Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
Pequena flor
Estou tomado de encantos
Por esta pequena flor,
Ela é a essência desejada
Que perfuma o meu querer...
Pensamentos que me fogem
Vão partindo ao encontro dela...
Como se em dois,
Nesse amor, fossemos um só.
E nos jardins desta vida
Uma só é a minha flor amada,
Que há tempos floresceu meu coração
Em sublime e eterno amor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Nunca vai acabar
Encontre a vida outro jeito de me matar,
Pois sem ela morri de paixão
Sem me tombar...
Estivesse eu em lágrimas
E perdido só o sorriso,
Restar-me-ia aquele olhar
Para eu me alegrar.
Mas foi-se com ela o meu coração
E deixou-me de alma vazia
E ninguém para amar...
Por ela o meu grito perdido,
Meu gemido esquecido,
Meu último suspiro,
E essa dor que nunca vai acabar.
Edney Valentim Araújo
25 anos
A ela
É desejo de quem ama
Se entregar em um abraço
E para sempre ali ficar...
Nesse amor que me completa
Parte dela em mim está,
Só não deixou parte de mim
No coração dela se abrigar...
E como veio um dia foi,
Só não se foi sublime amor
Que a ela ei de entregar.
Edney Valentim Araújo
1994
Um viva
Um viva, pela vida,
Seja ela como for...
Fez de mim um homem livre
Pra vivermos nosso amor.
Não me tenho no teu corpo,
Não me sai o nosso amor,
Sou em tudo uma parte
Do que te falta como sou.
Um viva pela vida
Que nesse amor nos viu nascer,
Um viva pela vida desse amor
Que nasceu pra não morrer...
Edney Valentim Araújo
1994...
Palmas
Palmas que se dobram
Das lindas Palmeiras beira mar,
A ela aprendi a amar...
A Rosa dos ventos vem me tocar
Com brisa suave de um pensamento
Que hoje não lhe ouso revelar...
São ventos do leste que chegam ao oeste,
Se unem aos ventos do norte e partem
Levando o meu coração para o sul.
Palmas e palmeiras,
Ventos que sopram em todas as direções,
Agitam as ondas do mar e me põe a pensar.
O vento desta Rosa já vem me tocar
Dobra-me de novo pra nela pensar...
Edney Valentim Araújo
1994...
Um viva
Um viva, pela vida,
Seja ela como for...
Fez de mim um homem livre
Quando vivo o nosso amor.
Não me tenho no teu corpo,
Do meu não sai o nosso amor,
Sou em tudo uma parte
Do que te falta como sou.
Um viva pela vida
Que viu em nós o amor nascer,
Um viva pela vida desse amor
Que a cada dia vivo por você...
Edney Valentim Araújo
Ela é...
Ela é sempre assim...
Um pouco de tudo
Que falta em mim.
Um tanto fogo
Um tanto brasa,
No fim de tudo, amor sem fim...
Não me sobra
Não me falta,
Só me completa amá-la assim.
Púrpura
.
Ela tem esse jeitinho
Meia moça e tão menina,
Tão fogosa e tão quietinha
Que me gela até a espinha.
.
É fogo puro e brasa viva
Que me prende e me enfeitiça
Com paixão que me atiça...
Ela é minha ametista.
.
Meia púrpura, meio dura
Que me prende e me segura
Nesse amor que a vida dura.
Ela é moça e mocinha.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Não deixo
.
Quando ela chega,
Sei que vem pra ficar...
Manda embora a saudade
Que me tinha sem lugar.
.
E me traz dela
A minha metade
Que sempre vai
Onde ela está...
.
Nada digo no silêncio
Em que me vejo em teu olhar...
Sabe o tempo que me trouxe
Que não deixo de te amar.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Mão
O que faço de Maria?
Se já não tenho coração...
O que dou a ela
Pra ganhar o seu amor?
.
Já se foi com quem eu quero
Um dia e outro com paixão...
O que era só pra ela
Agora é só da Conceição...
.
Queria ter aqui a Silva!...
Que me enche de alegria o coração
Quando pega a minha mão.
.
Que tamanha confusão!!!
Onde eu ponho o coração?
Se Maria ou da Conceição...
Quem sabe seja a Silva
Dona do meu coração.
.
Se estou nela já não sei,
Dela eu só sei
Que já não largo mais a sua mão.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Criança
.
Ela foi formada pelo Criador e desejada pelos pais,
chegou pequenininha nesse mundo de gigantes.
Assistiu como criança o seu mundo se encolher
Deixando os brinquedos e brincadeira de bebê.
.
