Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A invenção do amor
Segundo a minha teoria...
Deus em seis dias criou o céu, o mar, a terra e a nós seres humanos...
No sétimo dia curtiu um bom descanso básico... (pescaria, cinema celeste, etc.)
E no oitavo dia. Já descansado... Criou a Paz... "Esqueceu de divulgar o manual"
No nono dia... Criou os astros celestes e as estrelas cadentes... Para realizar nossos sonhos...
No décimo dia... Criou a lua... Eterna testemunha dos enamorados...
No décimo primeiro dia... Criou as notas musicais que tanto nos encantam...
No décimo segundo dia... Criou o amor... "Também esqueceu de divulgar o manual"
No décimo terceiro dia... Juntou as notas musicais e o amor...E criou as serenatas...
No décimo quarto dia... Criou as Moças Bonitas...
E finalmente...
No décimo quinto dia... Criou os poetas...
Deus qualificou os poetas... Como um misto de amor, musicas, serenatas e anjos...
E que tem por obrigação transmitir a paz em forma de versos...
Confia poh minha missão aqui na terra é te amar e não igual a dela te iludi com um rostinho bonito...
Ô Capoeira
Minha valentia ninguém tira,
Da África me tiraram, ê saudade
Naquela terra eu era rei.
Rei de mim mesmo.
Ti ti dom dim...
Nos meus cantos peço a Deus,
para guiar meus passos.
Nos engenhos e cafezais, espero o pôr do Sol,
pelo mato, busco minha liberdade...
em meus pensamentos só está esse ritmo
Ti ti dom dim...
Meu pé está na senzala,
No meu jogo canto a esperança em dias melhores,
Êêêê capoeira, nesse ti ti dom dim
Bate meu coração.
Meu pensamento está naquela mulata,
que canta com voz doce os sofrimentos de um escravo cego.
Os morros e as estrelas indicam o caminho.
de boca em boca a liberdade é transmitida.
Minha voz é mais do que oração, é um grito de existência!
na força dos meus braços carrego a dor da chicotada.
TI ti dom dim...
Ó meu Deus, ao quilombo irei
Ter com os moços livres, novamente reis!
minha malandragem veio da senzala,
Minha voz chegará ao Pai que está nos céus
e meu caminhar guirá.
Ti ti dom dim...
Desse sofrimento eu fugirei,
e só pararei quando encontrar uma roda de capoeira
minha arte não está na minha cor, e sim no meu coração
que esqueceram que bate, - a corrente vai cair,
E os capoeiras dançaram em memória daqueles dias.
e aquele berimbau, continuará em minhas mãos,
Fazendo ti ti dom dim.
Viagens na minha Terra
Mas até morrer aprender, diz o adágio; e assim é. É também é aforismo de moral, aplicável outrossim a coisa literárias: que para a gente achar a desculpa aos defeitos alheios, é considerar, é pôr-se uma pessoa nas mesmas circunstâncias, ver-se envolvido nas mesmas dificuldades.
Valorizo mais o planeta terra que o amor humano, pois esta dá-me regalias para a minha sobrevivência, enquanto que o amor me deixa desfavorecido tanto fisicamente como mentalmente.
Não temo a escuridão, pois o Senhor é a Luz que Ilumina a minha vida. Mesmo se a terra tremer e a tempestade cair, Deus é o Eterno Porto Seguro do meu espírito.
A Bela terra minha, com as suas montanhas que escondem o crepúsculo do anoitecer e do amanhecer dos vales, Bela minha terra que presenteia rios que se beijam para fundirem-se espalmadamente em álacres beijos com o oceano para eternizar o amor à sua gente com estigma nos rostos de tanto chorar.
