Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
Existir apenas não bastava,
Ela tinha sede de viver,
Para que a vida não lhe escapasse.
Porque viver era uma arte,
Viver, é uma poesia divina.
Na verdade, viver como Amélie não é fugir da realidade;
É resistir a ela com beleza.
É dizer, com o coração em carne viva:
“–eu não vou deixar de ver beleza, mesmo que ninguém mais veja”.
Nao sei se ela era Alice, no seu País dos sonhos,
Se era Amelíe, a procura de um destino fabuloso,
Talvez um Girassol nascido no asfalto, da safra dos poetas do quintal de Van Gogh;
–Talvez fosse um pouco de cada coisa que amava. Sobretudo, uma arte, de um artista maior.
Li uma frase que achei interessante. :" Se hoje houver tempestade, vou lembrar que ela servirá para limpar o ar que respiro".
Nossa vida sempre será repleta de tempestades. Passamos por problemas que parecem não ter fim. Mas, a cada obstáculo vencido, a cada conquista realizada, nos tornamos pessoas mais aptas e mais sábias. As tempestades vem e vão, e quão bom é após a tormenta. A paz que reina, sabemos, não será infinita, antes, apenas um breve intervalo para a próxima tempestade que se aproximará.
A vida têm essas nuances, a vida traz seus altos e baixos, por isso devemos aprender a andar com a devida cautela sob a chuva que cai.
Essas tempestades podem nos trazer infelicidades, nos deixar doentes, sem dinheiro, pode nos afogar em sofrimento.
Com um pensamento positivo ante a essas dificuldades, pensamos que após a tempestade, ficaremos satisfeitos quando essas dificuldades passarem. Mas, isso é falso, pois assim que paramos de sofrer por uma coisa, passamos a querer sofrer por outra.
Somos repletos de desejos e muitos destes trazem uma alegria efêmera. Por isso, acredito, que vivemos de tempestades após tempestades.
Tenhamos a consciência de que elas sempre estarão em nossa vida, que as tempestades, fazem parte de nosso crescimento, e que após a tormenta, além do ar que se limpa, pode haver o vislumbre do arco-íris.
Há pessoas que não querem permitir que mais ninguém entre em seu coração. E por isso ela te mágoa tanto a ponto de você não amar novamente...
“A visão que uma pessoa tem sobre a outra, reflete diretamente como os outros trataram ela até o momento.”
Tudo nessa mulher é inesperado. Ela é cheia de camadas. É uma cebola recheada de sorvete de menta.
(Jordie)
A Vida e Suas Surpresas”
A vida é, por natureza, surpreendente. Às vezes, ela nos golpeia de forma tão inesperada que nos deixa em silêncio, perplexos… Há momentos em que tudo desmorona, e nos vemos lançados num abismo tão profundo, que até o eco dos nossos próprios gritos parece se perder no vazio.
Você grita por socorro, luta com o pouco que ainda resta de força, tenta alcançar o topo… mas não consegue. A esperança se apaga, o corpo se rende, a alma se cala. Você apenas… existe.
E então, de repente, alguém aparece. O coração, ainda machucado, se enche de esperança. “Será que agora alguém vai me salvar?” — você pensa. A pessoa joga uma corda. Você se agarra com toda a força, a ponto de ferir as mãos, cega pela vontade de ser resgatada. A subida começa. E junto com ela, uma emoção silenciosa brota lá do fundo, como um sopro de vida. Você começa a acreditar.
Mas, quando está a poucos passos da saída, esperando aquela mão final para te puxar… ela te solta. Sem piedade. Sem explicação. E você despenca de volta pro fundo. E dessa vez, algo muda. Algo dentro de você esfria. Seu coração se fecha. A dor vira armadura. E você passa a desacreditar das pessoas.
Você se pergunta: “O que fiz de errado? Por que me feriram tanto, se eu só queria ser amada?”
A escuridão vira sua companhia. O tempo passa. Você ouve barulhos, mas já não espera que algo bom aconteça. A dor endureceu sua fé. Talvez seja o vento. Um animal. Ou nada. Os dias viram meses. Talvez anos. Você se acostuma a viver no escuro.