Sem que percebesse deu lugar a muitos sonhos,
E o mundo que era grande já não cabe os teus planos.
De outrora criancinha é agora adolescente,
Moça debutante de olhares atraentes.
.
Saiu de uma caixinha de mistérios
Pra bailar os corações,
Não se dá a qualquer um
Que não lhe seja mui amado.
.
Edney Valentim Araújo
Lhe vem
.
Um dia veio a ela
Essa magia tão divina
Desse fôlego infindo
Que o Divino chama vida.
.
Alma vívida de breve vida
Tão cercada de carinho
No caminho do Eterno.
.
Seus dias se te contam
Como água que se “aconcha”
Em saudosas frágeis mãos.
.
Passa o tempo e leva o vento
Estes dias que te foi sereno,
E conta-se agora os dias que lhe vem.
.
Hoje é o tempo,
Que se lhe colhe mais um ano
No que outrora foi o ontem…
E faz eterno o sentimento
De que mais vida se lhe vem.
.
Edney Valentim Araújo
Melodia
.
E lá vai ela como era,
Toda linda, toda linda...
Passo a passo que me finda
Se te tem distante meu amor...
.
Seu coração é uma canção
Com um canto que me encanta...
Sopro, nota e melodia
Tudo nela é minha alegria...
.
Fim de outono desfolhado
Se me tenho ao seu lado.
Da prima vera esse perfume
Só Maria eu amaria...
.
A distância te me encanta
Nesse frio inverno amor,
Brasa viva vivo a vida
No verão do nosso amor...
.
Edney Valentim Araújo
Canto para Ela.
No ano que passou aprendi mais de quem sou, do que tenho e mais ainda do que não tenho.
O ano que começa, já inicia com a vantagem do conhecimento adquirido, da experiência vivida, do exagero cometido e do que se faltou cometer.
O Presente é um brinde, então é viver esse bom de agora, sem pesos de outrora, sem pagar pelo que não é meu.
Investindo emoções para algum futuro, que também passará, até chegar o inevitável dia que todos nós dormirenos, profundamente, no sorriso seu.
Jamais existirá plateia que aplauda os insatisfeitos, a insatisfação é contemporânea, ela nasce e cresce, ela se desfaz como uma tempestade, ela se transforma em não aceitar.
Se encontrar pelo caminho alguém a chorar, peça a ela olhar para o céu, pois o vento logo secará suas lágrimas. Natalirdes Botelho
PESCANDO PARA ELA
Numa tarde de sol
peguei meu boné
sem rede ou anzol
dei uma esticadela
fiz o percurso a pé
fui pescar para ela
tilápia
jau
tambicu
pacu
lá no Carrefour.
Benê
“Se não houver coragem em vós, ela seguirá o seu próprio curso e se entregará àqueles que sabem sustentá-la.”
NO INTERIOR DA FERIDA.
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
Não peço que a dor se retire. Ela já não é estrangeira. Habita-me como uma presença inevitável, tão íntima que sua ausência seria mutilação. Acostumamo-nos um ao outro nesta estrada do mundo, onde o amor é escasso não por impossibilidade, mas por temor. Poucos ousam sustentar o peso da liberdade que amar exige.
Estou ajoelhado nela, e ela ajoelha-se em mim. Não há hierarquia nesse pacto. Há cumplicidade. A dor não me domina, tampouco eu a domino. Existimos no mesmo espaço, como duas consciências que se reconhecem no silêncio. Dói, mas é minha. E justamente por ser minha, não a repudio. Seria negar a própria textura do que sou.
O horizonte tornou-se cinza. Não o cinza da neutralidade, mas o da revelação. A alegria que ainda subsiste vem úmida, dissolvida nas lágrimas que não pedem testemunhas. Há uma lucidez amarga na compreensão de que a felicidade fácil é distração. O que permanece é a densidade da experiência.
Deixa tudo como está. Não por resignação, mas por fidelidade à busca. Ainda procuro a verdade, e essa procura não admite adornos. A diferença, que antes feria como julgamento, perdeu importância. Diante do absoluto, as comparações são ruído. Cada ser está ligado à própria travessia.
Se poucos amam, é porque amar implica assumir o risco da própria exposição. Amar assim é aceitar que não há garantias. É lançar-se ao outro sem a promessa de retorno. E, ainda assim, continuar.
Permaneço na linha fina do meu horizonte. Não por esperança ingênua, mas por decisão consciente. A dor não me define, mas me revela aos poucos a mim mesmo. E enquanto a verdade não se deixa capturar, sigo caminhando, mesmo que o caminho seja feito de sombra e silêncio. É pura lição e essência absoluta do absoluto. Gratidão.
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