Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
"Trono Oculto"
No nevoeiro, onde os deuses se escondem,
Há um trono que os séculos respondem.
Oh! Trono oculto, de poder não visto,
Ah! Guardião do mistério jamais previsto.
Os ecos das eras sussurram segredos,
As sombras revelam seus decretos.
Oh! Sentar-se nele é perder a razão,
Ah! Trono oculto, devora o coração.
Trono oculto, véu da verdade,
Oh! Chamado por almas na eternidade.
Ah! Quem o busca jamais retorna,
Trono oculto, destino que transtorna.
"A arte é a magia primordial, onde o invisível ganha forma, o inaudível encontra voz e o tempo se curva ao êxtase da criação."
"Nas sombras do abismo, a alma se refaz, purificada pelo fogo eterno da redenção, onde o silêncio é a chave para a luz que transcende a escuridão."
Nocturna
(Verso 1)
Oh, noite eterna, que em teus véus me escondes,
Onde os céus se fecham e o vento canta seu lamento,
Em teus braços frios, encontro o descanso da minha dor,
Na solidão, onde o amor é apenas um sussurro distante.
(Refrão)
Vem, sombra, envolve-me em teu abraço gelado,
No abismo dos teus olhos, vejo meu rastro perdido,
Em teus sussurros, encontro o eco do meu destino,
Em teu seio, estou condenado, e ainda assim, divino.
(Verso 2)
Ah, amor perdido, que o tempo tomou sem piedade,
Em teus olhos havia um sol, agora apenas uma memória distante,
A cada passo, vejo a morte seguir-me de perto,
E sobre meu peito, o peso da vida se parte e se desfaz.
(Refrão)
Vem, sombra, envolve-me em teu abraço gelado,
No abismo dos teus olhos, vejo meu rastro perdido,
Em teus sussurros, encontro o eco do meu destino,
Em teu seio, estou condenado, e ainda assim, divino.
(Ponte)
Tão doce é a dor que enraíza em meu coração,
Como um amor perdido, que os ventos tornaram mudo,
E no silêncio da noite, ouço o chamado da morte,
Onde a vida se esvai, sem amor, sem alento.
(Refrão Final)
Vem, sombra, envolve-me em teu abraço gelado,
No abismo dos teus olhos, vejo meu rastro perdido,
Em teus sussurros, encontro o eco do meu destino,
Em teu seio, estou condenado, e ainda assim, divino.
(Encerramento)
E na escuridão, onde os sonhos se dissolvem,
Meu espírito se perde, e minhas esperanças giram,
Oh, noite eterna, que me consomes por inteiro,
Em ti, encontro minha paz… e meus medos se revelam.
Onde a Luz Se Recusa a Morrer
por Michael Bruthor
Verso 1
Andei entre os estilhaços da memória,
Beijei o silêncio de um tempo que não volta.
Amei como quem escreve história
Num corpo feito de fogo e revolta.
Pré-Refrão
Disseram que era o fim —
Mas minha alma sussurrou,
Que onde tudo escurece,
Ainda há uma flor que brotou.
Refrão
Se eu cair, que seja como estrela cadente,
Rasgando o céu com tudo que sou.
Se eu partir, que minha luz seja semente
Onde a dor um dia me apagou.
Pois eu sou a chama que se nega a apagar,
Sou amor onde a noite quer dormir.
Sou o brilho no olhar de quem ousa lutar —
Sou a luz que se recusa a partir.
Verso 2
Me vi sozinho, mas era o universo em mim,
Cada cicatriz: uma constelação.
Aprendi que o fim é só o começo, enfim,
Quando se canta com o coração.
Pré-Refrão
Caminhei entre ruínas e promessas,
Mas não perdi meu chão.
Fui tempestade, fui clareza,
Fui poema em combustão.
Refrão
Se eu cair, que seja como estrela cadente,
Rasgando o céu com tudo que sou.
Se eu partir, que minha luz seja semente
Onde a dor um dia me apagou.
Pois eu sou a chama que se nega a apagar,
Sou amor onde a noite quer dormir.
Sou o brilho no olhar de quem ousa lutar —
Sou a luz que se recusa a partir.
Ponte
Não nasci para ser silêncio,
Fui moldado pelo som do impossível.
E mesmo quando o mundo me fecha,
Meu peito abre portas no invisível.
