Momentos de Reflexão
"Por que a partida é tão inexplicável?"
Talvez porque ninguém está realmente preparado para o fim.
Passamos a vida tentando entender o começo, lutando para nos encontrar, e quando percebemos... o tempo já está nos escapando pelos dedos.
Corremos tanto. Atrás do que? De dinheiro? De aceitação? De promessas que nem sempre se cumprem?
E nessa corrida desenfreada, esquecemos de viver.
Esquecemos que cada dia pode ser o último.
Esquecemos de olhar nos olhos, de escutar com o coração, de abraçar sem pressa.
A vida é pequena, sim.
Mas não no tempo.
É pequena na forma como a vivemos — cheios de medo, de dúvidas, de silêncios engolidos.
Temos medo do amanhã.
Medo de partir.
Medo do que vem depois…
Mas às vezes, o que mais assusta é a ideia de partir sem ter vivido de verdade.
Sem ter deixado uma marca de amor, de verdade, de presença.
Então, talvez a pergunta não seja "por que temos que ir embora",
mas sim: o que estamos fazendo com o tempo que ainda temos?
O homem morreu de fome. E quando já era tarde demais, serviram comida no velório. Não é metáfora. É o retrato do quanto as pessoas se importam... só quando já não dá mais tempo.
Todo mundo diz que vai ajudar, todo mundo jura que se preocupa, mas a verdade é que quase ninguém está disposto a fazer algo enquanto você ainda está respirando.
Preferem te aplaudir no caixão do que estender a mão quando você ainda podia ser salvo.
Gostam de parecer bons — não de fazer o bem.
Então entenda: se você espera ser alimentado pela compaixão dos outros, vai morrer com fome. E ainda vão dizer que você partiu em paz.
📜 A Carta – Purificação
Parando pra pensar na viagem que é a vida, em uma hora você está no topo da montanha e logo após está no buraco mais profundo que pode imaginar.
Eu sou um cara muito reservado, e olha a ironia: queria pegar todos de surpresa, mas não posso, porque dependo de outra pessoa para escrever isso.
Dia 19/05/2023, minha vida mudou. Eu fui do céu ao inferno em questão de seis horas.
Agradeço muito a Deus por ter minha filha perto de mim. Foi a única que conseguiu tirar de mim uma coisa que eu já não sabia mais o que era: esse amor, esse carinho, como iluminar meus momentos mais sóbrios.
Hoje eu estou com 80% da visão debilitada, e é complicado. Eu sempre tive como prover minhas coisas e hoje eu não tenho mais. Não por carro, não por casa. É por dignidade. É por amor.
E por falar em amor, eu amei de verdade.
Eu sempre achei que a depressão era falta de Deus, e hoje sei que não é bem assim.
Mesmo com toda a minha fé, hoje estou passando por esse momento; deixei para trás sonhos e projetos, simplesmente por não conseguir acreditar mais em mim.
Estou sem dormir há vários dias, vendo a Alicia dormir e imaginando como eu a amo. Mas estou com o coração deprimido, com uma tristeza imensa que nada passa.
Vivo há um ano dentro de um quarto escuro, pois a minha condição visual não é boa. Eu sei onde tudo começou: 19/05/2023, às 22h40.
E também sei quando termina: 25/12/2024.
> Eu morri no exato instante em que a esperança perdeu a coragem de desistir.
Fiquei preso entre dois mundos: o emocional e o físico. Meu corpo estava aqui, mas minha alma já havia cruzado um limiar invisível, inalcançável.
Eu morri enquanto o mundo fingia não ouvir o grito.
Morri entre a sombra que a luz não alcançou.
E mesmo assim, fui salvo no exato instante em que ouvi o grito da pessoa que ainda me amava.
Mas nem todo grito salva. Tem grito que chega tarde demais.
Vou ser sincero: a empresa poderia ter feito bem mais.
Mas no lugar onde o lucro é rei, a ambição devora sonhos, despedaça pessoas e destrói famílias como se fossem meros obstáculos no caminho da ganância.
Essa sede insaciável de dinheiro não tem rosto, não tem culpa, só sabe consumir e aniquilar.
E enquanto eles somam cifras, nós perdemos pedaços da alma, afundamos em escuridão e nos tornamos descartáveis nesse lugar cruel que nunca vai mudar.
> Se você estiver lendo isso... rsrsrs...
É porque no dia 25/12/2024 eu não estou entre vocês.
O peso do agora
O tempo não passa.
Somos nós que deslizamos por ele,
como folhas levadas por uma corrente invisível.
Chamamos de presente o que já se foi,
e de futuro o que nunca se deixa alcançar.
Mas o agora
esse ponto microscópico entre dois abismos
carrega o peso de tudo.
Permanecer é impossível.
Tudo pulsa em transformação,
mesmo na pedra,
mesmo no silêncio.
Perguntamos o sentido das coisas
como quem interroga o espelho,
sem notar que o espelho apenas devolve
aquilo que somos incapazes de ver.
Existe um centro dentro de nós
que não se move,
mas que observa
todas as nossas tentativas de ser.
E talvez a sabedoria
não esteja em encontrar respostas,
mas em escutar o que permanece
quando todas as perguntas cessam.
