Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A vida é uma jornada de aprendizados e transformações, onde cada desafio nos fortalece, cada escolha nos leva a novas oportunidades e cada momento nos lembra do valor da gratidão e da perseverança.
Moabe Teles
Onde me encontro...
A dor de não se encontrar me faz ficar cada dia mais distante do verdadeiro eu. Onde encontro essa realidade? Através de algo quê transmita meu reflexo.
Pense na vida como um ônibus, onde vc está e vão entrando várias pessoas, ao longo da viagem vc vai escutando várias histórias, papeia com um, papeia com outro, e ao longo do percurso as pessoas vão descendo desse ônibus, assim como vc todos tem o seu ponto de descida e desembarque, a vida não é passageira, mas sim nós, pois o ônibus chamado vida vai continuar sempre em seu eterno percurso.
Aquela língua repartida entre nós - que não se fala com a boca, mas que por onde vai, se enxerga a sua voz (CODA, O Menino Astronauta, p. 60)
Eu não sei para onde ir
Me sinto vazio
Sufoco enquanto respiro
Entre tudo no mundo
Não sei o que fazer
Para encontrar você
Você da minha mente
Que nunca pude ver o olhar ardente
Nem tocar sua pele resplandecente
Pois estou aqui
Ainda esperando
Amargando
Os Filhos da Repressão
Nos vales de Minas, tão verdes, tão belos,
Onde o rio murmura segredos singelos,
Lá corre o vento nas montanhas sagradas,
Mas sombras espreitam nas curvas caladas.
Viajante que sonha com a festa e a dança,
Se encontra na estrada a pistola da ganância.
No verde se escondem, famintos chacais,
Fazendo do pobre um réu sem sinais.
O ferro que um dia foi luz de cuidado,
Agora é espada do mal disfarçado.
Uma fábrica imunda de multas sangrentas,
Que arranca do pobre as vísceras lentas.
Instrumento de lei? Não passa de um jogo,
Feito por larápios de almas sem fogo.
Filhotes da ditadura, herdeiros do açoite,
Saqueadores do povo à sombra da noite.
Capachos de reis corrompidos, corruptos,
Espremem tributos de cofres injustos.
Hipócritas frios de espinha vazia,
Bebem do sangue que a estrada servia.
Oh, Minas Gerais, tuas curvas guardaram
Encantos e rios, mas hoje sangraram.
Teus filhos, vencidos por mãos sanguinárias,
Gemem nas ruas, nas praças, nas várias.
E enquanto a festa se veste de cor,
A estrada se pinta com manchas de dor.
Nos montes, no céu, na bela estação,
Ainda ecoa a repressão.
Onde homens hipócritas vestem camisas de força e homens íntegros vestem camisa de vênus.
E uma época escura onde o néctar dos seios de uma vaca vale seu peso em moedas de ouro e os inúmeros tapetes do deserto que absorve a chuva e tem cada um ao custo de moedas de prata.
Se fosse possível voltar onde nunca fomos
Se fosse possível esquecer do que nunca vivemos
Talvez conseguíssemos ser apenas um, em apenas um mundo.
Título: Dias de prosa.
Há dias que são de lua,
silenciosos, cheios de brilho e mistério,
onde a noite se desenha em prata
e o tempo se espalha em versos.
E há dias que são de prosa,
de passos firmes e riso solto,
onde as palavras correm soltas
como vento na esquina do morto.
Na lua, o silêncio canta.
Na prosa, a vida dança.
Entre um e outro, sigo fundo…
no poço!
escrevendo como estou
dos ciclos do céu e do tempo…
novo.
Velhas Moradas.
Casas por onde passei,
Nem pensei em vocês, nem vou pensar,
É estranho, não me prendo a lugar,
Minhas saudades são de gente,
Não de parede ou de lar.
Uma morada, pra mim,
É onde eu puder ficar,
Seja toca ou seja castelo,
Tanto faz, o tempo vai levar.
