Moralidade
O comunismo considera a moralidade relativa, uma questão de classe. Dependendo das circunstâncias e da situação política, qualquer ato, incluindo assassinato, mesmo a morte de centenas de milhares, pode ser bom ou ruim. Tudo depende da ideologia de classe. E quem define essa ideologia?
O ser humano não pode se desvincular da moralidade original, pois a moral antecede o homem, está no homem e define a base de sua existência
A moralidade é sempre superior à lei! Essa visão nunca deve ser abandonada. Devemos aceitá-lo de coração e alma.
A moralidade é universal à condição humana, mas contingente em sua capacidade de regular o comportamento
Eu deixo a moralidade para putas e ladrões.
Ontem mesmo eu estava com a solidão, essa velha cafetina da alma, me levou ao quarto de uma meretriz. Não tinha dinheiro, mas paguei com um relógio que encontrei no próprio prostíbulo; o tempo ali não pertence a ninguém.
Deixo a moralidade para os alcoólatras e os viciados em jogos, que fazem sermões com o copo na mão e roletas no bolso. Eu, por mim, não gosto nem de álcool nem de jogos, então só jogo quando bebo, e só bebo quando me percebo vivo.
Deixo a moralidade para os que se afogam na em águas rasas.
Eu prefiro os pecados honestos, as mentiras sinceras e as verdades que se contam em um beijo na boca.
O niilista pensa que sem deus não há moralidade. O humanista sabe que a verdadeira moralidade só começa quando deus sai de cena e somos forçados a cuidar uns dos outros.
A coragem intelectual não consiste em abandonar a moralidade, mas em mantê-la sabendo que ela é um castelo de cartas construído sobre um abismo.
Se a sua moralidade depende do medo de um inferno ou da promessa de um céu, você não é ético; você é apenas um mercenário emocional.
Se a sua moralidade só se mantém quando há câmeras, registros ou risco de exposição, ela não é virtude, mas conformismo social bem disfarçado. A ética genuína não depende de vigilância total nem de anonimato: ela se sustenta porque pode ser racionalmente defendida em público, mesmo quando ninguém está olhando.
A verdadeira moralidade começa exatamente no ponto onde a esperança do céu e o medo do inferno terminam.
O ateísmo não é a fuga da moralidade, é a coragem de assumir a responsabilidade total pelos próprios atos, sem o álibi do perdão divino ou o medo de um castigo eterno.
Estranha é a moralidade que se escandaliza com o atabaque e com o santo, mas se cala diante da exploração e do falso testemunho de quem usa o nome de Deus para benefício próprio.
O conceito de Deus é não se limitar á moralidade comum aceitável pela sociedade, além de ser o alpha e o ômega, também é o meio. Isto é, por intermédio de Deus tudo há de haver, inclusive o mal moral.
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