Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Minha presença na terra é uma bênção, porque Deus preenche meu coração com propósitos mais elevados para servi-Lo.
Outra vez a Terra deu mais uma volta.
Outra vez o sol se pôs.
Outra noite acontece em minha vida.
E nesse mistério que é viver
Que venha mais um lindo amanhecer.
____________FranXimenes
15*02*2014
SEMPRE DESSE JEITO
Mal chego a minha terra, eu me abandono
ao prazer de viver cada emoção
até a hora de entregar-me ao sono
numa rede macia de algodão.
E quando de manhã escuto o sino
da Matriz, a saudade me balança
e me desperta dentro do menino
que carrego comigo na lembrança.
Tomo banho nas águas do seu rio
e, a brincar e correr, me demasio
por suas ruas planas e ladeiras
de chão sem calçamento (do passado),
na sensação de estar sendo levado
à infância que, feliz, tive em Pedreiras!
Ode de despedida
As árvores da minha terra
já não morrem em pé…
morrem nas manhãs frias de nevoeiro,
morrem numa paleta policroma desbotada,
morrem num tempo esculpido por uma soturna melancolia,
morrem no ocaso da memória continuamente vivida,
morrem na toponímia de um corpo consumido,
morrem
morrem as minhas raízes
silenciadas dentro de mim.
Só existe uma JUSTIÇA que nunca falha, a JUSTIÇA Divina. Durante minha jornada neste planeta Terra, vi pessoas inescrupulosas pagarem pelos seus pecados!
A minha jornada nesta terra pela permissão do Senhor, ainda continua, pois a minha existência completou mais um ciclo, o início de um novo começo, Zelo de um Amor certamente inconfundível e que não tem preço
Compensando todos os dias difíceis, os tantos desequilíbrios e aquela velha sensação de ter chegado ao meu limite, mostrando que nada disso foi em vão e que cada avanço se mostrou ser muito significativo
Batalhas, regozijos, acertos, vitórias, erros, lágrimas e risos, lugares e pessoas, onde tudo faz parte da minha história e alguns permanecem comigo, de diversas formas entre várias situações, cujas principais trago na memória
Mais uma grande razão para que o meu coração esteja agradecido nesta data, somada a todas as bênçãos de Deus até agora, que tanto fortalecem a minha alma, renovam minhas forças e me fazem continuar a minha jornada.
Soneto para Parintins
Minha terra é bonita
Outra terra igual não há,
É o melhor lugar do mundo
Pra viver e amar.
Se eu pudesse escolher
Um lugar para morar
Tenho toda a certeza
Que eu não iria te trocar.
No interior tenho o rio e a floresta
Criações, plantações, caça e pesca,
Na cidade tenho uma casa para morar.
O que mais posso precisar?
