Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia

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Uma greve, inclusive uma modesta, tem consequências sociais: fortalecimento da autoconfiança dos operários, crescimento do sindicato, e, com não pouca frequência, uma melhora na tecnologia produtiva. O assassinato do dono da fábrica provoca apenas efeitos policiais, ou uma troca de proprietário desprovida de toda significação social.

Para que um atentado terrorista, mesmo um que obtenha "êxito", crie confusão na classe dominante, depende da situação política concreta. Seja como for, a confusão terá vida curta; o estado capitalista não se baseia em ministros de estado e não é eliminado com o desaparecimento deles. As classes a que servem sempre encontrarão pessoas para substituí-los; o mecanismo permanece intacto e em funcionamento.

Todavia, a desordem que produz um atentado terrorista nas filas da classe operária é muito mais profunda. Se para alcançar os objetivos basta armar-se com uma pistola, para que serve esforçar-se na luta de classes? Se um pouco de pólvora e um pedaço de chumbo bastam para perfurar a cabeça de um inimigo, que necessidade há de organizar a classe? Se tem sentido aterrorizar os altos funcionários com o ruído das explosões, que necessidade há de um partido? Para que fazer passeatas, agitação de massas, eleições, se é tão fácil alvejar um ministro desde a galeria do parlamento?

Para nós o terror individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas em sua própria consciência, as faz aceitar sua impotência e volta seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador que algum dia virá cumprir sua missão.

Os profetas anarquistas da "propaganda pelos fatos" podem falar até pelos cotovelos sobre a influência estimulante que exercem os atos terroristas sobre as massas. As considerações teóricas e a experiência política demonstram o contrário. Quanto mais "efetivos" forem os atos terroristas, quanto maior for seu impacto, quanto mais se concentra a atenção das massas sobre eles, mais se reduz o interesse das massas por eles, mais se reduz o interesse das massas em organizar-se e educar-se.

Morena...

Morena tu deixou saudade dentro do meu peito, e não tem jeito esta judiação!
Minhas lágrimas se despencam e se mistura ao ronco da cordiona, e dos acordes das cordas choronas do meu violão.

quando você começa sua vida não tem significado pra morrer,
quando está no fim da vida já a significados suficiente parar morrer.

CORPO DE MULHER

Corpo lindo de mulher,
que mostra a sensualidade,
que ele todo tem.

Rosto, suave de olhar meigo.
Seios fartos, insinuantes,
pernas lisas torneadas,
que nos levam a sonhos
de amor, constantes.

Corpo e rosto de mulher linda,
bela como és.
Em ti, tudo cheira poesia desde
a cabeça, até a pontinha dos pés.


Roldão Aires

Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

Toda Construção de um Império tem em suas estruturas a magnitude do Espírito e da Mente...

Cada um tem o encosto que merece. Você é o encosto do teu próprio corpo

"Aquele que aceita a injustiça, não tem o direito de escolher, sempre ficará com as sobras que lhe oferecer, aquele que luta por justiça sempre multiplicará ainda que pouco o que conquistar"

Se você tem uma irmã e ela morre, você pára de dizer que tem uma? Ou você é sempre uma irmã, mesmo quando a outra metade da equação se foi?

Nos filmes de terror a vitima sempre pergunta:
-Tem alguem ai?
Ate parece que o assassino (ou o ladrão,fantasma,psicopata e etc) vai falar:
-Bem depende se alguem for uma pessoa que quer te matar ou roubar, tem sim,Eu!

Tem gente que ama o espinho
porque foi muito machucado pela flor.

Quem só consegue enxergar a cor da pele é porque não tem olhos que enxerguem a alma.

vocês querem realmente saber o sentido da vida ? eu te digo

Não ache que isso tem haver com amor,felicidade,paixão ou coisas do tipo isso é apenas uma coisa criado por humanos...

o sentido vida é simplesmente viver...

ser uma minuscula engrenagem de uma maquina gigante chamada existência...

esqueça Deus ou deuses
esqueça amor
esqueça paixão
esqueça humildade
esqueça tudo pois tudo faz parte da mesma maquina que você esta

imagine se você não existisse não tivesse saído pela porta tivesse pisado em uma folha que não tivesse caído de uma arvore
que não teria sido plantada por você que as a outras milhares e milhares de arvores surgissem daquela semente e quem sabe se uma dessas semente não tivesse sido a primeira planta a ser plantada em marte que não tivesse ajudado a terraforma a atmosfera de lá podendo servir salvação para humanidade de um gigantesco asteroide que iria colidir com a terra e dar o fim a todas as vidas da terra ? posso falar infinitamente das coisas que não poderiam acontecer caso você não existisse

e agora já sabe o sentido da vida ?

SEDE DE AMOR!

Oh distancia cruel... meu espirito tem sede...
Sede , sedento de você...Sede de amor...
Sede de calor..Sede de seu valor... Sede do Perfume que isala, da sua alma que me cala...
Oh medo cruel de não te sentir mais...
Desta distancia que me devora...
Desta sede que me leva a loucura...
Sentir o seu calor e o desejo...
Teremos direito ha ser feliz?
Sedenta de amor... sentir o seu calor ...
Ah sede que não se acaba...
Sede que me devora a alma...
Mata-me esta sede, que me devora...
Sei que tu consegues ler e ver a minha alma ...
Sede que vai e vem , com o despertar da paixão...
Sede de saudade, Sede de vontade...Ah mata-me essa minha sede...
Ah sede de amor...
Licia madeira

''Se dependesse só da gente, era eterno. Mas, tem que ser recíproco, e nem sempre é.''

Você
tem
feito
morada
em
cada
verso
meu.

