Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Um dia tudo vai mudar, até os inocentes questionarão: onde estamos? Para onde vamos? Qual direção está correta diante dos olhos, sem respostas o vazio se recolhe perdido rasteja sem duração.
Quem desceu ao fundo do poço e contou o desgaste? Num mundo onde tantos caminham sem direção, como saber quem enfrentou o abismo e voltou para concluir o que a dor começou.
A criação de tudo é um mistério. Quem somos, de onde viemos e por que vivemos continuam sendo perguntas sem resposta. Será o universo o verdadeiro lar da humanidade ou apenas uma passagem sem porta visível? Seguimos imersos no paradoxo da existência, incapazes de desvendar os segredos de nossa origem — e talvez destinados a nunca conhecê-los.
Eu sei exatamente onde te encontrar: no olhar de desejos, no encanto da felicidade, no sonho mais bonito.
Por onde anda a tua lealdade, aquela que dizia ser forte, confiável e justa? Outro dia ouvi você revelar a vida de outra pessoa, manchando o nome de quem acreditou em você. Então, não me fale em lealdade.
Por onde andará você — mulher, rainha do meu desejo?
Onde vagueia neste mundo.Envie um sinal,
um sopro de vida que permita ao universo conspirar a nosso favor.
Onde subirem as fábricas da fumaça, lá estará o fogo,
a chama viva que não se apaga esperando o amor regressar.
O amor genuíno não se veste de malícia nem de inocência: sua essência é a simplicidade, onde se esconde a força dos desejos.
Se não sei onde estou, nenhum caminho pode ser seguro; todo trajeto parece um retorno quando se insiste em caminhar sobre as pegadas antigas.
A tua beleza extravagante envolve em conforto e esbanja charme, linda mulher encantadora. Por onde quer que vá, estarei te esperando, feiticeira do amor.
Na hora da agonia, de noite e de dia, onde estou, há pouca alegria.
Na hora da dor, nem a calma rezou, tamanha foi o pavor.
Nas horas amargas, não há santo nem milagre que adoce a vida.
Num mundo onde o amor está oprimido,
largado, jogado no caos, — eu não me vejo em você.
Num mundo onde a verdade é inversão de valores,
eu não me vejo em você.
Num mundo onde a justiça não faz justiça
e o inocente é esmagado,
eu não me vejo em você.
Num mundo onde o Criador e o universo
não habitam a vida das pessoas e das famílias,
eu não me vejo em você —
você que um dia foi o templo de Deus.
Onde encontrar o que sempre esteve tão perto de você?
Não está lá fora, não foi perdido para ser achado.
Que triste ilusão — procurar no mundo
o que sempre habitou dentro de si.
Parece que você não vê
o que está bem diante dos seus olhos.
Seu rastro permanece onde passou. Onde estiver, sua essência viverá nas recordações — sinais de uma existência maravilhosa que já não faz parte do agora. Não se perca sonhando com um passado que ficou para trás.
Foi assim, seu rastro permanece por onde passou. Onde quer que esteja, sua essência viverá nas lembranças — marcas de uma existência maravilhosa que já não faz parte do presente. Não se deixe perder sonhando com um passado que ficou para trás.
Por que me perguntas para onde vou,
se eu mesmo não sei onde estou?
Perdido na mente entre caminhos divergentes,
sigo a vida — de frente, com o que vem pela frente.
Tantas palavras gastas só para revelar que me perdi em devaneios...
Onde se esconderam os planos que um dia desenhei?
Voaram nas asas do vento,
restando vivos apenas na memória,
os dias felizes que um dia sonhei viver.
Quando a pessoa entende que sua casa é seu castelo,
que a mesa onde toma café e almoça é seu oásis,
e que a cama onde repousa é um refúgio dos sonhos,
ela descobre ser um vencedor, alguém em paz com a vida.Estar só em seu castelo não é solidão —
é aprender que a melhor companhia está dentro de você.
Tantas palavras derramadas, apenas para confessar: perdi-me em devaneios...
Onde repousam os planos que um dia tracei com esperança?
Voaram nas asas do vento,
e restaram vivos apenas na memória
os dias felizes que um dia ousei sonhar viver...
Prefiro a solidão, onde posso encarar meus próprios pecados, mergulhar nos conflitos que me habitam e decifrar os dilemas que se entrelaçam aos meus tormentos,
a me submeter à lógica de um mundo rígido, que se agarra à superfície da própria imagem,
fingindo perfeição enquanto foge da verdade crua e bela da condição humana,
renegando suas raízes, sua fragilidade, sua origem comum e imperfeita.
Pois há mais liberdade na dor assumida do que na mentira confortável,
e mais dignidade em ser inteiro na solitude do que fragmentado na conveniência social.
Onde você estava, mulher, vem me oferecendo um amor irregular
quando meu coração ainda pulsava alegria,
quando havia sol nas manhãs e sede de futuro?
Agora vem me ofertar um amor
enfurecido e envelhecido —
aquele que outros já rejeitaram,
como se eu fosse abrigo para restos de paixão?
Não sou museu, nem curva esquecida no fim da estrada;
não sou vitrine de memórias quebradas,
nem depósito de sentimentos em ruínas.
Não me trate como ferro-velho de afetos.
Não faça isso, baby.
Não há espaço em mim
para abrigar o que foi descartado,
o que chega tarde,
carregado de ferrugem e arrependimento.
Acredite:
nem mesmo em túmulo vazio
há lugar para um amor
que não soube chegar quando era tempo,
que não soube florescer quando havia primavera.
O que vem agora,
vem como sombra,
como eco de um grito que já não me alcança.