Só me falta uma palmeira
Pra cantar o sabiá.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
A minha jornada pela Floresta de Aethelgard começou com o cheiro de terra úmida impregnado em minhas roupas e o toque áspero da casca de uma sequoia colossal sob os meus dedos. No início, meus olhos estavam presos ao chão, limitados pela névoa azulada que cobria as raízes, até que vislumbrei, no topo mais alto, o brilho dourado de uma Flor de Âmbar que parecia tocar o céu. Sem ferramentas ou experiência, iniciei uma subida dolorosa, onde cada metro conquistado exigia o sacrifício das minhas unhas sangrando e de músculos que queimavam como brasa, mas a recompensa foi transformadora. Ao colher a flor e olhar ao redor, não encontrei o fim da minha busca, mas sim a vastidão do mundo; do alto, percebi que a minha árvore era apenas um ponto em um oceano verde e que, em picos ainda mais elevados, flores prateadas e carmim desabrochavam desafiadoramente. Eu desci, pois o chão era o único caminho que eu conhecia para recomeçar, mas a cada nova subida, senti-me mais ágil e sábio. Forjei meus próprios cravos de ferro, trancei cordas resistentes e aprendi a ler o movimento do vento, tornando-me um mestre da verticalidade. Entretanto, o ciclo constante de subir e descer passou a cobrar um preço alto em exaustão, fazendo-me perceber que a minha força bruta tinha um limite. Foi então que a minha maestria evoluiu da sobrevivência para a engenhosidade, levando-me a criar pontes de corda e sistemas de ganchos que me permitiam saltar entre as copas sem jamais precisar retornar à escuridão do solo. Compreendi que a floresta era infinita e que cada árvore me apresentava obstáculos inéditos, mas que a minha capacidade de criar novos caminhos no alto era o que tornava a minha jornada sustentável e encantadora. A moral da minha história é que a vida não é um destino estático, mas um processo contínuo de expansão da percepção, onde cada conquista me revela horizontes mais amplos e novos desafios. O segredo da minha evolução reside em transformar o esforço repetitivo em sabedoria estratégica, pois o meu crescimento só termina quando a minha curiosidade se apaga e eu aceito a estagnação, lembrando sempre que o que realmente me move não é a posse da flor, mas a eterna descoberta de quem eu me torno ao tentar alcançá-la.
Estrangeiro em Minha Própria Terra
Sou brasileiro de nascimento,
mas estrangeiro por inclinação;
caminho entre vozes familiares
e nelas não encontro habitação.
Não me seduzem as celebrações ruidosas,
nem o fervor das multidões em festa;
há em meu espírito um silêncio antigo
que à algazarra sempre se manifesta.
Não busco abrigo em bares iluminados,
nem encanto nas noites de ocasião;
vejo taças erguidas ao instante efêmero,
enquanto procuro sentido e reflexão.
As tradições que muitos exaltam
não despertam em mim admiração;
parecem-me frágeis como névoa dispersa,
incapazes de prender meu coração.
Onde outros encontram alegria,
encontro apenas breve distração;
onde celebram costumes e símbolos,
percebo distância e contemplação.
Talvez o erro não esteja na terra,
nem no povo, nem na canção;
talvez eu seja apenas um viajante
em perpétua busca de outra visão.
E assim prossigo, só e pensativo,
entre a pertença e a negação;
brasileiro pelo acaso do destino,
mas cidadão da inquietação.
Canção do Exílio
Minha terra mora em ti,
no jeito que teu riso me chama de volta.
Longe de você, tudo é ausência,
até o tempo aprende a doer.
As noites aqui não sabem teu nome,
o vento não traz teu cheiro,
e o coração anda estrangeiro
num lugar que não me reconhece.
Sonho com o dia do retorno,
quando teus braços serão porto
e não haverá mais distância
entre o que sou e o que desejo.
Se amar é exílio, aceito ficar,
desde que teu amor seja morada.
Pois longe de ti não há chão
— há apenas saudade tentando sobreviver.
Minha luta é dura...
Olhos cansados por verem a terra que não muda...
Porque o melhor de meu mal está todo no cuidado...
Do que foi-me tomado...
E a noite que se avizinha...
Mostrando-me a face obscura...
Faz-me juras...
Mordendo o fruto das manhãs proibidas...
Um sossego como se nada existisse....
Assim o tempo escoa...
Me perco a pensar o que isto significa...
Que importa!
Ninguém sabe...
Dá-me um estranho ar de loucura...
Um vazio...
Inesgotável procura...
Mistério mais audaz da minha vida...
Em que todos os venenos estão contados...
Meu prêmio e meu castigo...
Anseio delirante...
De intensa saudade...
Que tanto sinto...
Ah...
Ilusão sombria...
Amor sem fruto...
Do pensar na vida...
Fuga perpétua...
Despedaçar...
Emendar...
A pressa contida...
Só para mim, que vou comigo...
Quero nesta noite...
E nas noites vizinhas...
Que enfim as estrelas...