Refrão Final
Se eu cair, caio dançando no ar,
Com um sorriso no rosto, a brilhar.
Deixo um eco de mim em quem ficou,
Uma esperança que nunca se calou.
Porque sou a chama que insiste em viver,
Sou a voz que ninguém vai extinguir.
Sou a luz que se recusa a morrer,
Sou a luz… que escolheu resistir.
Fui moldado na poeira do não-dito,
Onde os deuses escrevem com pranto e mito.
Carrego em mim o eco do início,
E a cicatriz sagrada do sacrifício.
Vi meu reflexo em rios que não voltam,
E beijei lábios de sombras que soltam.
Nos olhos do tempo, busquei o que é puro,
Mas só encontrei silêncio e futuro.
Te amei no intervalo entre dois mundos,
No compasso dos coros mais profundos.
Foste chama em meio à ruína,
Vestida de luz, ferida e divina.
Mas todo amor é lâmina em flor,
Perfuma, encanta — e sangra em cor.
E mesmo entre os véus da eternidade,
Perdi-te na curva da realidade.
Caminho agora por ruínas celestes,
Onde os anjos têm olhos terrestres.
E cada passo que dou na ausência,
É um salmo perdido na consciência.
O universo é um coro de dúvidas,
Cantando em línguas de luz e lâminas.
Mas no centro do caos há um altar,
Onde as almas nuas vêm descansar.
Se a morte for apenas uma canção,
Que tua voz ecoe na escuridão.
E quando o silêncio enfim me tocar,
Quero teus braços a me embalar.
Pois tudo que morre, volta a ser chama
No ventre do tempo que tudo reclama.
E mesmo no fim, onde tudo termina,
Nasce o infinito — em forma divina.
Guria, não importa a distância, por mais que se façam léguas vou a onde tu estás, pois quero os teus beijos, és dona do meu amar...
Desde que fomos desumanizados, passamos por processos dolorosos, onde fomos taxados de coisas, coisas que possuíam partes atrativas.
Sarah Baartman, que 1810 passou a ser vista como étnicos humanos exóticos, exibida como um show "no circo" ... e mesmo depois de morta em 1815, teve seus retos mortais e genitais em um Museu em Paris.
Países como Noruega, França, Alemanha mantiveram negros em zoológicos. Minha total perplexidade, pelo Brasil manter a mente fechada em seguir um padrão onde nos exclui a cada dia.
Exótico, desde sempre um termo usado para dar referência ao negro, hoje tentam maquear, como elogio, para aqueles que ingressam ao mercado da moda.
De atração de circo, zoológico, aos que tem seus cachês mais baixos, aos que não tem direito a passagem e hospedagem. Outrora analfabetos, hoje estudados o suficiente para saber e entender o quão doloroso é fazer parte de qualquer espaço e principalmente este mundo, onde somos um cabine que pode estar em telas ou vitrines, desde que passemos pelo cicloturismo ou nos tirem nossa coroa (nos danos lugar de Carecas), ou até mesmo quando precisam chocar com algo exótico.
Raramente o negro está ligado ao Belo, quando a campanha pede beleza e glamour não somos cotados.
Estamos presentes em marcas impactantes, onde se fala muito em diversidade, porém, estamos em destaque com alguma característica nos looks, acessórios, makes, com algo bem diferente, pois não somos vistos humanos, apenas como algo que chama atenção.
As exibições das genitais não pararam com sarah. Podemos notar em campanhas, como que se os negros não tivessem acesso ao palavra pudor, quando são convidados a estar sempre amostra.
Como se a nossa sexualidade excedesse todo e qualquer entendimento e capacidade.
E o mais intrigante, como podemos perceber ao longo, como os nossos próprios capatazes são os mentores a nos convencer a certas alianças, e nos dizer que este é nosso lugar.
Quando se alcança algum lugar de status nesse mundo e ao invés de unir para impor, nos impõem a ditadura do colorismo ou exibicionismo. Nos cobrando um padrão de perfil e simetria de corpos já derrubados na Europa... mas o que esperar de um país que foi o último a abolir a escravidão???
E onde nos pegamos sempre nos questionando: " onde ir nesse negro mundo da moda?"
