Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Onde Mora a Leveza
Há uma leveza rara naquele espaço,
daquelas que não se explicam bem,
vem do jeito delas, do cuidado,
da paz que cada gesto tem.
Nada ali é só aparência,
tudo carrega intenção,
desde o toque mais simples
até uma risada em tom de brincação.
A cabeleireira, com mãos seguras,
trabalha com calma e atenção,
e a assistente, sempre presente,
traz leveza em cada ação.
Elas trabalham com alegria,
e isso muda tudo ao redor,
porque quando a energia é boa
o simples se torna maior.
E talvez seja esse o segredo
que faz tudo ser como é:
corações alinhados ao bem,
e uma base firme em Deus e na fé.
Onde não há lutas não se obtém vitórias e onde não há guerra não se conquista a paz, vivemos em constantes provações, mas o importante é nunca desistir e sempre acreditar.
“H.A.A”
DEUS no comando sempre!!!!
"Não foi no rosto que senti o teu beijo, Senhor,
Mas no âmago da alma, onde a dor se faz luz.
Teu hálito de paz dissipou meu desejo,
E a sombra do mundo rendeu-se à tua cruz."
A FLOR NASCE ONDE NADA DEVERIA NASCER.
CAP. XXII.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 2025.
A flor nasce onde nada deveria nascer. Não por milagre, mas por insistência ontológica. O deserto não a acolhe, não a protege, não a celebra. Ainda assim ela surge, portando em si uma dor que não reclama e uma beleza que não pede testemunhas. Sua raiz aprende cedo que viver é beber da escassez e transformar a aridez em seiva lenta. Essa flor não ignora o sofrimento. Ela o conhece intimamente e por isso floresce com gravidade.
O filósofo aproxima-se com o passo de quem já atravessou muitas ideias e poucos silêncios. Catedrático do pensamento, erudito da linguagem, traz nos olhos o cansaço de quem compreendeu demais e ainda assim não encontrou repouso. Ele observa a flor não como botânico, mas como consciência ferida. Reconhece nela aquilo que sempre buscou formular. A dor que não se justifica. A beleza que não consola. A permanência que não promete recompensa.
A flor bebe do deserto sem pedir permissão. Cada gota é extraída do nada. Cada pétala sustenta um equilíbrio improvável entre o colapso e a forma. Nela a dor não é acidente. É condição. E exatamente por isso é sublime. O filósofo compreende que toda construção interior digna nasce dessa mesma lógica. Não do excesso, mas da falta sustentada com lucidez.
Quando ele se inclina, não é para colher. É para aprender. A flor não oferece respostas, mas oferece água. Não água abundante, mas suficiente. O suficiente para que o pensamento não morra de sede. Ao beber, o filósofo percebe que também dá de beber. Sua atenção, seu silêncio, sua presença devolvem à flor aquilo que ela jamais pediu, reconhecimento. Entre ambos estabelece-se uma ética muda. A flor ensina a permanecer. O filósofo aprende a não exigir sentido imediato.
Ao íntimo esse encontro revela uma verdade incômoda. O espírito amadurece não quando elimina a dor, mas quando aprende a sustentá-la sem deformá-la. A flor não nega o deserto. O filósofo não nega sua fadiga. Ambos coexistem com o limite. Essa coexistência é o que permite que algo permaneça vivo sem se iludir.
Há algo de profundamente lúgubre nesse cenário. Não há redenção visível. Não há promessa de chuva. Apenas a continuidade austera de existir. Ainda assim, há dignidade. A flor não se curva. O filósofo não se desespera. Entre eles circula uma compreensão silenciosa. A dor pode ser morada. A aridez pode ensinar. O pensamento pode beber sem se embriagar.
E assim, no coração do deserto, a flor segue aberta não para ser vista, mas para ser verdadeira. O filósofo afasta-se transformado não por esperança, mas por clareza. Ambos permanecem. Um enraizado. Outro caminhante. Unidos por uma dor que não pede piedade e por uma beleza que não se explica, apenas se sustenta.
ONDE A LUZ SE INFILTRA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“É principalmente em tuas mais profundas cicatrizes que a luz também entra.”
A afirmação não exalta a dor como virtude nem sacraliza o sofrimento como fim em si mesmo. Ela reconhece um princípio antigo da tradição moral e espiritual segundo o qual a fratura revela a verdade do ser. As cicatrizes não são apenas marcas do que feriu mas sinais do que resistiu. Nelas a consciência aprende a depurar-se, a soberba cede lugar à lucidez e o orgulho silencia diante do limite reconhecido. O que foi rompido abre frestas, e toda fresta é uma possibilidade de discernimento, pois somente o que foi atravessado pela experiência conhece o peso do real.
