Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
“Sou viciado(a), na minha própria vibe. Quero buscar o impossível, vejo Deus em tudo. No meu mundo, tudo é bênção e tudo tem propósito.”
@Suedson_Corey
A POESIA QUE DIRIGE MINHA VIDA
E QUE ME MOSTRA O CAMINHO A PERCORRER
QUE ME DAR FORÇA PRA FAZER ESCOLHAS CERTAS
É QUEM ME DAR O PRIVILEGIO DE VIVER
NA POESIA EU REVELO OS MEUS SEGREDOS
E O DESEJO DO MUNDO QUERER GIRAR
E DE CANTAR PRA TODOS MINHA MELODIA
QUE NADA IMPEÇA DOS MEUS SONHOS DESFRUTAR
EU OBSERVO SEMPRE BEM OS MEUS CAMINHOS
PARA QUE EM PEDRAS EU NAO VENHA TROPEÇAR
NO LABIRINTO EU DECIFRO O PERGAMINHO
POIS EU NAO TENHO A INTENÇÃO DE RETORNAR
Em um estado onde o tempo já não me pertence, e onde minha solidão deixou de responder ao próprio nome, encontro-me lançado em um abismo tão profundo que, ao olhar para os lados, vejo rostos em alegria, vidas seguindo seu curso, como se a luz ainda existisse para todos. Porém, ao erguer os olhos para cima, percebo a distância entre mim e aquilo que um dia chamei de céu. E então compreendo que o verdadeiro abismo não é a queda, mas a consciência do lugar em que se está.
Não são com as verdades que falo com que me preocupo, minha preocupação é se estou sendo oportuno e se as mentes estão preparadas para entender.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus amigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.
Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.
Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.
Você é o último grão de areia em minha ampulheta. E, ao invés de vê-lo escoar para o tempo que se esvai, eu o sopro para a imensidão do céu, para que ele se torne uma estrela. Eu sou a terra fértil onde a semente de sua vida brota, e mesmo que meu solo se esgote para te fazer crescer, eu o faço de bom grado, pois a luz do seu amanhecer é o futuro de um novo jardim.
DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO
Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...
Quem Aprende a Minha Música
Já dancei outras canções,
já troquei passos pelo caminho,
já ouvi ritmos diferentes
e aprendi a dançar sozinho.
Já deixei algumas melodias,
já recomecei sem direção,
mas há certas notas antigas
que ainda ecoam no coração.
E talvez seja esse o perigo:
quando o coração quer acreditar,
ele inventa novos sentidos
onde os olhos deveriam enxergar.
Por isso, talvez a dança mais difícil
seja manter os pés sobre o chão,
sem fechar as portas da alma,
sem transformar cautela em prisão.
Quero sentir sem me perder,
quero sonhar sem me enganar;
quero manter o coração aberto,
mas nunca deixar de enxergar.
Não procuro quem já saiba dançar,
nem quem conheça todos os meus passos.
Procuro quem tenha paciência
para descobrir comigo os compassos.
Porque não é sobre chegar pronto,
nem sobre saber qual nota tocar;
é sobre ter sensibilidade
para aprender onde meu coração faz morada.
Há notas que ninguém percebe,
silêncios difíceis de interpretar,
pequenos detalhes escondidos
que só quem realmente escuta
consegue encontrar.
Talvez seja difícil essa companhia,
alguém que consiga acompanhar,
mas talvez seja preciso enxergar além
da música que se pode escutar.
Porque há melodias que não pertencem aos ouvidos,
há ritmos que só a alma consegue ouvir;
e existem pessoas que não precisam
conhecer a canção inteira
para saber quando permanecer.
Já dancei.
Já aprendi novos passos.
Já ouvi novos ritmos pelo caminho.
Talvez só falte uma companhia
que não tenha medo
de aprender o meu ritmo.
Alguém que não tente conduzir sozinho,
nem queira me fazer mudar;
mas que saiba alternar os passos
e, quando a música mudar,
ainda escolha continuar.
Talvez a companhia certa
não seja aquela que sabe a coreografia,
mas aquela que, mesmo sem conhecer a música,
olha nos meus olhos
e diz, sem dizer:
“Eu aprendo.”
E então, quem sabe,
a música deixe de ser procura,
o passo deixe de ser dúvida,
e duas pessoas descubram,
no meio da dança,
que algumas melodias
não precisam ser encontradas.
Precisam apenas ser vividas.
Fui arrumar minha casa.
Mudei os móveis de lugar
Lavei o chão
Tirei a poeira
Separei os objetos que eu não usava mais.
Lavei a louça
Limpei a varanda
Sequei minhas lágrimas
Deixei de lado dores que não precisavam mais ser sentidas.
Resolvi voltar meu controle emocional para o lugar, pra perto de mim.
Decidi abandonar de vez hábitos
antigos.
O autocuidado deixei em um lugar visível, para não esquecer.
Ele ficou perto da autoestima.
A versão do medo, que alerta, coloquei na primeira gaveta
da estante. As vezes, preciso.
Já as outras versões que prejudicam joguei fora.
A coragem ficou à mostra, em cima do meu criado-mudo.
Os pensamentos desorganizados?
Hoje, eu consegui deixá-los cada um em seu devido lugar.
No novo tapete da entrada, está escrito:
Área sob proteção.
Quando terminei a faxina, sentei na varanda da casa
para sentir o vento no rosto.
Alivio.
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