Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A Minha Hipócrita Vida
Minha vida tornou-se íntima da solidão e,
desde então, tudo e qualquer coisa que eu faça,
é simplesmente inútil.
Por diversas vezes sustentei a ideia que a vida
é perfeita e incapaz de promover sofrimentos e ilusões
àqueles que a prezam.
Contudo, independente da devoção por mim exercida,
a vida me privou o amor.
“Tão rude e tão inescrupulosa foste, Vida!
Iludindo-me com esta mulher que jurei amar
com a vida como prova;
esta mesma vida a qual me jurou eterna felicidade
traiu-me com a mais lavada das faces?!”Sim [..]
Abrasando a efêmera constância de um amor eterno e voraz
que um dia incendiou-me. Mas agora,
como tiro-de-extintor o combate, fazendo-o casto e gélido;
por aquela que primeiro me amou
e agora me abandona como quem jamais me conheceu,
adulterando a vida fiel e tornando-a uma eterna falsa prece
que não será ouvida nunca.
Agora,
sofro por esta reminiscência exasperada que me lateja a alma.
Tenho a certeza de que esta lembrança me perseguirá
a felicidade até o findar de meus dias e,
por mais ignoto que o seja, o pesar que fica,
é a única realidade existente: abandonou-me um grande amor;
o amor da minha vida!
E, ao passo em que a vida rapidamente passa, eu aperto o passo pra que essa minha passagem não seja em vão.
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!
" Um dia a vida me bateu com tanta força
que precisei usar a minha força, pra levantar...
e levantei...Hoje percebo que quem não sabe com quem convive,precisa aprender a não esperar nada dessas pessoas"
Para Patrick
Nós andávamos de bicicleta
Corríamos na ciclovia
Com a minha cachorrinha
Procurávamos por conchinhas
Naquela praia de mentira
Atirávamos água um no outro
Com aquela arminha de brinquedo
Jogávamos Mário no computador
Comíamos chocolate escondido
Apostávamos corrida por aí
E eu lhe mostrava as estrelas
Aquelas do céu da rua
E aquelas do céu de meu quarto
E eu lhe dizia os nomes
Das constelações
E às vezes ele me irritava
Acho que ele se exaltava
Com tamanha alegria
Ou, talvez, tristeza
Talvez o fizesse para chamar atenção
Mas era tão desnecessário
Pois eu sempre estive lá
Eu sempre cuidei dele e dei
Toda a minha atenção
E uma vez fui abraçá-lo
E depois de segundos, soltá-lo
E ele não me soltou mais
Então perguntei se ele
Estava com saudades minhas
E ele disse que sim
Então o abracei mais forte
Pois eu sabia que ele gostava
De mim tanto quanto eu dele.
"Estou Sozinho, só enquanto junto as Pedras que me atiram, para construir o castelo da minha futura Rainha."
Eu ainda prefiro a masmorra a ficar agradando todo mundo. Minha insanidade pra mim é real e me abriga.
imagine meu amor
sinta tudo já senti,
a dores por te la na minha vida,
sinta o meu profundo
descubra que vida é poço sem fundo,
que nada faz sentido se não á
pense em um penhasco
que estou perdido no profundo
tem ideia de quanto já te amei,
quantas vezes me perdi em sonhos,
então vejo seus lábios sorrir,
tudo parte de buraco sem fundo,
sento obscuro da tua alma
tudo replete o profundo
quando busco o vazio da alma
somente encontro o atroz
tudo surge num poço de lagrimas,
como a noite caie sinto tua escuridão
no lapso dos meus desejos...
nada brilha com calor da tua expressão,
retalho meus pensamentos
só vejo maldade meus olhos
o sangue escorre minha alma...
tenho pesadelos acordado
que gosto tem essa realidade,
minhas virtudes é um lugar
onde tudo pode ser real,
apreço minha carne,
ela queima a corto,
com prazer sinto tua voz morta
tantas realidades morremos
ate que chegue no profundo da noite,
me diga amor que ama,
verdade poço vazio queimando na minha pele.
vermes verte dos sonhos dos tolos
bêbados pelo amor doentio,
calado em trevas o amor verte sangue do coração,
espanco a vida ate que tudo seja bolo de carne
moído em desejos seja todo profundo,
calado no desatino perdido pelo fato te amar.
que importa a alguém que amei tanto,
sinta os cortes no meu coração verá que é o amor,
então grito na escuridão teu nome em vão,
a morte é sonho que meu amor rompeu teu nome,
com palavras doces arruinados pelo fato ter o amor
com o fogo do teu corpo todas virtudes são impuras
tento revivas cada minuto que passo no profundo do teu amor.