Já parou pra pensar em como as coisas mais simples são as mais bonitas que existem?
E você aí, tentando impressionar,
quando a maior beleza está na sutileza dos detalhes simples e singelos da vida.
Como apreciar um bom café da tarde,
um dia chuvoso entre lençóis e um bom filme
ou, simplesmente, a presença de quem se ama.
Em algum momento, todas as suas perguntas encontrarão suas respostas. A grande questão é ? Se você estará disposto a esperar que uma se sobreponha à outra.
No final do dia, o que conta não são quantas rupturas você tem, mas sim quão boa você é na restauração.
O Desejo.
É interessante pensar no desejo humano.
Ele mesmo se contradiz em milhares de situações, e faz lembrar daquele método que a carne tem de sentir desejo onde o coração não esta, é pobre que queria ser rico e sobejar as delicias do dinheiro, é rico que concluiu que a felicidade esta nas simplicidade das coisas.
Quem esta feliz é aquele que serve a Deus, mesmo assim tem crente desejando o mundo, enquanto isso baladeiros noturnos arrebentando ate o ultimo gole, ate chegar aqueles segundos pós-balada para se desmontar e perceber o vazio na alma.
O desejo só serve pra nos empurrar em um precipício, o desejo nos coloca em situações que quando paramos pra pensar nem queríamos lá estar, fama e sucesso é se desgastar em falta de privacidade, drogas pra se manter ativo sempre sorrindo, ou deitar numa rede anseiando pela chegada do dia em que o sucesso batera a porta.
O humano se contradiz sempre, em inúmeras situações.
Somos reféns dos nossos desejos.
Coisas materiais realmente importam? nem vou perder meu tempo tentando cogitar essa duvida, porque desde que o mundo é mundo, a humanidade sempre vil o gramado do vizinho mais verde, e por mais que o tempo passe esse sistema nunca vai mudar.
Enquanto os desejos da carne nos fizerem de reféns, aquele que esta sujo suje-se mais, porque o que é nascido do espirito atenta para as coisas celestiais, não as desta terra. @luizsrmorais
Muitas vezes o seu passado lhe ensinará refletir para melhorar suas ações atuais e futura, porque dele vamos tirar apenas o que favoreceu uma boa vivência.
Deus é maior, a vida nem sempre é mais que uma, pois todo livramento é um novo renascer, salvação pai- é individual.
O inferno é a terra e todos os demônios vagam pelas ruas. Somos nossos próprios demônios, somos os vilões das nossas próprias histórias de contos de fada. O paraíso não é um lugar onde as pessoas viram anjo, o paraíso é um lugar onde não há humanos para torná-lo um inferno.
►E se?
Se eu te contasse como me sinto,
Você ainda ficaria comigo?
Se eu te contasse meus delírios,
Você ainda me daria sorrisos?
.
Se eu não fosse assim,
Você me deixaria sozinho?
Se eu não detestasse tanto a mim,
Você ainda me daria seu carinho?
.
Se eu sucumbisse ao meu pensamento,
Você me salvaria da depressão?
Se eu te pedisse um tempo,
Você se afastaria em compreensão?
.
Se eu entrasse em pânico,
Você me apontaria um cais seguro?
Se eu ficasse sem ânimo,
Você se tornaria o meu mundo?
.
Se eu tivesse pesadelos horríveis,
Você me abraçaria em afeto?
Se eu chorasse dias em crises,
Você apalparia meu ego?
.
E se?
Gosto de encarar minha vida como um grande jogo de xadrez, onde cada movimento gera uma consequência.
Porém
Eu nao sei jogar xadrez...
Surras da vida
Às vezes apanhamos da vida por consequência de nossos erros, mas mesmo a surra sendo dolorosa, voltamos a cometê-los novamente. Muitas vezes envolvendo as mesmas pessoas de outrora, outras, incluindo novos personagens, noutras, pior ainda, juntando todos os personagens ao mesmo tempo. O final disso tudo, todos nós já sabemos... a vida vai nos bater forte novamente.
3:00am – Se a escola esta realmente nos preparando pra vida por que ela não nos ensina a lidar com ela?
As coisas mais simples da vida, as vezes se tornam as mais complicadas. Não por ser, mas por nós humanos ter a capacidade de fazer isso.
Sou estranha, entendi isso. Não sou de "pregar" uma vida sem problemas... mesmo que ame as soluções...
Atualmente entendi que sou:
Estranhamente feliz.
Porque aceitei que as dores fazem parte.
Estranhamente em paz!
Porque entendi que a paz não tem haver com não estar em guerra.
Estranhamente compreensiva.
Porque entendi que não posso gerar expectativa no outro.
Estranhamente forte.
Porque entendi que ainda serei frágil (até o último dia da minha vida)
Reconheci a beleza do sol/amanhecer. Porque entendi que passarei por noites.
Estranhamente humana. Parei de me cobrar mais do que posso (apenas por hoje)
Estranhamente... porque hoje em dia nos cobram ser felizes o tempo todo, e eu me permito reconhecer momentos de tristezas e de lutas.
E que tudo faz parte de estar viva.
Mas por hoje terminarei o dia estranhamente feliz, porque até os problemas do dia não me impediram de sorrir.
Texto de Deborah Surian
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