seguimos, aperfeiçoando até o dia em que seremos chamados de "perfeitos", feitos por completo. É uma pena que esse tipo de elogio sempre seja dado a quem não pode mais ouvir, mas de certa forma, é o trajeto da vida.