Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

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Muitas vezes, elevamos o pensamento até a reflexão. E ela nos alcança em lugares improváveis, até. Certa vez, estava eu em um ônibus vazio, avistei dois casais. Um era formado por dois jovens que pareciam ter brigado, e o outro era de dois idosos que pareciam estar juntos a décadas. Notava-se ali a voracidade do tempo. A beleza efêmera e passageira, em mãos um pouquinho enrugadas e cuidadosas que seguravam uma a outra, se dispuseram assim por todos os anos de suas vidas. Os jovens notaram aquilo, se olharam e mantiveram silêncio. E mesmo assim a mensagem parecia ter alcançado o coração.
As coisas de momento passam, mas sempre terminariam ali, como aquele casal de idosos que ainda se namoravam como na primeira vez.

Inserida por MatheusHoracio

Ela é fogo, ele é gelo.
Curtia seus dias dançando sob a lua, no anoitecer e nas madrugadas. Sempre que possível, festas faziam parte de sua tabela de planejamentos. Enquanto ele pouco saía. Gostava de seus livros, da sua própria bagunça e pensamentos escritos em bolas de papel na lixeira. Certa vez, ele foi até um barzinho que tocava Raúl, Paralamas e outras músicas que gostava. Levantou - se até a máquina e escolheu um música.
"Eu amo Engenheiros do Havaii", a voz dela por trás de suas costas, segurando uma moeda (imagino que para utilizar a máquina também) . Sem muita reação, ele confirmou o mesmo.
Após horas de conversa leve e noções sobre o gosto musical, o rapaz que vivia em sua caverna e a moça das baladas e luzes de neon, dançaram juntos.
Fogo e gelo, provaram que os opostos se atraem, de fato.

Inserida por MatheusHoracio

Depois de 1 hora plantada naquele baile de formatura, ela já pensava em ir embora, achando que estava sendo completamente ignorada. Apesar de possuir uma beleza ímpar, desconfiava de seus próprios atributos, e quase nunca sentia-se com a confiança que deveria possuir.
O rapaz, vestindo um belo terno cinza, atravessa o salão em sua direção, sua postura revelava imponência e suavidade, dizendo: "Ei, desculpa pela falta de coragem dos meus amigos. Acho que sua beleza travou todos eles. Mas arrisco ouvir um "não" se vc não quiser dançar. Acho o risco bem válido." Ele diz sorrindo, estendendo a mão para ela.
"Então seria você o cavaleiro de armadura reluzente à me salvar?" Ela diz. E sorrindo ele responde: "Eu posso arranjar uma armadura se aceitar o convite."
Ambos riram da situação, dançaram por toda a noite, muita inovação nas histórias de amor que tomariam rumo a partir daquilo.

Inserida por MatheusHoracio

Depois de 1 hora plantada naquele baile de formatura, ela já pensava em ir embora, achando que estava sendo completamente ignorada. Apesar de possuir uma beleza ímpar, desconfiava de seus próprios atributos, e quase nunca sentia-se com a confiança que deveria possuir.
O rapaz, vestindo um belo terno cinza, atravessa o salão em sua direção, sua postura revelava imponência e suavidade, dizendo: "Ei, desculpa pela falta de coragem dos meus amigos. Acho que sua beleza travou todos eles. Mas arrisco ouvir um "não" se vc não quiser dançar. Acho o risco bem válido." Ele diz sorrindo, estendendo a mão para ela.
"Então seria você o cavaleiro de armadura reluzente à me salvar?" Ela diz. E sorrindo ele responde: "Eu posso arranjar uma armadura se aceitar o convite."
Ambos riram da situação, dançaram por toda a noite, muita inovação nas histórias de amor que tomariam rumo a partir daquilo.

Inserida por MatheusHoracio

"Qual é o limite da sua timidez?", ela pergunta, de frente para ele e um velho jogo de tabuleiro que a muito tempo não saía da caixa. Meio surpreso pela repentina pergunta ele responde: "Aí depende. Primeiramente da sua disposição em querer descobrir, e de quanta bebida teria aqui no seu apartamento".
Aquelas foram palavras chave. O intuito do jogo mudou, o objetivo picante era o alvo de ambos, o vencedor levava tudo. Tudo mesmo! A partir dali, as paredes presenciaram jogadas de indiretas, palavras ao vento, e as tentações que só os amantes provocam.
O resto, bom, os poetas não possuem autoridade para relatar...

