Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Em um mundo onde a comunicação virou estratégia e o afeto se esconde em indiretas, lembre-se: a verdadeira conexão está na transparência. Não perca seu tempo investindo em quem se alimenta da dúvida e do jogo. Gente que transborda amor e caráter não precisa de táticas; apenas de coragem para ser real. Fuja da superficialidade e priorize quem tem maturidade para falar 'bom dia' sem esperar que você comece.
Eu em meu silêncio criei um mundo teu
pra te ver feliz, onde és rainha, imperatriz.
Nos corredores da minha alma, teu nome ecoa,
como sinfonia que não se cala, como chama que não se apaga.
És o sol que rasga minhas madrugadas,
a lua que embala meus segredos,
o destino que me guia quando tudo é sombra.
Em ti, encontro o infinito,
a eternidade que não se mede em horas,
mas em suspiros, em olhares, em promessas não ditas.
E se o universo ousar ruir,
erguerei em meus versos um trono eterno,
onde teu sorriso será lei,
e teu amor, soberano.
Depois do Desligamento
Trabalhei onde tudo passava
e nada ficava.
Caixas subiam mais alto que a memória,
nomes pesavam mais que o corpo,
e eu seguia
porque seguir era o combinado.
Corri atrás do que me levava,
mas o caminhão não freia
para quem chama pelo próprio nome.
Um fio me segurou pelo costume.
O choque não queria me matar,
queria que eu continuasse ligado.
Uma criança perguntou
o que só o medo pergunta:
— você ainda está vivo?
Saí.
Com a mão que sobrou.
Caí onde a imagem nasce,
madeira crua,
fachada antes da fachada.
Dói menos quando não é verniz.
Teias tentaram me convencer,
baratas me ensinaram a ficar.
Um amigo não explicou nada,
só puxou o que me prendia.
No chão, alimento.
Alguém pegou.
O mundo seguiu sem minha supervisão.
Larguei o que não era meu,
inclusive a pressa,
inclusive a dívida invisível.
Fiquei com as marcas,
porque elas sabem
onde parar.
E entendi, tarde e em paz:
não é cair que machuca,
é insistir em segurar
o que já partiu.
"O pior deserto é aquele onde a alma sem paz caminha ...pois sabe que caminha á toa sem ter lugar algum."
Namorar é viver
um sonho...
é encanto,encontro...
Onde dois seres se eternizam,através
de um simples olhar
simples abraço.
enfim...o beijo!
Semeie o melhor que há em você. Bons frutos vais colher. Por o onde passar, leve a paz. Faça do abraço, lar. E terás sempre para onde voltar. Em quaisquer estações, o amor florescerá.
Céu estrelado,
voo feliz
rumo ao infinito.
Onde no abraço o
amor se faz abrigo.
Onde através de um
olhar, poesias rabisco.
Onde hei de te amar
se tua alma com
calma tocar…
Posso sentir o vento nossa pele acariciar…
Nosso amor é um doce versar
onde o céu nos convida á amar.
Eu me reinvento no teu abismo profano,
onde o risco é convite e o pecado e bondade.
É no teu caos escandaloso que descubro a alegria
de te querer sem censura, sem defesa, sem pudor.
Teu olhar é incêndio indomável:
devora minhas certezas,
acende delírios que eu nem sabia guardar.
Mulher devastadora,
és fúria e abrigo,
tempestade que rasga e calmaria que permanece.
Teu amor é veneno doce,
embriaga sem pedir licença,
um feitiço lúcido que eu escolho não quebrar.
Teu corpo, território proibido,
transforma cada toque em revolução,
cada beijo em promessa que desafia o tempo.
E quando me entrego a ti,
não sou apenas homem —
sou excesso, sou vertigem,
sou universo em expansão,
desejo livre,
sem limites, sem volta, sem arrependimento.
Nos teus olhos, encontro a imensidão de um universo particular, onde cada estrela é um desejo, e cada galáxia, um sonho que queremos partilhar. A nossa história não é escrita com palavras vazias, mas com a tinta invisível da alma, que eterniza cada toque, cada olhar, cada suspiro. O amor que nos une é um rio caudaloso, que não se contenta em seguir o curso, mas que transborda, inunda e transforma, deixando em seu rastro a certeza de que somos um elo inquebrável, forjado na mais pura e forte poesia.
O silêncio envolve a mente como um escudo, onde ninguém penetra os pensamentos dispersos que se alinham. Nessa meditação solitária, a inteligência se preserva de interferências externas, guiando para um recomeço firme. Reflexões como essas acolhem a força que restaura, sem saudade ou dor, apenas renovação interna.
CADÊ
Já me disseram
Que preciso
Tomar juízo
Mas cadê.....
Onde encontro
O tal Juízo...
É de comer ou de beber?
Ou é para ser vestido?
Sabe que ainda não sei!
Vou procurar saber....
Acho que perdi esse trem
Quando teus olhos fitei
Por Ti, Apaixonei-me..
Amar
É dar a alma um lugar
Onde se sinta acolhida
Sem vontade, de mudar
Que esteja tão bem
Que não queira ir
A nenhum lugar
Que seja um ninho, aninho
Repleto reciproco de carinhos
Pleno de Amor...desejo de ficar.
Rosas
Rosas onde sinto abraçado
Sensações da beleza
Do cheiro, da textura
Leveza da contemplação
Da imagem que fascina.
Há algo anterior ao nome, ao trauma e à memória — o PRIMEVO — onde a alma não se explica, apenas pulsa. É desse território que brotam as neuroses, não como falhas, mas como mensagens mal traduzidas do fundo arcaico que insiste em existir. Quando a consciência tenta domesticar o PRIMEVO, nasce o sintoma; quando aprende a escutá-lo, nasce o sentido. Toda cura começa no instante em que o ser aceita que não é senhor da própria origem, apenas intérprete tardio de um chamado antigo.
Acróstico para Lobato:
Já vai longe foi num tempo
Onde os bichos conversavam
Só quem curtia a infância
Entendia o que falavam.
Boneca de pano e retrós
Era assim como um Lobato
Não tinha papas na língua
Tinha os olhos de rapina,
Olho no peixe, olho no gato.
Memórias de dona Emília
O saci e a Dona Benta
No sítio do pica-pau
Tia Nastácia sempre atenta.
Entravam e saiam da casa
Ideias e muita prosa.
Reinações de Narizinho,
O Visconde Sabugosa.
Longe vão as águas claras,
Os frutos sobre o capim.
Bate o bolo Dona Benta!
Aquele de coco e aipim.
Tempo de Pedrinho, Rabicó e
O pó de pirlimpimpim.
Fim
O ser humano é tão burro que luta uma vida inteira por tudo que é passageiro, onde a maioria dessas coisas e pessoas, não duram nem um século, e acabam perdendo o que tem mais valor e é eterno.
Pra quê essa competição, essa voracidade por bens, fama, dinheiro, amores... Tudo passa!
