Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
Será que estou imaginando coisas, algoz?
Segura minha mão,
Não solta, nem que começa a suar.
Quero ouvir sua voz.
Calma e terna,
Grave e feroz,
Te gosto, algoz.
Te quero.
Certa vez perguntaram-me a coisa mais bela que já havia presenciado em minha vida.
Não quis responder, pois há tantas coisas, e há tanta vida.
Porém, por um momento pensei naqueles olhos, mas não recordei-me a cor. Fugaz memória, entretida com o afável sorriso.
Nunca fui rasa o suficiente pra tratar as pessoas que passaram pela minha vida como se já não houvessem a mesma importância. Toda vez que alguém entra no nosso coração, mesmo que a pessoa vá embora, fica um pedacinho dela e não devemos desconsiderar a importância que ela um dia teve.
Não estou pedindo uma segunda chance
Estou gritando com toda a minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha
Senão eu cometerei o mesmo erro outra vez
Você tocou meu coração, tocou minha alma
Você mudou minha vida e meus objetivos
E o amor é cego e eu soube disso quando
Meu coração estava cego por você
Minha alma velha
me arrepia os meus
ouvidos,
me deixa o meu corpo
bambo de emoções.
Já fui escravo,
sou escravo.
Minha liberdade
são meus olhos:
Capoeira!
O susto ( trecho de poesia de minha autoria )
Hoje me assombrei contigo,
Fiquei estatelado de espanto,
Quase morri solta a alma do corpo,
Louco alucinante, quase vacilante.
Olhei e pouco vi seu rosto
O que vi nao lembro parecia um vacuo.
Um vazio des-sonhado e tosco,
Como se dentro de ti fosse um buraco.
Nao me parecia no inicio
Que sua alma fosse tao escura,
Entao rebentou-se em mim o fragil anelo
Como rosa bela que com espinhos fura...
REVERÊNCIA
minha tristura
saúda a lágrima
e nesta usura
a vida é estima
na ternura
se em baixa ou em cima
saúdo a loucura...
no silêncio, um covil
solidão
tudo é funil
só amor é coração
e possível
com emoção...
O resto falível!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Caça à palavra
repleta, minha alma espreita atrás do estrume do mundo:
de onde vêm os versos, que face ocultam entre o amor e a morte?
às vezes os sons são os mesmos, as texturas, o tempo,
o mesmo homem a revolver-me as veias
onde se lacram as vãs repetições, que noite veste o poema?
o sol nos vasos de crisântemos, ecos de um triste país,
largos horizontes onde meu pai passeia verbos nem sempre sublimes.
tudo é memória, sirenes ligadas. a infância sempre ontem, mas aqui.
todo verso sugere uma serpente oferecida.
que na minha caça à palavra (que face ocultam o amor e a morte?)
não haja qualquer vislumbre de repouso.
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Poemas sobre a família mostrando que ela é o nosso alicerce
- Quem sou eu: textos prontos para refletir sobre a sua essência
- Eu sou assim: frases que definem a minha essência