Inserida por MatheusHoracio

Por que vocês homens viram bebês grandes quando estão gripados" ela pergunta enquanto se direcionava até ele, segurando uma xícara de chá de maçã (seu favorito). O clima louco sempre o afetava. Jogava bola na chuva, abria a geladeira com o corpo quente, andava descalço pela casa, todas aquelas coisas que sua mãe sempre dizia pra ele não fazer. "Amor, não faça perguntas que eu não posso responder. Acho que nós homens odiamos ficar doentes. Quando a oportunidade surge, queremos só um pouco daquele mimo". Ele respondeu. E olhou para ele com uma expressão bem séria, mas depois libertou um sorriso no canto da boca, dizendo: " vai lá jogar bola na chuva, seu bebezão! "
Enquanto ela saía, ele desmarcava uma partida com os amigos através do celular.
Se uma mulher cuidadava de um homem manhoso, ela merecia total atenção. O que valeu alguns filmes, pipoca e todas as coisas que ela gostava, preparadas por ele, é claro.

Inserida por MatheusHoracio

Se uma pessoa precisa que você mude a si mesmo só para adequar-se a ela, então ela não busca um par. Viver com alguém é saber que APESAR DE todas as diferenças, há felicidade. Não viva amores que se fantasiam de domesticação.

Inserida por MatheusHoracio

Debruçada sob a janela, observando o caminhar das pessoas, ela nem percebe alguém que a observava de pé, ali atrás.
"Oi amor, por que você tá aí parado me olhando?" Disse ela questionando aquele gesto. O rapaz avidamente responde. "Por nada, é que eu te vejo assim olhando pela janela e sinto medo." Disse ele. "Mas medo de que?" Ela pergunta. O rapaz olha diretamente em seus olhos e diz: "medo de acordar. Medo de estar vivendo o mais belo sonho de toda minha vida e de tão real, nem imaginar que é uma peça pregada pela minha mente. Eu não tive muita sorte no amor nessa vida, mas ganhei lá loteria com você. E quando te vejo eu só peço a Deus pra que se for sonho, ele me deixe dormindo só mais um pouco."
Falar o que depois disso? Ela não soube. Tem coisas que simplesmente entram em nossos ouvidos e calam o coração.

Inserida por MatheusHoracio

"Lendo poemas de novo?", ela perguntou. Um hábito adquirido, ainda é um hábito, mas naquele caso significava um algo mais. Ele olhou para ela e sorrindo respondeu: "Acho que poetas são basicamente uma representação do que todos nós seríamos se tivéssemos o dom de nos expressar. Se eu pudesse demonstrar todos os sentimentos que tenho por você, eles viriam como poesia, mas escrever não é bem o meu forte, então prefiro te enviar uma todas as manhãs e imaginar seu sorriso ao ler."
Ela completou o sorriso dele com outro sorriso: "o almoço tá pronto, vem pra mesa.", disse para o rapaz que um pouco antes de se levantar do sofá falou: "Poetas são ótimos em palavras, Drummond, Poe, quem diria, tô lendo até Horácio. Mas se soubessem o que se passa em meu coração, não saberiam jamais colocar no papel." Dedicou palavras tão belas ao coração dos amantes, onde dormiam os poetas e eternos apaixonados.

Inserida por MatheusHoracio

-Você se considera uma pessoa infeliz?
Ela questionou o rapaz, no meio de um diálogo. Ele olhou para as próprias mãos e em seguida disse.
-Infelicidade é interpretativa. Se me perguntasse se sou feliz, provavelmente diria que não, mas se me perguntasse se sou infeliz, não saberia responder. Porque eu tenho saúde, tenho uma casa, seria justo com as pessoas que não possuem tais coisas? O que define a felicidade?
Ainda sim, possuindo essas coisas é possível ser infeliz. Porque felicidade é a ausência das coisas que não nos fazem bem, e infelicidade é a simples presença delas.

