Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
“A realidade moral de uma época revela-se menos pelo que ela proclama e mais pelo que ela normaliza.”
CAMILLE MONFORT — A LIBÉLULA QUE NASCEU DO BRILHO DE UM ÚNICO MUTISMO EM AFASIA.
Ela desceu como quem não pisa mas evapora em segredos em desígnios.
E, no instante em que o porão respirou para recebê-la, eu senti que não era uma mulher que se aproximava…
era um estado da alma.
Camille Monfort surgia sempre assim:
na fronteira onde o silêncio se torna obra,
onde o indizível se condensa em forma,
onde o olhar ainda não sabe que está olhando.
Era uma libélula.
Não dessas que tremulam ao sol, finas e triviais,
mas uma libélula surgida da própria sombra,
uma criatura que aprendeu a voar
do brilho de um único mutismo em afasia.
Porque Camille nunca precisou de palavras.
Ela carregava dentro de si um silêncio que não era ausência,
era presença demais.
E quando entrou no porão,
a escuridão, que até então parecia imóvel,
ergueu-se num sopro quase tímido,
como se reconhecesse nela
a única capaz de decifrá-la.
Ela caminhou até mim.
Não tocou nada.
Mas tudo ao redor se ofereceu como se fosse tocado.
Os objetos antigos, as sombras que eu temia,
aquela dor encostada no canto,
todos se voltaram na direção dela, como se aguardassem que fosse Camille a lhes conceder destino.
E então ela falou.
Mas não com voz.
Falou com o vazio entre seus lábios, com aquele intervalo que precede toda linguagem, com a pureza de uma afasia que não é falha, mas transbordamento.
Era como se dissesse:
"Tu não tens que temer o que é teu.
Toda dor que escondeste esperava por mim.
Vim para devolver-te ao que foste antes do medo."
Eu a vi se inclinar para o chão,
como quem escuta a memória de uma pedra.
E suas asas, ah, essas asas que não existem,
mas que todos sentem, se abriram na penumbra com a serenidade de um ser que conhece sua própria eternidade.
Camille não era mulher.
Era um sopro antigo,
uma lembrança viva de que o espírito tem profundidades que o corpo não alcança.
E ainda assim, ali, tão perto,
ela parecia feita de matéria sensível: pele alva, olhar de penumbra, murmúrio de eternidade no contorno da boca.
“Além da dor”, murmurou o silêncio dela,
“há sempre um lugar onde tu voltas a nascer.”
E nesse instante,
eu soube que Camille Monfort não tinha vindo me visitar.
Não. Ela tinha vindo me devolver.
Devolver-me à minha essência,
às minhas ruínas, à minha claridade esquecida, àquela parte de mim que só aparece quando uma libélula de luz pousa no subterrâneo da alma.
Camille,
a etérea,
a inaudível que tudo diz,
a que paira sobre o não dito,
a que veste a noite e abre a aurora, olhou-me pela última vez antes de falar aquilo que jamais ousarei esquecer:
"Eu sou a tua luz quando não acreditas mais na luz.
Sou a voz que nasce quando tu emudeces.
Sou o que resta quando tudo em ti se partiu."
E então…
ela se dissolveu devagar,
como quem regressa ao próprio mistério, deixando no ar
um pólen de eternidade
que ainda hoje respiro, triste,pesado e sem ar complexos.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
FIM
Ela era um poço de esperanças
Ele um poço de mágoas
Ela sonhava com um amor verdadeiro
Ele só queria preencher o seu vazio
Ela era inexperiente
Ele tinha muitas histórias pra contar
Ela se apaixonou
Ele a fez chorar
Dizemos sempre ninguém tem culpa mas...
A culpa sabe sempre a quem ela pertence
O culpado olha para a culpa
A culpa olha para o culpado
Com aquele olhar que denuncia e entrega
Dois velhos conhecidos íntimos...
A democracia representativa não engloba apenas os inteligentes, justos ou bem-intencionados. Ela também dá voz aos ignorantes, egoístas e imorais. Se o Brasil está mal, é porque a maioria compartilha desses valores ou porque os bons permanecem calados enquanto os maus se mobilizam."
A convicção verdadeira não teme a revisão, não se afasta da escuta e se ancora em princípios — ela é forte justamente porque é flexível e consciente.
A teimosia, ao contrário, é a rigidez de quem teme parecer fraco ou perder controle, confundindo força com obstinação cega.
MÃE DE TODAS AS HORAS
Ela ouvi a nossa voz,
E nos livra das mãos do algoz.
Ela nos escuta amorosamente
E sabe do sentimento da nossa mente.
Nos momentos de escuridão,
Ela nos reconhece corporalmente.
Mãe, é guerreira, forte e valente,
Tem dentro de si um imenso coração,
Para defender o filho na hora da aflição.
Uma mulher que descobre sua força não no tanto que ela consegue realizar, mas o quanto ela é capaz de sentir, amar e transformar a sua realidade.
A PELE
Ela veio ao mundo pequenina
Tão pequenina
Quanto lábio de menina
Alguém a nomeou,
Outro a batizou
E um a namorou.
Ela sentiu dores, feridas
Tão dolorosas quanto espinhas.
Ela aproveitou,
Viu tudo com o seu olhar e brincou.
