Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

Cerca de 382470 frases e pensamentos: Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

pródigo.

Eu não pareço com ele.

Pelo menos não quando me olho.

Algumas pessoas dizem que sim.

Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.

Eu escuto.

Talvez elas estejam certas.

Talvez exista alguma coisa.

Mas eu nunca soube enxergar.

Quando olho para mim, não vejo ele.

Vejo a mim.

E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.

Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.

Foram os vícios.

Os malditos vícios.

Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.

E é estranho pensar nisso.

Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.

Não herdei conselhos.

Não herdei lembranças de infância ao lado dele.

Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.

Mas herdei isso.

E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.

Eu tento parar.

Consigo por um tempo.

Depois volto.

E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.

É aí que ele aparece.

Não na minha frente.

Dentro da minha cabeça.

No subconsciente.

Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.

Uma reação.

Um impulso.

Uma escolha.

E, por um segundo, eu paro e penso:

“Isso veio de mim?”

Ou veio dele?

Eu odeio não saber.

Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.

Não é só pela ausência.

É pelo que a ausência deixou.

Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.

O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.

Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.

E eu não quero ser ele.

Nunca quis.

Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.

Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.

Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.

Mas talvez eu precise admitir uma coisa.

Talvez algumas pessoas estejam certas.

Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.

Só que não é isso que me define.

Porque eu também carrego tudo o que veio depois.

As pessoas que me ensinaram.

As que me machucaram.

As que eu amei.

As escolhas que fiz sozinho.

As vezes em que consegui ser diferente.

As vezes em que falhei.

Tudo isso também sou eu.

E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.

Ele pode ter deixado os vícios.

Pode ter deixado perguntas.

Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.

Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.

Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.

Talvez um dia consiga.

Hoje eu não sei.

E talvez eu não precise saber.

Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.

Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.

Ele não esteve.

Isso também faz parte da história.

E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.

Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.

Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.

Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.

Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.

Não para provar que sou diferente dele.

Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.

Porque eu não sou ele.

Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.

Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.

Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.

Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.

Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.

E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:

eu não escolhi o que herdei.

Mas ainda posso escolher o que fica.

por que só eu dou passo?
por que ainda tento?
por que tentar?
deixá-lo-ei

Para o feminicídio, eu arrasto uma
cadeira elétrica e digo:
“Sente-se.”

Eu sei que o sangue foi derramado e o preço foi pago. Por isso, quero uma vida de verdade — e consumir o meu próprio assombro.

Estou destinado ao fracasso,e por isso,eu sei que vou vencer

Ah! Se eu pudesse apressar

Os ponteiros do meu relógio

- Só para te abraçar! -



Ah! Se eu pudesse correr,

Junto com o tempo

Para nunca mais te perder.



Ah! Se eu pudesse revelar

A cor dos teus lindos olhos,

E por eles me declarar...



Ah! Se eu pudesse me aproximar,

Para recuperar o tempo perdido,

- E resgatar o tempo de amar! -



Os teus olhos são tão lindos...,

Eu não vou contar como eles são,

Só sei que por eles, entreguei tudo;

Entreguei a minha vida e o coração.



Os teus lindos olhos tão íntimos,

Tão castos e repletos de cores,

Por eles morro sempre de amores;

Com direito a todos os mimos.



Ah! No pestanejar e no brilhar,

Os teus olhos me tocam inteira;

Como plumas a me acariciar...



Ah! Não conto o que sou capaz

De fazer por estes olhos;

Sim, darei a volta ao mundo,

E por eles sou capaz de ir atrás.

Eu deixo você ir embora,

O tempo sabe a hora,

- se não for de verdade,

Você já pode ir agora,

Quero um aconchego

Com sabor de sossego,

- se é amor de verdade,

Enfrento até o medo.

Quando se ama, se divide

Até o maior segredo,

- se você é anjo que caiu do céu,

No meu colo

Eu te recebo.

Tenho em mim a alma

De todos os continentes,

- o meu espírito é cigano

O cigano só muda de lugar,

Mas o amor sempre

Leva com ele.