Inserida por MatheusHoracio

Ela era uma verdadeira injeção de adrenalina em sua rotina. Ele, tão tranquilo, tentava se enquadrar em tamanha energia. Os opostos realmente se atraíam, uma de mão de tinta colorida em seu mundo acinzentado. Talvez um pouco cansado de esperar a pessoa certa, ela resolveu aparecer quando não se esperava muitas surpresas da vida, adicionando uma pitada de vida nas surpresas, nos beijos, nos olhares. Mais que o amor dos mais velhos que se amavam, havia promessa de compreensão, de carinho no penar dos dias ingratos. Preciosidade na vida do rapaz de fala macia, suave e tranquila, envolvida na ferocidade enérgica dos olhares que o deixavam inquieto. Aquela era certeza de que ela era sua tempestade enrolada na paz, e ele sua paz no meio de um tufão. Equilíbrios dos opostos.

Inserida por MatheusHoracio

Sua voz era como a flauta de encantar homens. Para dentro de si ela os levava, os consumindo, os tornando recreação. Havia perdição em seus atos, que descabidos e inapropriados ao senso comum, tornavam aquela mulher doce, gentil, delicada, em uma predadora. Sua fome não era de ter seus objetivos alcançados, e sim, de ter cada um em suas mãos. Passageiro ou momentâneo, ela queria apenas dizer que quando a pertenciam, não eram de mais ninguém.

Inserida por MatheusHoracio

Ela era um poço de amores. Profunda e intensa. Seus sentimentos contrastavam com as experiências dolorosas que a marcou profundamente. Aquelas eram cicatrizes que um dia serviriam para mostrar que apesar dos pesares ainda vale à pena acreditar na legitimidade de alguns sentimentos. De manhã olhava pela janela, tomava um banho quente, arrumava o cabelo e antes mesmo de colocar os pés fora de casa pensava: "Hoje é meu dia!", e assim o fez, por todos os dias que se seguiram. Foi apenas amor, negou - se a rotina de pensamentos vazios e a preencheu - se do que mais possuía: sua luz.

Inserida por MatheusHoracio

Felicidade é um desconhecimento.
Ela desconhece rosto, gosto, e entendimento.
Entorpece o lamento do homem, rejeita a incoerência e a compreensão alheia.
Felicidade é incoerente. É ser e fazer o que ninguém espera, o que não imaginam, fazer por si e nada mais.
Felicidade pode ser cruel. Pode indiretamente ferir de forma mortal, e fatalmente ceifar a razão.
Razão essa que pra ser feliz não tem espaço. Ser feliz é irracional. É a crença real de que o invisível e o impossível terminarão.
É a visão de que pra alcançar esse ideal, é preciso rejeitar as marés que virão.

Inserida por MatheusHoracio

É auto covardia
É de todas as mentiras
A mais vil

"Sou feliz porque ela tá feliz mesmo com outro."
Isso é primeiro de Abril.

Inserida por MatheusHoracio

⁠⁠A morte não tem preconceitos. A cor da pele pouco importa para ela. Só que esqueceram de informar isso aos homens, então por banalidades, a morte tem parecido cada vez mais preconceituosa. Porque não me leve a mal, ela leva o branco sim, mas o negro é de uma recorrência absurda, por motivos mais absurdos ainda. Por que será, Sra Morte?

Inserida por MatheusHoracio

A fava é Ela
Favela, Favela, Favela.

Dos morros de Canudos
Para as telas

Mandioca braba
Fomes e mazelas

Euclides da Cunha
Deu nome a Ela

Quem vive sabe
O encanto da bela

Jovem cidade
Moça donzela

Que todos se encantam
Quando a veem na janela

Debruçada e sorridente
Beleza que se revela

Nos estreitos becos
Cidade de curuelas

A fava é Ela
Favela, Favela, Favela.

Inserida por Negreiros

"Acredito na sorte, desejo que ela acredite em mim".

Inserida por Negreiros

⁠"Que a morte venha, mas sabia ela que nos a enfrentaremos".

Inserida por Negreiros

⁠Sabe aquela pessoa que tanto você critica? Quando ela acertar, não se esqueça de elogiá-la.

Inserida por RobsonFortunato970