Momentos Alegria Fernando Pessoa
Amar, como bem nos lembra a filosofia, é uma das tarefas mais complexas da vida humana. Muitos acreditam que amar é simplesmente uma questão de sentir ou expressar palavras doces, mas essa visão é ingênua. Amar não é fazer todas as vontades do outro, tampouco submeter-se às suas expectativas. Amar é, antes de tudo, um exercício de maturidade.
O amor verdadeiro exige uma profunda compreensão de si e do outro. Ele se manifesta na capacidade de enxergar o outro em sua totalidade, com suas virtudes e defeitos, e ainda assim escolher caminhar ao seu lado. Amar é construir uma ponte entre duas individualidades, sem que nenhuma delas precise abdicar de sua essência. É, ao mesmo tempo, um ato de doação e de preservação, de entrega e de respeito às fronteiras do outro.
Em última análise, amar é um compromisso de liberdade, onde duas pessoas escolhem, dia após dia, estar juntas, não por necessidade, mas por uma decisão consciente de que o caminho a dois é mais rico, mais pleno e mais desafiado.
Amar é mais do que se imagina à primeira vista. Não se limita a um gesto, a um sorriso, a uma palavra bonita. Amar é, de certo modo, aprender a viver de novo, com outro e para outro. Não é ceder sempre, nem fazer as vontades do outro como se fossem suas. Amar é entender que há um espaço entre dois corações que deve ser respeitado.
O amor, esse sentimento que tantas vezes parece um mistério, é também cotidiano. É na simplicidade dos dias, nas pequenas escolhas, nos silêncios compartilhados, que ele se revela. Amar é cuidar do que é frágil sem sufocar, é querer bem sem possuir.
E, acima de tudo, amar é aceitar que somos imperfeitos, que o outro é imperfeito, e ainda assim, continuar. Continuar amando, apesar dos desencontros, das falhas, dos dias cinzentos. Porque, no fim, o amor é esse laço invisível que nos mantém juntos, mesmo quando tudo parece querer nos afastar.
Consigo te ver
Tão próxima
Mas também tão distante
Não és mais a mesma
Será se tudo o que você sentia
Passou em um instante?
Mal a vejo sorrir
Será se sou tão decepcionante
Para te causar infelicidade constante?
Ainda estou a te esperar
Para tomarmos aquela xicara de chá
E falar
Falar sem parar sobre tudo que a vida nos fez passar
Quem estou tentando enganar...
O chá já esfriou e toda vez fico a esquentar
Dia após dia
Em um desejo constante
De enfim poder te olhar
Quem estou tentando enganar...
Você não vai mais voltar.
A humanidade do séc XXI ainda não é civilizada. Ela está em um processo lento de civilização. A tecnologia avança muito mais rápido do que a aplicação dos princípios éticos.
É uma prática antiga distorcer fatos sobre mazelas sociais para justificar o aumento do gasto de recursos públicos.
Escolha um ambiente onde você sinta que pode realizar todo o seu potencial. Se não houver um, crie um.