E então, um dia, você desperta. Os olhos ainda cansados enxergam algo diferente: uma rampa… um caminho para fora do buraco. Mas você não acredita. Tenta se mover, mas o corpo não obedece. Já sem forças, apenas espera o fim.
E então, uma sombra se aproxima. O medo surge de novo. Você não quer ver mais ninguém. Não acredita mais em mãos estendidas. Grita para que se afastem. Diz que não precisa, que não quer, que não confia.
Mas essa pessoa não reage com dureza. Apenas para. Suas mãos estão cobertas de barro. E mesmo assim, há uma serenidade no gesto. Sem insistir, ela se afasta e sobe a rampa. Você não entende. Qual era a intenção?
Outras pessoas aparecem. Algumas te ignoram. Outras te ferem com palavras e julgamentos. Mas ajuda verdadeira? Nenhuma. Até que alguém diferente se aproxima. Limpo, calmo, com mãos tão suaves que quase brilham. Mais uma vez, você grita. Rejeita. Mas essa pessoa não recua. Apenas se aproxima, em silêncio.
Ela te olha com ternura. Sem dizer muito, apenas te estende as mãos. Você tenta caminhar, mas não consegue. E então, sem dizer uma palavra, essa pessoa te acolhe nos braços e começa a subir contigo.
No meio do silêncio, ela diz algo que te toca profundamente:
— “Eu estive aqui o tempo todo. Tentei te ajudar. Mas você, assustada, não quis ser resgatada.”
Você então se lembra… daquela outra presença. Daquelas mãos sujas de barro. E pergunta:
— “Era você aquele que veio antes? Aquele que fez tanto barulho por tanto tempo?”
A pessoa sorri com suavidade, mostra as mãos ainda marcadas, e responde:
— “Sim, era eu. Durante todo esse tempo. Fiz barulho, espantei os perigos, cavei com as próprias mãos essa rampa. Não joguei corda porque sabia que você não estava pronta… ela poderia se enrolar no seu pescoço e te ferir ainda mais. Preferi cavar, pouco a pouco. Porque você vale esse esforço. Você merece.”
E então, você entende.
Nem todos que têm as mãos sujas são ruins. Às vezes, estão sujas por cavar caminhos para te salvar. Nem toda corda lançada é para resgatar. Algumas servem só para manipular, prender, machucar.
A vida nem sempre será justa, e nem todos estarão ao seu lado por amor. Mas um dia, alguém vai aparecer e fazer o possível — e até o impossível — para te tirar do buraco. Em silêncio, com paciência, com amor verdadeiro.
E esse alguém vai te carregar no colo, quando você não puder andar. Vai cuidar de você. E te mostrar, pouco a pouco, que ainda existe confiança, que ainda existe esperança.
Vai chegar a hora de você acreditar de novo. E, principalmente, vai chegar a sua vez de ser imensamente feliz.
Porque você merece. Merece mais do que pensa
Amor não é só química — mas também não existe sem ela.
É quando os hormônios acendem a chama,
e as escolhas diárias decidem mantê-la acesa.
Amor não é só química,
mas confesso, ela dá um empurrãozinho.
Hormônios fazendo a festa,
coração dando risada,
e eu lá, tentando entender o que aconteceu.
No fim, é escolha diária,
porque até o “te amo” precisa de manutenção!
A vida não tem pressa — ela só continua.
O que pesa não é o caminho, mas o quanto a gente insiste em caminhar contra o que já está claro por dentro.
Quando a gente para de complicar o simples, até o silêncio começa a ensinar.
RECIPROCIDADE
O amor é como a água
Em um poço bem profundo:
Se ela é farta, dá para todo mundo,
Se é escassa, para quase ninguém.
Ame -- com imenso amor-- contudo,
Se não quiser ficar sozinho, triste e mudo
Não tente tirar água
De um poço que não tem.
(Maria do Socorro Domingos)
Comemore quando ela chegar; se ela te causar cegueira, agradeça. Isso é a prova de que você já viu muita coisa. Vida longa à velhice.
Os simples atos de sonhar são reservados aos iniciantes, enquanto os especialistas dedicam-se à elaboração e projeção de um porvir promissor.
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