Mistério
Eu quero chegar séria
Eu quero ficar muda
e parecer mistério
eu quero ser distante
meio inacessível
quase inatingível
mas em minutos você ri, comenta, ou pergunta
e eu me viro e me abro e me exponho
e me dobro na sua direção
e um sorrisinho escapa e logo vira riso
eu te dou toda a minha atenção
ah! eu queria ficar muda pra fazer você falar
eu queria me fechar pra fazer você se abrir
eu queria te trazer pra fora
do seu buraco de caranguejo
pelo tempo suficiente para te ver por inteiro
mas eu chego perto demais, rápido demais
e você corre tão rápido pra dentro
só mostra o que quer
e eu derramo tudo
e os seus olhos riem como quem sabe
que cada movimento meu é calculado
mas na hora sai tudo errado
ah, eu só queria saber, porque eu desconfio
mas só o que eu consigo é fazer você ter certeza.
ILUSÃO.
Quando ainda pequeno, ouvi dizer que o mar era algo muito grande cheio de mistério e que quando o vento sopra faz correr sobre sua imensidão uma grande fervura. Eu nunca vi o mar assim, mais imagino que seja mesmo dessa forma; grande, confuso e cheio de fervura, assim igual a que vejo nos teus lhos, pois o único mar que conheço é o mar de teus olhos que tem toda uma imensidão , um mistério, que quando se esta longe parece com um bando de pássaros batendo suas asas no azul do céu, aproveitando o sopro da vida para dar o seu primeiro vôo assim são as ondas que balançam, balançam, e crescem num só piscar, esse é o mistério que tem no mar de teus olhos o mar que eu conheço bem, mar que me afogo em morte e moro em vida.
Sei que as vezes é preciso e fazer pode ser a única saída, por isso relato os meu dias antes de dormir, é para certificar que estou bem, de que estou vivendo como que vive de sonhar, é fascinante o gosto pelo proibido, pelo o que é ousado, pois é disso que eu falo. Tenho sempre uma idéia contrária, o rumo mais difícil, a resposta mais dificil e tenho sempre mais de uma pergunta, tenho muitas dúvidas mais tenho só hoje pra dizer: ESTOU BEM! Assim como fica bem um passarinho na gaiola, um peixe fora d´gua ou mesmo um simples ser humano sem os sentidos.
Mais é como digo: “o cabresto só serve para quem o usa , nunca para quem o põe”.por isso jamais me fará bem ,o que eu faço aqui onde estou, por que esse cabresto que coloquei em minha face, só serve apenas para dizer: sou mais um que precisa ser, guiado, a diferença é que eu mesmo me guio, porem em direção dispersa da qual gostaria, mais sim porque precisa ser por essa vereda, pois dessa forma encontrarei as outras, quando já estiver percorrido todo o caminho que me resta aqui nesta selva carasca. Que é a saudades do mar que tem em teus olhos.
Em cada face um mistério e em cada mistério um segredo mais em todas elas eu sou sempre a mesma,basta você desvendar ou apenas imaginar o que existe.
Meu amor é um segredo
que não ouso revelar.
Um mistério, um enredo,
e de pensar, tenho medo
do que diga meu olhar.
Seus olhos são como filtros,
que em rede de luz me enlaçam.
E sigo, absorta, os rastros
que deixam seus breves passos,
no instante em que por mim passam.
Meu amor é a razão
do riso de minha boca.
E de eu estar, (e porque não?),
sozinha, falando em vão,
andando como uma louca!
Meu amor é para não ser
além do que sinto em mim.
É para amar e esquecer,
a chance de o conhecer
como o desejo enfim.
FÓSSIL
Ao me acharem
Descobrirão uma parte do mundo
Com o mistério
De onde surge a matéria
O barro das raízes profundas
Das árvores petrifeitas
Dos orifícios onde tudo cabe
O meu esboço defindo
A minha fisionomia.
Uma matéria
Que desperta o interesse
Para Niede Gidon.
O mais antigo dos homens
Se parece comigo
E eu não passei
Pela metamorfose
Como um fóssil qeu se junta
O primeiro homem
Tem profundo, traços meus
E eu descendo já mais pra cá
Mais ressente
Como a escultura
Que a chuva de ontem
Deixou para ser vislumbrada
Hoje no dia frio.
Um fossil não tem coração
Um macaco não fala
Limita-se a imitar gestos
Que a nós são sinais
Que eles aprenderam conosco
E não fazemos como eles.
Parte de Mim que Morreu
Há uma parte de mim,
um mistério, impropério em mim
que me flui como água,
onde o teu corpo nada
e acaba se misturando ao meu.
Há um bocado de mim,
multidão, uma confusão em mim
protestando pelas praças,
deixando um eco por onde passa;
por causa do teu adeus.
E não há sentido maior;
não há covardia maior.
do que se esconder em palavras,
mas quando os gestos viram farsas
não há nada mais vivo que o amor que morreu.
Não morro de amores por pessoas sem mistério, quando se é muito transparente, muito risonho e educado é raro ser levado a sério.
Quem sou eu?
Louca poetiza aprendendo a desvendar o mistério que é viver, a arte de entender, e a recompensa do sofrer...
Eterna apaixona pela arte da sedução, o gesto lindo que é o perdão, o mais nobre sentimento que é o amor, mesmo que nele exista dissabor
Ainda assim eu amarei e jamais desistirei, pois desistir é pra covardes, e de covardia estou correndo, por que isso acaba me enchendo
Eu quero mesmo é viver e essa vida não entender, entender pra que se o melhor da vida é viver?
Apenas um olhar, mistério,confuso de entender
de que me vale ser sincero,se o destino me afasta de você?
se for pra ser assim, será apenas um olhar,confuso de entender,agora é pra valer esqueça o que eu disse para você!já não tem sido fácil apenas um olhar, espero
desvendar os seus mistérios tentar entender eu mesmo, tentar entender você!eu disse pra você,já não tem sido fácil,eu odeio saber,que as coisas não são,como deveriam ser.
Eis que o mistério encontrou braços de aconchego. Que os pés encontraram o atalho para o caminho certo das tuas pegadas e os traços de suas mãos. A partida agora é figurinha descartada porque me sinto feliz sendo mantida numa direção que ao mesmo tempo me desnorteia no tempo. Não voltava atrás. Mas agora vou lá atrás quase todos os dias relembrar do começo e como é doce recomeçar. Não tem mais jogos, porque jogamos no mesmo time. Chegou meu regimento de leis. Por me manter sempre aquecida, por me fazer sorrir em demasia, por me beijar a anatomia não exata da ciência. Com você meu corpo fala e dá seminário cardíaco porque falamos a mesma língua.
O mistério e que me atrai.
Vejo ondas que se chocam,
E se perdem,
Lhe pergunto: Quem é você?
Me respondes: Não tente me entender
O desconhecido causa me medo,
Incerteza e espanto,
Causa me ainda salivas a se espalhar,
Minha mão a me tocar,
E meu corpo a te querer.