Para encerrar com uma boa e alegre notícia, expectativa: " A FCS comunicações , através da produtora Fabiana Cândido, está levando a modelo Rogéria Cardeal Hta, produtora do projeto Hta Beauty Fashion Brasil, a Milão Itália, não para ser exibida em um show mas, para mostrar o show que podemos dar nas passarelas, com nossa beleza única e competência. "
Rumos ao 2 Incontro Dei Brasíliani Nel Mondo.
Para desfilar para o estilista conceituado Guilherme Tavares.
Representando a Mirror Models de Sabrina Zanini.
É todas as meninas e meninos de periferia, negros que sonham e sim é possível.
Matéria escrita por,: Rogéria Cardeal Hta
Modelo, atriz, produtora e jornalista.
Desde que fomos desumanizados, passamos por processos dolorosos, onde fomos taxados de coisas, coisas que possuíam partes atrativas.
Sarah Baartman, que 1810 passou a ser vista como étnicos humanos exóticos, exibida como um show "no circo" ... e mesmo depois de morta em 1815, teve seus retos mortais e genitais em um Museu em Paris.
Países como Noruega, França, Alemanha mantiveram negros em zoológicos. Minha total perplexidade, pelo Brasil manter a mente fechada em seguir um padrão onde nos exclui a cada dia.
Exótico, desde sempre um termo usado para dar referência ao negro, hoje tentam maquear, como elogio, para aqueles que ingressam ao mercado da moda.
De atração de circo, zoológico, aos que tem seus cachês mais baixos, aos que não tem direito a passagem e hospedagem. Outrora analfabetos, hoje estudados o suficiente para saber e entender o quão doloroso é fazer parte de qualquer espaço e principalmente este mundo, onde somos um cabine que pode estar em telas ou vitrines, desde que passemos pelo colorismo ou nos tirem nossa coroa (nos danos lugar de Carecas), ou até mesmo quando precisam chocar com algo exótico.
Raramente o negro está ligado ao Belo, quando a campanha pede beleza e glamour não somos cotados.
Estamos presentes em marcas impactantes, onde se fala muito em diversidade, porém, estamos em destaque com alguma característica nos looks, acessórios, makes, com algo bem diferente, pois não somos vistos humanos, apenas como algo que chama atenção.
As exibições das genitais não pararam com sarah. Podemos notar em campanhas, como que se os negros não tivessem acesso ao palavra pudor, quando são convidados a estar sempre amostra.
Como se a nossa sexualidade excedesse todo e qualquer entendimento e capacidade.
E o mais intrigante, como podemos perceber ao longo, como os nossos próprios capatazes são os mentores a nos convencer a certas alianças, e nos dizer que este é nosso lugar.
Quando se alcança algum lugar de status nesse mundo e ao invés de unir para impor, nos impõem a ditadura do colorismo ou exibicionismo. Nos cobrando um padrão de perfil e simetria de corpos já derrubados na Europa... mas o que esperar de um país que foi o último a abolir a escravidão???
Boa Noite!
Hoje Retorno a Mim Mesma, numa caminhada de um ano, onde após olhar o espelho me perguntei: onde foi que me perdi?
Sem questionar eu olhei aos céus e pedi a Deus: me traga de volta para mim!
Aqui estou, singular e como muitos em muitas vezes se sentem perdidos, vazios e com a sensação de que não fez o suficiente.
Hoje eu escolho a cada dia colocar Deus em primeiro lugar, na frente e com a certeza sigo sabendo que ele estar comigo no final de cada fase me levando em suas mãos de amor!
Lhe desejo a melhor escolha em suas escolhas. Escolha estar nos braços de Deus nesta linda caminhada e ele nunca irá lhe deixar só!
Bjs no coração!
És a prova viva que ninguém muda, assim como não mudarei. Mudarei apenas a direção de onde é para quem irei investir minhas energias!
Não olhes excessivamente para trás, para que possas bem escolher onde dar os próximos passos e desviar dos espinhos. O passado é importante, mas como aprendizado.
Será que o mundo continua uma escola de alunos onde eles não conhecem o professor, ou tudo parou para continuar como está.
Onde não há justiça honra e lealdade, o povo branda em decomposição sepultando a própria imagem banhado em vergonha no caos.
Quem poderá acusar julgar condenar um caminho justo honesto, onde as palavras não é um triste amargo travado em falsa hipocrisia.
a vida no campo continua a mesma simplicidade, onde o pão de cada dia é ganho com o suor do trabalho honesto.