A luz não entra pela superfície intacta, lisa e protegida, mas pela matéria que já conheceu a noite e sobreviveu a ela. Há aí uma pedagogia severa e antiga: o humano cresce quando aceita ver-se sem ornamentos, quando consente em olhar suas falhas sem cinismo e suas quedas sem desespero. A cicatriz não é a negação da beleza; é a sua maturação ética. Onde houve rasgo nasce responsabilidade. Onde houve dor desperta-se a vigilância interior.
Assim, a luz que entra não ilumina para consolar, mas para ordenar. Ela não promete repouso fácil, mas clareza. E nessa clareza o espírito aprende que a verdadeira elevação não se dá pela ausência de feridas, mas pela dignidade com que se transforma o que sangrou em fonte de consciência, pois é nesse ponto exato que a alma, depurada, começa a erguer-se com firmeza e sentido.
É um susto doce, esse.No meio do caos do mundo, onde todos corr
em atrás de likes e telas frias,eu me vi offline, imerso no que é vivo.Estive com meus filhos,vivi o toque, o riso, a herança do afeto.Abracei meus netos — esses pequenos pontos de luz que carregam o meu DNA e o futuro nos olhos.E, de repente, o clique:enquanto o mundo busca o 'extraordinário',percebi que sou a elite do bem-estar.Minha conta bancária emocional transbordou.Sou, sem exagero e com toda a paz do agora,mais rico e mais feliz que 90% do planeta.Não é sorte, é conexão.É o luxo de ser amado por quem a gente ama.
"Num mundo onde todos querem ser tão iguais, seja diferente; - o sucesso se faz entre minorias!"
Haredita Angel
07.08.2009
O céu é um jardim onde as estrelas são colhidas como flores do deserto;
onde a lua sorri, presa ao manto azul;
onde as nuvens tentam esconder a beleza das estrelas.
Onde o sentimento das lágrimas nos olhos do ser amado
se transforma em momentos que jamais se esquecem.
Dúvidas
Às vezes, construímos muros e esquecemos por onde sair — ou talvez não queiramos lembrar.
Nessas horas, chuvas de dúvidas persistem e trazem pensamentos tempestuosos.
São esses pensamentos que oscilam a paz do ser humano.
A cada esquina, ruas se formam, e nós continuamos aqui, vivos, em nuvens de interrogações que cobrem a nossa mente.
Onde a emoção mora
Tudo cheira a tristeza.
É castigo, eu sei.
Mas depois percebi que tudo é questão de escutar.
É uma maestria rasante, justa,
nas conversas entre eu e você.
A emoção, quando chega às nuvens, é sagrada,
e o corpo reage.
Meu lugar é aqui
Tento proteger seus olhos, que sorriem, em um mundo onde tudo pode ser acolhimento e esperança. Ainda assim, eu estou aqui.
Onde a alegria mora
Não fica assim, menina.
A extensão desta vida é incerta, e não há replay.
Tudo fica guardado na memória.
Eu sei que dói quando o rio desce, quando as lágrimas transbordam.
Mas, se doer muito, lembre-se de que um dia você foi muito feliz.
Hoje, as lágrimas ocupam um espaço que um dia foi sorriso.
E, se continuar a doer ainda mais,
me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.
Amanhã, a sua manhã pode ser uma surpresa.
E, se outro sem noção aparecer, barre-o, para não permitir que ele desperte gatilhos.
Não deixe que a tempestade encontre morada na sua alegria.
Às vezes, um grande amor pode estar ao seu lado nas horas alegres —
e, principalmente, nas horas tristes.
É aquele que se enverga para que você não seja atingida;
é aquele que estende as mãos quando você já não tem forças para estender as suas;
é aquele cujos ombros lhe servem de apoio.
Me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.
Amo você
Seja como um ipê,
silencioso em meio ao caos,
firme onde o vento insiste
em testar o que é raiz.
Não seja multidão passageira,
nem eco vazio de vozes tantas;
seja presença inteira,
um amigo que basta
na vastidão da gente.
Não dependa de mãos que podam,
nem de olhares que aprovam —
cresça por dentro,
no tempo que é só seu.
E então, floresça…
mesmo quando o mundo parece seco,
mostrando, sem pedir licença,
a beleza de simplesmente ser.
"O maior projeto de uma vida não é acumular dígitos, mas construir uma estrutura onde a humildade é o teto e a verdade é o chão. Quem olha de fora e não entende, nunca mereceu estar dentro."
"Onde há vontade, há um caminho. Onde há fé, há proteção. Siga em frente!"
---------------- Eliana Angel Wolf
Há um silêncio que dança no fio do horizonte,
Onde o lobo e a estrela se encontram no olhar.
É lá que a vida, em sua sede de fonte,
Ensina que o pouco é o que nos faz transbordar!
------------------Eliana Angel Wolf
Voa, Mulher Loba , entre a garra e a pluma,
Nesse verso-labirinto onde o amor se traduz.
Pois das grandes tormentas não sobra nenhuma
Que resista à força de quem é feita de luz.
--------- Eliana Angel Wolf