Ela sentiu o sereno e a chuva
Tão doces feito açúcar.
De estações a estações
Formou-se dois corações.
Que tipo de coração?
A paixão
Tão forte quanto o vento
Que partiu o coração apaixonado
Levado pelas emoções
Que sentiu -se um só lamento.
Ela viveu os últimos grãos
Um ciclo de separação,
A morte teve de levar, e
Sempre uma linda pele viverá
Os últimos suspiros
Após o ato de sonhar.
Seria mais legal se o Jornalismo e jornalistas apenas passassem a informação, tal qual ela aconteceu, tal qual a informação foi recebida e, não fossem tendenciosos e colocassem opiniões, mas, deixassem o leitor e o telespectador tirar suas próprias conclusões.
Quando a pessoa te ama, ela não te abandona, ela foca nas tuas qualidades e se dispõe a te ajudar a consertar tuas falhas e defeitos e, se os defeitos forem dela, ela aceita tua ajuda, mas, não te deixa.
Só isso...
A duas situações que me fazem enxergar uma pessoa,
tudo se resume a como ela me trata, me olha,
e como eu a vejo, como eu sinto a aura dessa pessoa.
É implacável
Ter alguém é bom,
desde que seja ela ai é tudo,
através das lembranças te sinto tanto e isso me faz tão bem,
entre os rochedos e a areia fina os meus gritos levavam o teu nome ao horizonte perdido e em forma de chuva as lágrimas desciam em respostas a tanto apego,
no colo a saudade, no coração o cansaço, no ego a preguiça,
no submundo os desejos incompreendidos adoecem, eles vagam batendo de porta em porta querendo entrar,
na superfície rasa o passado é recarregado, lições são ensinadas em silêncio e mais um novo pedaço da história é escrito ganhando identidade,
flutuando em direção ao céu estão os pensamentos que merecem colidir em meio a uma imersão evolutiva ponderada pelo tempo e seus movimentos cheios de significados,
se um amor nasceu para ser seu, isso não tem haver com o campo da razão ou da emoção, isso é o movimento implacável do destino.
E lá vêm ela...
Uma bela manhã de sábado caminhando entre os mortais:
E lá vêm ela, ostentando toda a sua beleza, com aquela delicadeza no seu jeito único de andar (desfilar) e um toque sútil de inocência no seu jeito de olhar.
E lá vêm ela, sorridente e graciosa, conectada com o melhor da vida, não é por acaso, pois sabe que foi a escolhida por Deus, para os coração alimentar.
E lá vêm ela, perfumada e cheia de cores, tão linda e perfeita quanto a rosa mais bonita de um belo jardim.
E lá vêm ela, envolvente e vibrante, mulher que desperta as paixões adormecidas e queima a carência das mentes amantes.
Empoderada e completa, cheia de atitudes e valores, ela vêm caminhando no nosso mundo abstrato realizando nossas fantasias com um enorme espírito de caridade e fogosa animação.
Super Poderosa
Apesar de sua aparência frágil e do seu jeito tímido, ela é uma mulher super poderosa, dócil e extremamente bonita por dentro e por fora. Quando eu estava para cair, a beira de um precipício, ele não se intimidou com a situação e reagiu com a agilidade e a força interior que a move. Essa mulher, esconde um segredo! Essa mulher me recebeu de braços abertos, ela cuidou da minha mente, cuidou do meu corpo e cuidou do meu coração ela me resgatou do mundo das sombras, me ajudou a recuperar a minha sanidade, ela quebrou as enormes pedras que haviam no meu caminho me impedindo de encontrar a felicidade, ela aqueceu tanto o meu coração que conseguiu descongelar o amor que eu havia esquecido em mim.
Apesar de sua aparência frágil e do seu jeito tímido eu descobri o seu segredo, essa mulher movida por amor é a minha Heroína!
Saudade x Amor
A saudade é a maior adversária de quem ama, ela ganha vitórias secretamente, ela chega silenciosamente através da nossa máquina do tempo e cresce sem demora quando reviramos o passado. A saudade, agride, machuca, revolta, nos faz chorar e as vezes derruba o coração sem deixar testemunhas. Quando o amor da espaço, se afasta ou vai embora, ele permite que a saudade entre e tome conta das nossas lembranças e das nossas vontades de revivermos os momentos mágicos que marcaram as nossas vidas.
Se sinto saudades é porque já senti ou sinto ainda, muito amor.
Ela é Insubstituível
O meu cansaço não é físico, com culpa ou sem culpa, com minhas paranoias ou sem, vou tentar me aproximar sem decepcionar e sem da motivos dessa vez, para aquela que é exclusiva na minha vida. Não da para desperdiçar o meu tempo com lágrimas e noites sem dormir, não posso me da ao luxo de perdê-la, ela é insubstituível!
Andei distraído, imerso em futilidades, agora sofro de saudades e me arrependo pelos meus feitos negativos, o meu coração senti que perdeu, mas ele não sabe que ela faz parte da minha corrente sanguínea. Mesmo sendo cheio de defeitos, quero provar para ela que o meu concerto nas minhas atitudes vem com garantias, serei exatamente assim, incansável em atingir a perfeição no nosso amor diariamente e ao mesmo tempo invisível para o resto do mundo que se tornou trivial.
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