As pessoas, eu sei, vão também,
Mas que saudade, ah, isso vem.
De cada cidade e casa em que morei,
Cada canto com sua graça,
Teve dia que o peixe veio,
E não foi no balde, foi na raça.
E cada perrengue que enfrentei,
Pra ser sincero, mais ri do que chorei.
Casa molhada de chuva,
Parede caindo aos pedaços,
E as portas de vidro, malditas,
Nariz sempre arrebentado.
Amigos que levei comigo,
Jogando bola ou conversa fora,
Tempo bão, tempo que passa,
Se eu pudesse, eu tatuava,
Bem no peito, bem na alma,
Bem na raça.
Reflexo do Divino.
Na trilha da vida, onde fé e razão se enlaçam,
O inventor caminha, entre dúvidas que abraçam.
"De onde viemos?", ele insiste em saber,
Entre estrelas e livros, tenta entender.
Não há verdades, só suposições,
História reescrita em guerras e imposições.
Se somos imagem de um Deus perfeito,
Por que no espelho há tanto defeito?
Do Big Bang à criação, vê a evolução,
Como um inventor que refina a invenção.
No medo do novo, quantos sonhos negados,
Quantos saberes foram calados?
Na diversidade, encontra sentido,
Nem fé, nem ciência, estão perdidos.
Segue, inquieto, sem se prender,
Pois no questionar, aprende a crescer.
Quem Sou
Sou alguém sem lembranças de onde veio,
Como a outrem com saudades para onde ir.
Sou alguém que sonha o próprio meio,
Como a outrem com dificuldades em dormir.
Como o sol se pondo e nascendo a um novo dia,
Morro a cada instante em todo entardecer!
Como o espetáculo de uma nova magia,
Renasço a todo tempo num novo alvorecer!
Mesmo outrem como a mim, que trilha,
Superando tristezas, e que alegremente diz:
"Sou também assim, simplesmente feliz!"
Sou a outra estrela distante, que brilha!
Sou a mais bela poesia, sem querer...
Sou um outrem... Alguém, como você!
Nos braços do amor, encontramos um lar,
Um espaço seguro onde podemos sonhar,
Intimidade suave, como brisa a passar,
Teus olhos nos meus, um mundo a desvendar.
Carinho nas palavras, gestos de ternura,
Um toque delicado que acalma a loucura,
O amor é um laço que nos une em oração,
Respeito profundo em cada coração.
Na dança da vida, seguimos juntos,
Caminhos entrelaçados, destinos fecundos,
No calor do abraço, a confiança floresce,
Em cada momento, o amor se estabelece.
Respeito é a base que sustenta o querer,
Cuidar um do outro é aprender a viver.
Em cada suspiro, em cada olhar sincero,
Construímos um laço que é puro e verdadeiro.
Assim seguimos, com carinho e afeto,
Cultivando essa chama que nunca tem teto.
Na intimidade do amor, somos um só ser,
Respeito e carinho nos fazem crescer.
hoje eu percebi que o que é nosso sempre nos encontra, principalmente se fazemos por onde, se nos esforçamos e mostramos quem somos, um dia a vida nos recompensa.
espero tanto que a vida seja boa daqui pra frente.
Sempre sonhei em encontrar algo verdadeiro,
Onde o amor não precise de máscaras.
Com o tempo, aprendi que amar é simples,
E que a verdadeira força está em acreditar, mesmo nos momentos difíceis.
O Peso do Mundo
A medida das coisas, o peso do mundo,
abismo profundo onde o mar se desfaz.
As costas do homem, forjado do barro,
o medo da morte, açoite voraz.
A busca insalubre nas ondas do vento,
sonhos abortados, perigos sangrentos.
A paz, utopia no vasto existir,
a sorte que foge, um monstro a engolir.
Davi e o gigante, um conto farsante
que não se refaz.
No campo terreno, a luta se perde,
o forte e o fraco bebem o mesmo veneno.