A Bela linda minha terra, o lobo vivia triste e abandonado, nervoso andou de jardim a jardim cortou os ramos com flores e levou para o seu esconderijo, aí ficava noites e dias a apreciar o quanto eram lindas as flores e rasgava-lhe sorrisos nos lábios, brilhava-lhe os olhos e tonificava os músculos de satisfação por ter as Belas e lindas flores ao seu lado. A Bela e linda minha terra deixou de ter flores e as abelhas ficaram sufocadas com a falta de néctar para o fabrico do que lhes alimentam e, uma abelha sem rumo pelas selvas foi voando utópicamente a busca do mel que se escondia em milhares de flores que o lobo pôs em cativeiro para a sua satisfação egoísta. As flores estavam a morrer e ficaram sem néctar, os animais deixaram de usufruir da beleza natural das flores, as abelhas a morrerem de fome e os homens tontos nos laboratórios à busca de sabores de mel...
Jogue terra sobre mim pra me vê crescer
Mas é foda-se o mundo ter uma criança fora dela sim
Minha vida é uma cadela
Mas você não sabe nada sobre ela já estive no inferno
E voltei, posso mostra-lhe comprovantes
É por isso que meus bares
Estão cheios de garrafas quebradas
E minhas stands de noite estão cheios de bíblias abertas
Quando cheguei na terra eu fazia magia....
A minha criança ainda nem tinha dentes, mas contagiava a todos quando sorria.
Eu ainda não sabia falar, mas qualquer som que eu balbuciava, encantava pessoas de qualquer lugar.
A energia sutil do meu ser criança era como a esperança que fazia os adultos esquecer os problemas enquanto distraiam com as gracinhas do bebe angelical.
Ao passo que comecei a crescer, fui distanciando do meu divino ser.
As lembranças de minhas memorias de infância trazia a sensação de que fui abandonada por mim, eu vivia em uma tristeza sem fim.
Perdi me da alma gentil do meu ser infantil, quando parti para o mundo atrás da multidão que caminhava na ilusão.
Ao perceber que em minha jornada eu andava em um círculo que se repetia no mesmo lugar e que ninguém sabia onde queria chegar, parei de perguntar e silenciei para pensar.
Foi então que escutei um balbuciar no mais profundo do meu ser.
Ao passo que eu descia a luz transformava a escuridão em um claro dia de verão.
Encontrei novamente a minha criança e a acolhi com ternura e a doçura da vida fez morada em meu coração.
Embora eu não tenha mais como ela a bela aparência, eu a represento em sua essência.
Sou anciã com alma de criança em calma e serenidade, e independente da idade, sou jovem da modernidade vivendo com liberdade a plena felicidade.
Santarém, Encanto e Magia
Meu DDD é 93, sou do Pará,
Santarém, minha terra querida,
Terra do tacacá, tarubá, tracajá,
Do pirarucu, pacu, aracu,
Piquiá, mapará, araçá no cardápio do dia,
Sabores que contam nossa história, poesia.
Santarém, terra de encantado,
Onde o canto encanta quem dança,
Quem chega, quem vai, quem fica marcado,
Por suas praias que abraçam a alma.
O belíssimo rio Tapajós, espelho do céu,
Alter do Chão, Caribe brasileiro,
Encanto que começa e nunca tem fim.
Das mãos do artesão, nasce a arte em madeira,
Retratos da floresta, joias verdadeiras.
Na música do carimbó e do siriá,
Sente-se o pulsar de um povo que sabe celebrar.
É o boto que surge, mistério e fascínio,
Lenda que navega entre sonho e destino.
Santarém, terra dos Munduruku,
Dos Tapajós e Borari, raízes do meu Pará.
Nos mercados ecoam cantos e cores,
Açaí, farinha, cacau, mil sabores.
Cidade-mãe, guardiã da Amazônia,
Berço de histórias que o tempo não some.
Do pôr do sol no rio que cintila,
À lua que dança na mata tranquila,
És poesia em cada detalhe,
Santarém, meu lar, minha saudade.
O dinheiro é apenas um troféu do meu trabalho realizado sobre a terra e nunca a recompensa da minha vida eterna.
Não há riqueza na terra que pague pela redenção da minha alma, porque um só foi o mais pobre e o mais rico do universo, Jesus.
Meu sangue é português, minha alma luso-brasileiro, às vezes me sinto um estranho, na terra que me viu nascer.
Agora que eu ia entrar na minha piscina redonda
redonda como a terra
redonda como a lua
redonda e azul como os olhos
rasa como um prato redondo
redondo como eu neste momento
