Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A vida comunitária é o lugar onde se descobre a fraqueza humana do ser e se aprende a assumi-la. Essa prática só é fato numa comunidade por causa desse elemento chamado: amor
Nós precisamos dos lugares a sós, dos lugares onde entramos em solitude, um lugar onde seja um jardim de oração, de contemplação perfeita do Pai.
Contemplação é uma profunda ressonância no mais íntimo centro de nosso espírito, onde nossa própria vida perde sua voz específica e ecoa a majestade e misericórdia daquele que é oculto, mas vivo dentro de nós, o Senhor Deus.
No silêncio da alma somos levados ao deserto onde podemos nos retirar e nos livrar das nossas compulsões e habitar na bondosa presença do Eterno Deus. Sem este momento, perdemos noção da reflexão na alma. Quando silenciamos o coração ganhamos a experiência e comunhão com o Pai a quem servimos e amamos.
Hoje, fiquei matutando e me perguntado:
- Até onde eu posso chegar? No meio dessas indagações, lembrei-me dos meus amigos, que sempre torceram por mim, pelo meu sucesso, e conclui que não importa para onde eu vou, e sim que não posso desistir nunca, pois, o único que pode dizer quando uma coisa acaba é Deus. Fico agradecido pelas palavras de vocês, e também desejo multiplicado todos os votos.
Às vezes, olho para o horizonte e esqueço de olhar pertinho, onde as borboletas voam, os pássaros cantam e encantam.
Uma encruzilhada apresentará sempre duas direções além daquela de onde você veio: uma à direita e outra à esquerda. Qualquer delas o afastará do caminho do meio, conduzindo-o a um dos extremos. Mantendo-se na que vem seguindo, o risco será reduzido por já conhecer a estrada, além da reta mostrar de longe para onde leva. Extremos nunca se mostram, portanto, como referência de equilíbrio e bom-senso.
Para aquele que crê somente naquilo para onde sua razão o conduziu, é inquestionável o momento de se deparar com algo que seu ceticismo vai negar sem lhe dar argumento para contradizer, sua lógica irá rejeitar sem uma explicação para colocar no lugar, seu modelo do real buscará referência na lista do conhecido e ali não a poderá ver, e o mental buscará a resposta em seu sistema de crenças e nenhuma se encaixará. Restar-lhe-á então a reação da criança que, nada podendo fazer com o que tem à sua frente, tapa os olhos diante do inefável.
O limite do medo vai até onde não nos cala diante da torpeza, e nem nos acovarda ao ponto de aceitarmos trocar a justiça pelo conforto.
O passado é precioso na medida em que nos permite entender como chegamos onde estamos e nos deixar orgulhosos do nosso agora. Mas deve ser tratado como um sonho bonito do qual nos lembramos ao acordar, e não como o lugar do qual nunca sairemos. Em vez de escravo do que experimentou no passado, opte por ser o arquiteto do seu futuro.
A tristeza é um abismo sem fim,
Onde os dias se arrastam sem fim,
E a alma, perdida, se esconde no escuro,
Procurando luz, mas nada encontra no muro.
As cores do mundo se tornam opacas,
O céu, um peso que o peito carrega,
E as palavras que antes eram doces,
Agora são ecos, que a mente sufoque.
O tempo passa, mas é uma ilusão,
Cada segundo é uma prisão,
E o sorriso se perde na névoa do ser,
Enquanto o corpo luta para sobreviver.
As noites são longas, mais do que o dia,
O vazio é companhia fria,
E no silêncio, a alma grita,
Mas a dor é surda, nunca acredita.
O que resta quando a esperança se vai?
Apenas o eco daquilo que foi paz.
E na luta invisível, a coragem é pequena,
Mas ela insiste, mesmo na dor que condena.
E quem sabe, um dia, em algum lugar,
A luz se quebrará e a sombra se dissipará.
Mas até lá, no escuro, só resta resistir,
Com a esperança, ainda que frágil, de existir.
Tudo o que procuro é um sentimento, pode ser de segurança ou acalento, onde posso sentindo o reconhecimento, sabendo do meu pertencimento!
Quando dói lá dentro onde não existe lugar, quando a respiração fica pesada, quando o choro não vem mais, quando não existe nenhum pensamento, quando o vazio tomou conta de preencher tudo, quando o nó na garganta não quer se desfazer, quando o todo virou solidão ... O que restou de mim?
Onde está a vontade de continuar?
No outro, no trabalho, na viagem, no dinheiro...
E quando tudo estiver sido vivenciado, como levantar da cama e seguir com os dias que ainda temos que viver?
É você, sempre será sobre você.
Todo o resto são fantasias inúteis pra fazer você não olhar pra onde realmente importa.
O mundo não quer que você pense, eles te querem alienados, entorpecidos, fúteis...
Assim é mais fácil.
Do lado interno e escudo
No Hades do meu ser
Onde demonios urram e matam pela oportunidade de experimentar segundos de sentimentos vis
Eu tento incessantemente fazê-los saciados com atitudes insanas
Mas nem sempre eu tenho forças
Eles vencem, um a um...
A ignorância de uma sociedade adoecida
Desconsidera o que acontece na subjetividade
Esperando padrões e modelos
Me sinto ridícula e feliz.
Ainda sonho com um mundo onde qualquer pessoa não precise mais temer expressar-se de forma diferente da maioria porque simplesmente não haverá mais minorias, mas tão somente igualdades. Onde as críticas não mais se voltem para o tema abordado na obra – que será apenas um dentre tantos possíveis – mas para o talento do autor ao criá-la. E onde este último não precise abrir mão desse talento por conta de pensamentos pequenos que não tiveram o mesmo privilégio com que o universo o presenteou para seguir em frente. A carruagem irá sempre preservar sua nobreza, independente dos cães que ladrem enquanto ela passa.
