Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Para onde foram todas as fotos
Deste lugar da casa antes de você partir
Todas as minhas esperanças, todos os meus sonhos
Tentei seguir em frente
Mas eu simplesmente não conseguia sentir os meus pés
Deixei ela voar, para o céu
As lágrimas permanecem sob meus olhos
Não a vejo desde aquele dia
Se eu pudesse ter ela agora
Isto é o que eu diria
Para onde quer que vamos
Tudo o que fazemos
É só eu, é só você
Para onde quer que vamos
Tudo o que fazemos
É só eu, é só você
Mas eu simplesmente não conseguia sentir meus pés
Deixei ela voar, para o céu
O autoconhecimento não serve para provar que você está certo. Serve para mostrar onde ainda pode crescer.
Pepita de Oliveira
Sentimento perdido para onde foi foi criado por amor porquê se foi?
Para onde foi porquê não me levou?
Me abandonou num estante que mundo também me deixou...
A Praga de Saturno
Nas altas camadas da atmosfera de Saturno, onde os ventos correm a mais de mil quilômetros por hora e a pressão dos gases comprime o vapor de água em tempestades densas e perpétuas, um novo pesadelo ganhou vida. Longe do solo que o planeta não possui, a vida flutuante gerou os Vermes de Múltiplas Cabeças.
Eles eram a ruína da tecnologia humana. Atraídos pelo calor dos reatores e pelas frequências de rádio, esses vermes colossais rasgavam as nuvens de amônia e vapor d'água como enguias em um oceano gasoso. Para as frotas de mineração e exploração, eles haviam se tornado uma praga incontrolável.
A tragédia final foi registrada ao vivo. Nos grandes telons holográficos instalados nas praças das cúpulas de Europa e nas cidades subterrâneas da Terra, a população assistia ao feed de vídeo da Missão Cassini-XI.
As telas gigantes mostravam a perspectiva da sonda capitânia. Entre os relâmpagos dourados de Saturno, múltiplos pontos de calor surgiram nos radares. Segundos depois, as cabeças cegas e vorazes dos vermes chocaram-se contra os visores de quartzo dos astronautas. As mandíbulas biomecânicas das criaturas trituravam o metal das fuselagens para se alimentar da energia interna, expondo os homens à morte gasosa. O pânico e os gritos ecoaram pelos telons de todo o Sistema Solar antes da transmissão virar estática.
A estática... a mesma onde as gaivotas transdimensionais batiam suas asas invisíveis, banqueteando-se com o eco do último suspiro da tripulação.
O bio-universo estava cercando a humanidade por todos os lados. Embaixo, a gripe de silício e o despertar das pirâmides; no meio, o ninho lunar prestes a eclodir; e acima, nos gigantes gasosos, uma fauna faminta que transformava os exploradores em mera presa. O tempo dos homens no espaço estava se esgotando.
Uma visão aérea das nuvens massivas das nebulosas, onde gases se misturam à poeira estelar e a fragmentos que, outrora, foram planetas — talvez azuis, talvez verdes, conforme o teor da natureza. A alma viaja pelo tempo e pelo espaço, sendo o tempo-espaço a própria decorrência da propagação. No exato instante em que avançamos o olhar para as estrelas, descobrimos que a gravidade é o pulso do coração do universo.
A música dos planetas está ligada às nossas almas, pois já fomos poeira do cosmo. Nas elipses do DNA do universo, vemos as luzes brilhando por eras; mesmo assim, continuamos sem compreender a nós mesmos. Em meio a esses moldes, o universo nos olha com esperança e resiliência, pois um milênio não passa de um grão na sua imensa ampulheta."
CICLO DO PÓ
Do pó ao poder
Do poder ao pó
Não há para onde correr
Pois o ciclo termina no nó.
O rei e o mendigo
São tão iguais,
Calçada, castelo e abrigo
Futuro pó e nada mais.
Pó que vida se forma
Sonho que o sonho sonhou,
Vida que ao pó retorna
Pois termina onde começou.
Do pó à vida
Da vida ao pó,
Não há outra saída
Pois o ciclo termina no nó. (pó)
Em Seus Braços
Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.
Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.
Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.
Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.
Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.
Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.
Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.
Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.
Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.
Não é preciso saber o caminho,
nem onde vai chegar.
Basta sentir —
é a sua fé que te guia.
Não adianta se prender à razão,
porque os maiores milagres
não são explicados pela
ciência.
Guarulhos é a cidade onde o povo trabalha duro, sonha alto e enfrenta o abandono com coragem — um gigante adormecido entre promessas não cumpridas e potencial desperdiçado.
EduardoSantiago
“A sombra é o lugar onde a alma se senta quando cansa de fingir claridade para um mundo que só aplaude quem nunca precisou escurecer.”
“A folha seca não caiu porque morreu; caiu porque entendeu que permanecer onde já não há seiva também é uma forma lenta de desaparecer.”
“O urubu voa onde ninguém quer olhar, porque sabe que até o que morreu ainda sustenta a vida — e quem entende isso nunca teme recomeçar.”
"O Corinthians não é um clube, é uma fenda na realidade onde a lógica se ajoelha diante da fé; é o lugar onde o grito de um povo rasga o silêncio da elite para provar que, no asfalto da vida, o sofrimento não é um fardo, é o combustível que acende a imortalidade."