O amor quando acontece

É o maior dos presentes.

Talvez você não conheceu o caminho

Do amor e da afeição,

- o amor quando acontece

Tem a paciência que só vem do coração.

Se é amor de verdade, não corremos perigo;

- quero te amar até na tempestade,

E também ser o teu ninho.

O amor segue os nossos passos,

- sem escravizar um ao outro,

Eu ocupo os teus sonhos,

E você os meus planos.

Conheça um pouco mais

Desse espírito crítico,

- amor sublime, amor....

tenha juízo, por favor!

Eu te observo desde de sempre, e ainda quero

Acreditar que você existe amor!

Esse sorriso quando sorri é para tentar

Transformar esse mundo sombrio,

Mas não significa que ele

Não te pertença,

Sou tua caça, e ser tua

Caçadora bem atenta.

A consciência deve ser livre. Ninguém pode ser obrigado a ser de esquerda ou de direita. Eu mesma não suporto nenhuma das duas correntes ideológicas semeadas aqui no Brasil, mas me dou bem com as pessoas das duas matizes.

⁠A cada dia eu me ilumino com o saber diferente do meu nesta vida que é a maior sala de aula da nossa jornada existencial.

⁠Eu espero por você
como o cair da noite
segue ansioso
pela companhia das estrelas.

⁠O quê eu quero
de ti nenhuma
grande fortuna
é capaz de me dar:
o seu abraço que
me salva do mundo.

⁠Eu gosto de lembrar daquilo
que é bom e bonito,
Não me esqueço de lembrar
quando você dançou
Chico Sapateado comigo;
Você da minha
cabeça não tem saído,
e a minha poesia
está sempre contigo.

⁠Neste último dia do ano...

Eu te desejo que tudo
aquilo que não valeu
seja por ti esquecido,
Você merece o melhor
no seu caminho,
Desejo que a vida te trate
com o carinho merecido
que você sempre deu,
que o Ano Novo venha
presentear com sonhos
e com tudo aquilo
que merece ser resolvido.

⁠Poesias madrugadeiras para Rodeio

Poesias madrugadeiras para Rodeio
eu escrevo o tempo inteiro,
Porque amor por este lugar
eu tenho no meu peito,
Aqui é o meu lar mais do que perfeito.

⁠Você é Mestre-Sala
do meu peito,
Eu a Porta-Bandeira
do meu jeito,
O Samba é o
mestre de nós dois,
A Bandeira é o amor
que não se deixa
nenhum pouco para depois.

⁠Lantana

Só de olhar uma Lantana
florescida fico inspirada
a ser nas tuas mãos a poesia,
Eu sei que você me tem
no coração com muita alegria.

Bunga Raya solitária
sob a noite estrelada,
Sou eu esperando ser
pelo amor encontrada.

Ofereceste Duku,
eu contente aceitei,
Em nós amar virou lei
e a mais fina grei.

Eu sou o meu povo,
e o povo me é;
Não preciso de mandato
por onde passo;
Nada e nem ninguém
mais importa;
Não sou presença,
e sim História;
Nas linhas do destino
sou eu quem escrevo;
Nasci poeta enraizada:
(para o seu desespero).

Chovendo lentamente
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.


...


A minha poesia
é Camboatá-branco
nas mãos da ventania
se espalhando toda
pelos campos da vida.


...


Tudo em mim tem
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem
tem a coragem de me dominar.


...


Tapirirá florida
que com amor
concede poesia
à minha vista,
Diante sou
muito pequenina
com a minha escrita.
...


Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.


...


Do caminho do tempo
sou nômade devota,
Do meu país por dentro
domino cada rota,
Nos braços de novembro
com fascínio me rendo
a floração das Tapirirás
a espera do momento
que está sendo escrito
com tudo àquilo que hei
de declarar no silêncio
que me permita escutar
o seu peito de amor batendo.