Africa minha nação, Moçambique minha patria amada. Sempre lutarei, para ver um eterno sorrizo, armonia e Paz no séio dos que nela hábitam.
Sempre mostro minha personalidade de forma oblíqua e tentadora, sugerindo que tudo levará ao um clímax tão terrível quanto inevitável.
Antes de sair do Brasil e me meter nessa aventura inimaginável em minha vida, assisti a uma palestra sobre autodesenvolvimento em que a psicóloga dizia que fazer um intercâmbio era como amadurecer cinco anos em um. Agora, faltando menos de dois meses para que eu volte pra casa, tenho que concordar com ela.
Esse semestre conheci pessoas especiais como no primeiro semestre. E umas das mais especiais eu conheci um pouco menos de dois meses antes de que eles voltassem para o país deles, Romenia. Talvez eu os tenha conhecido um pouco tarde. Mas pode ser que, se os tivesse conhecido antes, a amizade não teria sido tão boa como foi. Sabe aquelas pessoas que você conhece e com as quais em pouco tempo você se identifica e percebe que com elas você não precisa fazer esforço para fingir ser quem não é, e a amizade flui, e cada um acaba buscando a companhia do outro natural e reciprocamente? De modo que você se expõe, se torna vulnerável, mostra o que você tem de pior, e isso, em vez de te distanciar delas, acaba te aproximando? Então, minha amizade com eles foi assim, até que um mês e meio depois que os conheci, eles foram embora.
Porém se tem algo com que eu me resignei nesse intercâmbio é a dura verdade de que viver é despedir-se. Despedir-se do dia que passou, do amigo que foi e não volta, despedir-se da gente mesmo, de quem a gente era e agora já não é mais. Despedir-se da cidade da qual vamos embora e pra qual não sabemos se regressamos. Até que um dia chega a última despedida, que é o dia em que a gente tem que se despedir é da vida mesmo.
Mas viver também é reencontrar-se. Reencontrar-se com um amigo que há muito não se via. Reencontrar-se com a família que saudades de você sentia. Reencontrar-se com sua cidade natal, de onde você quase nunca saía até que uma experiência de intercâmbio te força a sair dela para, quem sabe, saindo da zona de conforto, você possa reencontrar-se consigo mesmo.
Ao voltar para o Brasil em algumas semanas, vou reencontrar minha família e amigos e vou precisar de muito tempo para tentar passar pra eles o que foi esse intercâmbio, mesmo sabendo que só saberão mesmo o que é um quando fizerem um. Vou ser cuidadoso, vou tentar não transformar tudo que passou em um conto idealizado, vou dizer que conheci lugares novos, pessoas especiais, fui a festas divertidas, mas vou dizer também que às vezes foi difícil, sabe, que tive momentos de estresses, momentos em que queria voltar para o aconchego da casa dos pais, voltar a comer a comida da mãe. Ou momentos comuns, em que não tinha nada para fazer, ou não queria fazer nada, e ficava “aburrido” (entediado) em casa navegando na internet. Que teve momentos que comparei o Brasil com os países da Europa e disse que queria viver aqui para sempre e outros momentos que achei que tudo no Brasil era melhor e queria voltar logo para casa.
Estou ansioso pelo reencontro. Pela troca de experiências, por saber também por quais dificuldades passaram durante esse ano e quais alegrias tiveram. Um reencontro com quem já não são mais os mesmos, ainda que o sejam. Eu também não sou o mesmo, mesmo que seja. Cinco anos mais maduro, embora só tenha passado um ano fora. Eles, também mais maduros, ainda que tenham passado no mesmo lugar.
Na dose e na bebida.
Eu transformei minha vida.
Num caminho só de ida.
E sem desejar voltar.
Noites e noites a me embriagar.
Eu vivo este meu destino.
Não pensei que fosse terminar assim.
Sinto-me homem, menino.
E que por causa do amor.
Eu fosse encontrar o fim.
Nas doses dessas bebidas.
Que hoje são companheiras.
E parte da minha vida
Desta vida derradeira.