Dêem-me suas graças infindas...
E assim...
Deixando de ser tão escura...
Já não me pesem...
O cansaço de meu olhar...
Sob juras...
Sandro Paschoal Nogueira
-Minha mãe,
fui o seu primeiro amor,
o seu primeiro altar cá
na terra...
Hoje, trago em meus lábios, o seu sorriso que herdei, e o no coração uma imensa saudade!
Esteja feliz!
☆Haredita Angel
Nasci orgulhosamente
nesta terra austral,
Não nego que carrego
na minha amorosa alma
de tudo um pouco
das caravanas ancestrais:
as bibliotecas perdidas
e os percursos mais
antigos da Rota da Seda.
Quando a tua alma gentil
encontrou e roçou na minha,
No dilúculo da existência,
percebi que eu comecei
a ser realmente lida;
Senti, sem dificuldades,
que a gente se combina.
Na doce viração entre
a aurora matutina
e a aurora vespertina,
passei a desejar fazer
parte da sua vida linda;
E venho percebendo
que tens cobiçado a fazer
parte da minha vida,
Há sinais claro que
somos, enfim, além da poesia.
Muitas vezes me bate uma saudade dos velhos
amigos de infância, da minha terra, da minha
antiga vida. Saudades da inocência e da
esperança, saudade dos amores de infância,
saudade de sair correndo e gritando "quem
chegar por último é a mulher do padre!.". A
gente cresce e descobre que pega pega não é só
pega pega. Descobrimos que brincar também
dói, dói quando as pessoas brincam com nossos
sentimentos. Descobrimos que o mau não está
na cara de mau. Descobrimos que ser criança
era muito mais fácil. Descobrimos que crescer é
descobrir a vida e crescer é ver realmente que a
vida não é justa e que vemos humanos, mas não
humanidade. Num mundo onde presam pela
verdade, é tão descriminador ser você mesmo.
Quem me dera ser novamente criança.
Todos os dias agradeço a Deus pela minha vida , minha existência na Terra , pelos meus amigos , meus inimigos , meu viver , meu ar , meu chão , minha sabedoria, meus passos , minha casa , pela minha família .... Sou grata a isso!!
Talvez se a Terra parasse de girar e girar, a minha cabeça também pararia, e então eu não sonharia acordada e parasse de girar a ponto que a Terra parasse para que minhas ideias não sejam tão malucas, mas melhor assim do que nunca sonhar, prefiro viajar ao ficar fixa no mesmo lugar...
“Eu sou negra”
No berço da terra cativa eu nasci
Bem pequena saí da minha amada terra
Junto apenas do meu companheiro de todos os dias o “Banzo”
Mas eu sou negra
Não porque tenho os cabelos encaracolados, ou a pele negra
Mas porque sou forte e encaro a vida com coragem
Todos os dias digo pra mim mesma, um dia meus filhos terão um futuro diferente
Poderão cursar uma faculdade e lá poderão se orgulhar da luta minha e dos meus irmãos
Todos aqueles que como eu ainda lutam por uma pátria sem preconceito
Hoje não sou mais açoitada pelo chicote dos feitores, o que me açoita hoje é o olhar de desprezo daqueles que se dizem melhores do que eu.
Mas eu não vou desistir porque eu sou negra.
Minha terra
Chão e céu.
Minha terra toda é você. É areia.
Minha língua falada e cantada.
Meu deitar de bruços desarmado.
A varanda nos sopros do vento morno.
Onde sem sombra, existe a dúvida clara.
As visitas indiscretas dos arrepios. Teu riso.
Tudo perto demais do ouvido e onde o pensamento faz seu ninho e dali mesmo parte para voar.
"Maaas.. tá que tá!!! Mais infestada do que os canaviais la da minha terra!! .. a diferença é que por aqui não se ouve o guizo. Se tivesse, "a gente" ouvia e saia correndo, né?!!"