Por que temos de pagar por erros de outros...ninguém tem culpa de você escolhe a pessoa errada, e por pensar que todos são iguais, você acaba machucando outra pessoa uma pessoa que te manda mensagem todos os dias, que se importa com você, que tenta falar com você direto só para não deixa-lá sozinha, e você o jogo no fundo, fazendo com que ele acabe duvidando de si mesmo, pensando que se realmente vale alguma coisa ele ser um cara legal, carinhoso, gentil, a cada risada que você dava pelas imagens, frases, fotos que ele mandava, mais ele se achava inútil e desistir de tentar achar alguém, será que ele merecia aquilo, será que você o via de verdade se via não parecia, pós ele estava lá por você querendo ve-lá bem, ele chegou a quebrar a mente dele, o sentimento de tristeza para falar com você mas, tudo foi em vão, então aos poucos ele foi desistindo de você até então vê que você nem se importava com ele, então ele desistiu de tudo, parou de acreditar em amor, de acreditar que exista uma mulher que vai varolizar ele, então veja o que você faz por que pode está perdendo um homem que realmente fez algo por você, pessoas boas nunca foram mas até que passam por tanta decepção, hoje será que ele ainda é bom ou ficou mal...

O ato gratuito

Muitas vezes o que me salvou foi improvisar um ato gratuito. Ato gratuito, se tem causas, são desconhecidas. E se tem consequências, são imprevisíveis.
O ato gratuito é o oposto da luta pela vida e na vida. Ele é o oposto da nossa corrida pelo dinheiro, pelo trabalho, pelo amor, pelos prazeres, pelos táxis e ônibus, pela nossa vida diária enfim – que esta é toda paga, isto é, tem o seu preço.
Uma tarde dessas, de céu puramente azul e pequenas nuvens branquíssimas, estava eu escrevendo à máquina – quando alguma coisa em mim aconteceu.
Era o profundo cansaço da luta.
E percebi que estava sedenta. Uma sede de liberdade me acordaria. Eu estava simplesmente exausta de morar num apartamento. Estava exausta de tirar ideias de mim mesma. Estava exausta do barulho da máquina de escrever. Então a sede estranha e profunda me apareceu. Eu precisava – precisava com urgência – de um ato de liberdade: do ato que é por si só. Um ato que manifestasse fora de mim o que eu secretamente era. E necessitava de um ato pelo qual eu não precisava pagar. Não digo pagar com dinheiro mas sim, de um modo mais amplo, pagar o alto preço que custa viver.
Então minha própria sede guiou-me. Eram 2 horas da tarde de verão. Interrompi meu trabalho, mudei rapidamente de roupa, desci, tomei um táxi que passava e disse ao chofer: vamos ao Jardim Botânico. "Que rua?", perguntou ele. "O senhor não está entendendo", expliquei-lhe, "não quero ir ao bairro e sim ao Jardim do bairro." Não sei por que olhou-me um instante com atenção.
Deixei abertas as vidraças do carro, que corria muito, e eu já começara minha liberdade deixando que um vento fortíssimo me desalinhasse os cabelos e me batesse no rosto grato de olhos entrefechados de felicidade.
Eu ia ao Jardim Botânico para quê? Só para olhar. Só para ver. Só para sentir. Só para viver. Saltei do táxi e atravessei os largos portões. A sombra logo me acolheu. Fiquei parada. Lá a vida verde era larga. Eu não via ali nenhuma avareza: tudo se dava por inteiro ao vento, no ar, à vida, tudo se erguia em direção ao céu. E mais: dava também o seu mistério.
O mistério me rodeava. Olhei arbustos frágeis recém-plantados. Olhei uma árvores de tronco nodoso e escuro, tão largo que me seria impossível abraçá-lo. Por dentro dessa madeira de rocha, através de raízes pesadas e duras como garras - como é que corria a seiva, essa coisa quase intangível e que é vida? Havia seiva em tudo como há sangue em nosso corpo.
De propósito não vou descrever o que vi: cada pessoa tem que descobrir sozinha. Apenas lembrarei que havia sombras oscilantes, secretas. De passagem falarei de leve na liberdade dos pássaros. E na minha liberdade. Mas é só. O resto era o verde úmido subindo em mim pelas minhas raízes incógnitas. Eu andava, andava. Às vezes parava. Já me afastara muito do portão de entrada, não o via mais, pois entrara em tantas alamedas. Eu sentia um medo bom – como um estremecimento apenas perceptível de alma - um medo bom de talvez estar perdida e nunca mais, porém nunca mais! achar a porta de saída.
Havia naquela alameda um chafariz de onde a água corria sem parar. Era uma cara de pedra e de sua boca jorrava a água. Bebi. Molhei-me toda. Sem me incomodar: esse exagero estava de acordo com a abundância do Jardim.
O chão estava às vezes coberto de bolinhas de aroeira, daquelas que caem em abundância nas calçadas da nossa infância e que pisávamos, não sei por quê, com enorme prazer. Repeti então o esmagamento das bolinhas e de novo senti o misterioso gosto bom.
Estava com um cansaço benfazejo, era hora de voltar, o sol já estava mais fraco.
Voltarei num dia de muita chuva – só para ver o gotejante jardim submerso.

Nota: peço licença para pedir à pessoa que tão bondosamente traduz meus textos em braile para os cegos que não traduza este. Não quero ferir os olhos que não veem.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Uma bela atitude tem mais valor do que todo dinheiro do mundo, Seja um abraço apertado, um sorriso sincero, isso Tem um valor inestimável.

Os dias nublados também têm a sua beleza.

Não tem escolha certa quando é o coração quem decide