Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
“A adversidade é o caminho estreito onde perdemos o excesso e descobrimos a força que ficou.” — Os`Cálmi
Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:
“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”
Onde os Tempos se Tocam
Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.
Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.
Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.
Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?
A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.
Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.
Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.
Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.
Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.
E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.
Agora, pare.
Respire.
Sinta o tempo tocando você por dentro.
E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?
M. Arawak
Vivemos em um tempo onde palavras são
moedas sem lastro; qualquer um conta uma história bonita, qualquer um inventa uma informação convincente. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)
Antes eu sentia a dor sem saber de onde vinha.
Hoje eu a reconheço, dou nome, estabeleço limites e escolho como atravessá-la.
O desejo muitas vezes habita na fronteira da impossibilidade, onde a busca pelo inatingível revela mais sobre nossas aspirações do que sobre o que realmente podemos alcançar.
Um lar firmado em Deus, onde florescem a paz e o amor, é o maior tesouro que um homem pode carregar em seu coração ao lado de sua família.
Por mais que eu esteja no mais infinito das trevas, vou fazer desse lugar um mundo, onde o sol que brilha é apenas o seu olhar, pois, se não posso te amar, vou te proibir, que proíba de sonhar!
Não retorne aos lugares onde um dia foi feliz nem tente reviver momentos que te tocaram profundamente. As coisas mudam, os lugares mudam, e você também não é mais o mesmo.
Reviver o passado nos lugares onde fomos felizes pode ser uma ilusão: nada lá é o que foi — nem as coisas, nem os lugares, nem nós mesmos.
Te encontro no único lugar
Encontro-te no santuário do meu pensar,
onde permaneces inteiro,
mesmo quando o mundo te arranca de mim e o teu silêncio rasga a carne da minha alma.
É aqui — nesse segredo que ninguém alcança — que nunca te ausentas.
Fazes-te presença no vão onde me faltas, e recolho-te em sombras,
como quem ama no proibido,
como quem sangra devagar,
como quem perde sabendo
que amar é sempre ferir-se um pouco.
Reencontro-te na noite muda,
no vazio que murmura teu nome,
nos meus cacos que ainda te chamam
quando a saudade se ajoelha sobre mim.
E dói…
dói amar-te com tanta febre,
sentir-te tão perto na alma
e tão distante no destino.
Mas mesmo longe, ficas.
Mesmo ausente, dós.
E eu, que te perco todos os dias,
ainda te encontro no único lugar
onde jamais me deixaste:
dentro de mim.
_escrevendo.me
24/11/25
É tempo de celebrar.
Ele nasceu e logo irá realizar maravilhas por onde andar.
Seu maior ensinamento?
O amor puro e verdadeiro.
O amor próprio é o solo fértil onde crescem as sementes da autos-superação. Quanto mais você se nutre, mais sua vida floresce em cores inesperadas.
