Minha Vida e Sua Vida
Nossas vidas são feitas de circunstâncias, que hoje estão no passado, o tempo transporta para nossa memória sempre aquelas, cujo protagonismo tem sua importância, e que faz do presente nos sentirmos como uma das missões cumpridas, e você é esse passado tão presente junto com uma das circunstâncias.
Os sofrimentos em nossas vidas têm duas origens: a vida atual e as vidas passadas e foram geradas tanto numa situação como na outra pelos nossos defeitos morais como o orgulho, vaidade, ambição, desordem, imprevidência, falta de perseverança, má conduta, desejo sem limites, diversos excessos, ingratidão entre outros e só serão eliminados com a reforma íntima. O Homem é assim o gerador da maioria de seus males.
Nossas vidas são reflexos das atitudes que tomamos diante dos problemas e das oportunidades que o mundo nos impõe.
Olhamos para trás e às vezes não percebemos como nossas vidas se cruzam e se descruzam sem a nossa permissão. Entramos uns nas vidas dos outros, brincamos, rimos, discordamos, e na maioria das vezes, sem perceber, nos despedimos como se fossemos nos ver amanhã, ou semana que vem, mas na verdade nunca mais nos veremos. E assim é a vida. Um dia escutaremos uma de nossas músicas preferidas pela última vez. Um dia beberemos vinho pela última vez. Os casais darão o último beijo de um dos dois, ou dos dois. Um dia faremos nossa última oração. Um dia escovaremos os dentes pela última vez. Um dia iremos à nossa última festa. E o mais engraçado de tudo isso é que não sabemos quando é a última vez. Mas além de engraçado, é instigante. Vivamos tudo quanto formos fazer como se fosse a última vez, e assim, quando realmente for a última, não teremos do que nos arrepender.
As vezes as perdas acontecem em nossas vidas para que possamos recomeçar ainda melhor do que antes!
Certo momento de nossas vidas, temos que correr um risco, para poder ver o espetáculo e maravilha que o futuro nos reserva.
Todo mundo é de algum lugar. Todos nós temos histórias, nossas vidas se desenrolam por linhas tortas, colidindo de maneiras inesperadas.
Tentamos tanto ser felizes que acabamos perdendo as partes mais importantes de nossas vidas e destruindo a própria paz que buscávamos.
Lembre-se em cada dia de nossas vidas, que não importa as palavras de um outro alguém, nada poderá nos definir. Não esqueça que em cada momento de nossas vidas tivemos e ainda teremos, são como páginas de um livro aberto. Um livre que eh guardarei e mostrarei a todos nossa história. A entonação da minha voz ao dizer que te amo pode ser baixa, mas o sentimento que ela segura e tão grande que nem o mais inteligente pode contar.
Nos desígnios de Deus algumas pessoas entram em nossas vidas para nós ensinar a ser como elas e outras para nunca imitá-las.
É intrigante quando percebermos que em dado momento de nossas vidas podemos estar anestesiados com os contextos dos quais estamos vivendo.
Chorar
Tem dias que lembramos do passado
O meu Deus, como o passado assombra nossas vidas.
Tem dias que lembramos até das corridas na ruazinha que crescemos.
Como é bom lembrar e de fato tão ruim tentar voltar.
Cabe o meu peito saber lidar com essas lembranças tão inocentes e puras.
Não podemos exigir que as pessoas permaneçam em nossas vidas se não estivermos dispostos a permanecer na vida delas. É aquela situação: o sangue não circula sem o pulsar do coração.
Era um dia de primavera num dia que ficaria para a história das nossas vidas, dos nossos avós, dos nossos pais e da nossa geração um dia que só tem um nome LIBERDADE.
Era um Abril de amigo Abril de trigo.
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus e amor e aventura.
Abril de novos ritmos novos rumos pelas estradas, pelos céus e pelos mares.
Era um Abril comigo Abril contigo e com o povo português.
Ainda só ardor e sem ardil mas muito amor e alegria.
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Uma primavera de cravos e vinhos e fado.
Era um Abril na praça Abril de massas ouvindo os fadistas e os copos de vinho a tocarem de forma cintilante.
Era um Abril na rua Abril a rodos pelas ruas de Portugal.
Abril de sol que nasce para todos e todo o nosso encanto.
Abril de vinhos e sonhos em nossas taças.
Era um Abril de clava Abril em acto.
Em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo e aventureiro.
Abril de boca a abrir-se Abril palavra e gritando ao mundo VIVA A LIBERDADE VIVA A LIBERDADE.
Esse Abril em que Abril se libertava pelos mares e pelos céus.
Era um Abril de clava Abril de cravo e vinho e amor.
Abril de mão na mão e sem fantasmas mas sim de anjos e deuses.
Esse Abril em que Abril floriu nas armas e nas garrafais.
Este dia é um canteiro de obras do amor e aventura.
Com flores todo o ano a encantar Lisboa e Portugal.
E veleiros lá ao largo do amor.
Navegando a todo o pano e beijando o amor.
E assim se lembra outro dia febril de prazer e excitação pela LIBERDADE.
Que em tempos mudou a história das nossas vidas.
Numa madrugada de Abril,
Quando os meninos de hoje já são homens e guerreiro e heróis.
Ainda não tinham nascido e já eram heróis e guerreiros.
E a nossa LIBERDADE.
Era um fruto prometido,
Tantas vezes proibido mas vamos festejar.
Que tinha o sabor secreto da LIBERDADE.
Da esperança e do afeto da LIBERDADE.
E dos amigos todos juntos a gritarem LIBERDADE.
Dbaixo do mesmo teto.
Nós temos sempre necessidade de pertencer à alguma coisa; e a liberdade plena seria a de não pertencer a coisa nenhuma mas sim de termos o prazer de desfrutar a vida.
Mas como é que se pode não pertencer à língua que se aprendeu, à língua com que se comunica, e neste caso, a língua com que se escreve e grita se LIBERDADE.
Se o leitor, o leitor de livros da LIBERDADE E DO AMOR E AVENTURA; aquele que gosta de ler, não se limitar à quilo que se faz agora, se ele andar pra traz e começar do principio, e poder ler os primitivos e os grandes cronistas e depois os grandes poetas românticos e aventureiros, a língua passa a ser algo mais que um mero instrumento de comunicação, transformando-se numa mina inesgotável de beleza e valor, de amor e numa só palavra LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
VIVA A LIBERDADE.
Era um dia de primavera num dia que ficaria para a história das nossas vidas, dos nossos avós, dos nossos pais e da nossa geração um dia que só tem um nome LIBERDADE.
Era um Abril de amigo Abril de trigo.
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus e amor e aventura. Abril de novos ritmos novos rumos pelas estradas, pelos céus e pelos mares.
Uma primavera de cravos, vinhos e fado.
